Nossos serviços estão apresentando instabilidade no momento. Algumas informações podem não estar disponíveis.
Estatísticas Experimentais
Pesquisa Especial sobre as Enchentes de 2024 no Rio Grande do Sul - PEERS
Estatísticas Experimentais
Sobre - Pesquisa Especial sobre as Enchentes de 2024 no Rio Grande do Sul
Pela primeira vez um levantamento estatístico do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística - IBGE mensurou os impactos e ações no âmbito de desastres naturais junto ao público atingido.
Ao realizar a Pesquisa Especial sobre as Enchentes de 2024 no Rio Grande do Sul - PEERS, o Instituto apresenta dados com potencial de subsidiar a formulação de políticas públicas voltadas às mudanças climáticas, que sejam efetivas na prevenção e no enfrentamento de fenômenos dessa natureza, na mitigação de seus efeitos e na recuperação de danos.
Além de investigar as características socioeconômicas dos moradores atingidos, a pesquisa avançou na compreensão dos danos sofridos e dos graus de gravidade vivenciados, possibilitando também conhecer o tipo de suporte demandado e recebido e a opinião sobre as medidas de prevenção e recuperação.
Os comentários analíticos são apresentados em duas partes: a primeira contém as análises referentes à área total abrangida pela pesquisa e a segunda explora resultados das Regiões Intermediárias. Para os dois recortes geográficos, características principais de moradores, danos dos domicílios e do entorno e diferentes dificuldades enfrentadas pela população durante as chuvas foram destacadas. No que diz respeito ao período da coleta, foram investigadas a avaliação da qualidade de vida sob diversos aspectos comparada com um mês antes das enchentes, bem como a opinião sobre a satisfação em relação aos trabalhos de recuperação realizados nas áreas atingidas pelas enchentes e o conhecimento sobre medidas de prevenção adotadas.
A presente publicação traz, ainda, notas técnicas com considerações metodológicas sobre a pesquisa, uma breve análise de resultados e um glossário com as conceituações consideradas essenciais para a compreensão dos indicadores.
Os dados também estão disponíveis para consultas no formato de tabelas de resultados na página da PEERS no portal do IBGE.
Estatísticas Experimentais
Tabelas - Pesquisa Especial sobre as Enchentes de 2024 no Rio Grande do Sul
Estatísticas Experimentais
Conceitos e métodos - Pesquisa Especial sobre as Enchentes de 2024 no Rio Grande do Sul
As informações a seguir descrevem os metadados estatísticos, que são o conjunto de conceitos, métodos e aspectos relacionados às estatísticas, e são informações necessárias para compreender as características e a qualidade das estatísticas e interpretá-las corretamente.
Informações Gerais
Objetivo
Obter informações junto aos domicílios sobre os impactos provocados pelo evento climático extremo ocorrido no Rio Grande do Sul de abril a maio de 2024 e informações referentes à percepção da população pesquisada quanto à qualidade de vida após o desastre.Tipo de operação estatística
Outra pesquisa domiciliarTipo de dados
Dados de pesquisa por amostragem probabilísticaPeriodicidade de divulgação
EventualPopulação-alvo
Domicílios e moradores em domicílios particulares permanentes pertencentes à área de abrangência geográfica da pesquisa no período de abril e maio de 2024.Metodologia
Técnica de coleta:
CATI - Entrevista por telefone assistida por computadorProcedimento de amostragem
Foi utilizado o Censo Demográfico de 2022 como cadastro de seleção. O plano amostral da pesquisa foi definido como uma amostra estratificada com seleção aleatória de domicílios.A abrangência geográfica da pesquisa foi definida a partir de três referenciais principais: 1) área mais impactada pelo evento climático, delimitada com base no mapeamento realizado por um conjunto de Instituições; Regiões Imediatas e Intermediárias, divisões regionais do Rio Grande do Sul estabelecidas pelo IBGE e utilizadas para a organização e divulgação das estatísticas; e 3) os decretos estaduais que especificaram os municípios em estado de calamidade pública e situação de emergência.
Foram adotados dois níveis de estratificação geográfica. O primeiro nível de estratificação da pesquisa levou em consideração o município (em casos de municípios populosos) ou conjuntos de municípios em uma mesma região imediata, para aqueles pouco populosos. Foram então formados 57 estratos geográficos iniciais. Um segundo nível de estratificação geográfica foi criado, separando domicílios dentro e fora da área mais impactada pelos eventos em cada estrato inicial (mapeada pelo conjunto de instituições, descrito anteriormente). No total, foram formados, então, 114 estratos finais. O tamanho de amostra foi definido de maneira que fosse possível a operacionalização por meio de um centro de entrevistas por telefone no período de 3 meses de coleta e ao mesmo tempo que comportasse uma alta taxa de não resposta, conhecida por entrevistas feitas por telefone e observada no teste da pesquisa. Inicialmente este tamanho foi dimensionado para 35 mil domicílios, entretanto após a alocação, totalizou-se 33.930 domicílios.
Após o dimensionamento da amostra, foi realizada a alocação dos domicílios em 3 etapas distintas: 1ª Alocação: realizada nas Regiões Imediatas do Rio Grande do Sul (ver Anexo 1) - Proporcional à quantidade de domicílios particulares permanentes em cada região; 2ª Alocação: realizada nos estratos geográficos iniciais (Município ou conjunto de municípios) - Proporcional à quantidade de domicílios na área mais afetada considerando limites de fração amostral (mínimo de 0,25% e máximo de 25%); 3ª Alocação: realizada nos 114 estratos finais - alocação de igual tamanho nos dois estratos (domicílios na área mais afetada e domicílios fora da área mais afetada).
Foi realizada uma seleção sistemática controlada por município nos estratos onde tínhamos mais de um município.
Crítica e imputação
A PEERS passou por diversas etapas de crítica e imputação necessárias para validar a consistência dos dados, envolvendo diversas áreas e momentos diferentes.A primeira etapa, realizada pela equipe do CETAC, constituiu-se na verificação dos questionários, identificando dados inconsistentes e executando a correção.
Outra crítica dessa etapa foi realizada conjuntamente pelo CETAC e pela gerência técnica da PEERS e consistiu na análise das respostas que os informantes apresentaram nos quesitos do questionário com a opção “Outro” para especificar. A gerência da PEERS também realizou crítica de consistência dos dados agregados através de indicadores previamente definidos na fase de planejamento e desenho da Pesquisa.
Na segunda etapa de crítica, o processo de imputação foi realizado pelo software CANCEIS (Canadian Census Edit and Imputation System), desenvolvido pelo Statistics Canada. O CANCEIS utiliza o método de imputação hot deck, onde o valor de um registro com erro detectado é substituído por um valor de um registro doador também respondente da pesquisa. A similaridade entre os registros doadores e receptores é medida por funções de distância para um conjunto previamente determinado de variáveis, que podem ter peso diferenciado no cálculo da similaridade. O doador final é selecionado dentre um conjunto de vizinhos mais próximos de cada receptor.
Os dados da PEERS foram divididos em 3 módulos distintos de imputação: dois para a imputação de dados domiciliares (blocos B e C do questionário em um módulo e blocos F e G em outro módulo) e um para dados de pessoas (blocos D e E).
Temas
Temas e subtemas
Meio AmbientePrincipais variáveis
Indicação se o domicílio pertence à área de abrangência da pesquisaCaracterísticas de moradores: sexo, cor ou raça, nível de instrução, frequência à escola, inserção em trabalho remunerado, renda domiciliar
Impactos causados nos domicílios pelas enchentes: danos na estrutura, incluindo total destruição, ficar inacessível, interrupção do fornecimento de água e luz, entre outros.
Impactos causados nos arredores dos domicílios: ruas inundadas, lixo acumulado, pontes quebradas, interrupção de transporte entre outros.
Impactos causados às vidas das pessoas: saúde afetada - mental ou fisicamente; perda de documentos entre outros.
Interrupção e retorno ao trabalho
Suporte recebidos e oferecidos durante as enchentes
Interrupção e retomada da frequência à Instituição de ensino
Avaliação comparativa das condições de vida, acesso a serviços e suficiência da renda entre os períodos imediatamente anteriores às enchentes e o período de coleta.
Opinião e conhecimento sobre medidas de reparação ou prevenção adotadas.
Palavras-chave
domicílio, morador, enchentes, danos, impactos, suportes, avaliação de condições de vida, medidas de reparação, medidas de proteçãoUnidades de informação
Unidade de investigação
Pessoa, DomicílioUnidade de análise
Pessoa, DomicílioUnidade informante
Domicílio.Períodos de referência
Período - 15/09/2025 a 27/02/2026
Data de início da coleta
15/09/2025Data do fim da coleta
27/02/2026Disseminação
Formas de disseminação
Publicação Digital (online)Nível de desagregação geográfica
OutrosNível de divulgação
Área completa de cobertura da pesquisa, Regiões Intermediárias de Porto Alegre, Caxias do Sul, Santa Cruz do Sul e Lajeado, Santa Maria, Pelotas e, em conjunto, as RI de Uruguaiana, Ijuí e Passo Fundo.Instrumentos de coleta
Histórico
Mais do que um fenômeno climático isolado, esta catástrofe revelou a necessidade urgente de ações rápidas, não só de suporte à população atingida, mas também de recuperação e prevenção. Logo, conhecer a magnitude dos impactos do evento é fundamental para a elaboração de políticas públicas estruturais que possam ser efetivas para a mitigação de danos duradouros do incidente específico, bem como traçar estratégias em casos de possíveis situações semelhantes que possam acontecer no futuro.
A Pesquisa Especial sobre as Enchentes no Rio Grande do Sul (PEERS) corresponde à parte da atuação do IBGE na força-tarefa instituída para apoiar o Estado do Rio Grande do Sul após o desastre climático de 2024. A pesquisa foi desenhada para propiciar a construção de indicadores voltados à mensuração dos efeitos das chuvas intensas sobre a população atingida.
Saiba mais
https://metadados.ibge.gov.br/consulta/estatisticos/operacoes-estatisticas/EQ
Estatísticas Experimentais
Publicações - Pesquisa Especial sobre as Enchentes de 2024 no Rio Grande do Sul
Pesquisa Especial sobre as Enchentes de 2024 no Rio Grande do Sul / IBGE, Coordenação de População e Indicadores Sociais
Tipo de material: Livro
Ano: 2026Investigación Especial sobre las Inundaciones de 2024 en Rio Grande do Sul / IBGE, Coordinación de Población e Indicadores Sociales
Tipo de material: Livro
Ano: 2026
O que é
É uma pesquisa especial domiciliar telefônica, inédita, com o objetivo de avançar na compreensão sobre os impactos provocados pelo evento climático extremo que atingiu o Rio Grande do Sul entre abril e maio de 2024 e a avaliar a percepção da população afetada quanto à qualidade de vida após o desastre.
A PEERS, realizada em caráter experimental, inovou ao capturar dados de forma centralizada e integralmente, através de entrevistas telefônicas assistidas por computador.
A pesquisa aborda as características gerais dos moradores da área de abrangência da pesquisa, os danos sofridos, os impactos das chuvas em suas vidas, moradias e vizinhança. Também contempla o suporte demandado e recebido durante as inundações, bem como condições de trabalho e estudo antes e após o evento. Em relação a qualidade de vida sob diversos aspectos, foram comparadas as situações no período da coleta com as condições prévias às chuvas. Ademais, foram levantadas informações sobre o conhecimento da população atingida acerca de medidas de prevenção para amenizar os impactos de eventos semelhantes no futuro e suas opiniões sobre os trabalhos de recuperação já realizados.
A metodologia da PEERS foi desenvolvida, visando à sua aplicação na eventualidade de desastre climático que ocorra em qualquer parte do país. Os dados resultantes são fundamentais para traçar estratégias rápidas de enfrentamento e na elaboração de políticas públicas estruturais efetivas para a mitigação de danos duradouros provocados por tais desastres.
Erramos
Substituição da publicação da Pesquisa Especial sobre as Enchente de 2024 do Rio Grande Sul
Data de publicação: 07/07/2026
Descrição:
Foi inserido texto de Prefácio na página 7.
Foram feitas substituições para melhorias do texto da Análise de resultados.Ações:
1. Com relação ao texto da publicação na página 26, 1º parágrafo, foi substituído de:
O total de domicílios nas áreas mais afetadas pelas enchentes foi estimado em 2 328 093, como mostra a Tabela 1. Baseados na avaliação das condições da estrutura física dos domicílios após as inundações, foram construídos indicadores que refletiram a gravidade das consequências do evento climático. Foram avaliados como “destruídos” 81 272 domicílios (3,5%) e 190 253, como “muito danificados” (8,2%), resultando que essas condições de máxima precariedade foram atribuídas a 11,7% dos domicílios.Para:
O total de domicílios nas áreas pesquisadas foi estimado em 2 328 093, como mostra a Tabela 1. Baseados na avaliação das condições da estrutura física dos domicílios após as inundações, foram construídos indicadores que refletiram a gravidade das consequências do evento climático. Foram avaliados como destruídos” 81 272 domicílios (3,5%) e 190 253, como “muito danificados” (8,2%), resultando que essas condições de máxima precariedade foram atribuídas a 11,7% dos domicílios.2. Com relação ao texto da publicação na página 28, 2º parágrafo foi substituído de:
Quando considerada a variável cor ou raça, a branca foi majoritária, registrando 78,5%, seguida da categoria parda, 14,3%. Os moradores que se afirmaram pretos correspondiam a 6,7%.Para:
Quando considerada a variável cor ou raça, a branca foi majoritária, registrando 78,5%, seguida da categoria parda, 14,3%. Os moradores declarados pretos correspondiam a 6,7%.3. Com relação ao texto da publicação na página 29, último parágrafo, foi substituído de:
O Gráfico 4 mostra ainda que o percentual do total de moradores dos domicílios para os quais foi relatada a existência de danos na estrutura ficou em 55,5%. A análise da distribuição dos domicílios em que houve avarias na estrutura, segundo a renda mensal domiciliar, apresentada na Tabela 4, apresenta maior concentração na classe até R$ 2 000,00, que reuniu 31,4% das moradias. Para esta mesma faixa de renda, entre aqueles em que não houve relato de estrago estrutural, essa parcela foi de 16,9%. Ambos os percentuais diferem da comparação da proporção de domicílios nesta classe de rendimento emPara:
O Gráfico 4 mostra ainda que o percentual do total de moradores dos domicílios para os quais foi relatada a existência de danos na estrutura ficou em 55,5%. A análise da distribuição dos domicílios em que houve avarias na estrutura, segundo a renda mensal domiciliar, apresentada na Tabela 4, apresenta maior concentração na classe até R$ 2 000,00, que reuniu 31,4% das moradias. Para esta mesma faixa de renda, entre aqueles em que não houve relato de estrago estrutural, essa parcela foi de 16,9%. Ambos os percentuais diferem da proporção de domicílios nesta classe de rendimento em4. Com relação ao texto da publicação na página 41, 2º parágrafo, foi substituído de:
Os Cartogramas 1 e 2 ilustram a cobertura territorial de cada uma das RIs analisadas, a saber: Porto Alegre; Caxias do Sul; Santa Cruz e Lajeado; Pelotas; Santa Maria; Uruguaiana, Ijuí e Passo Fundo, apresentando os totais estimados de domicílios e moradores em suas respectivas áreas.Para:
Os Cartogramas 1 e 2 ilustram a cobertura territorial de cada uma das RIs analisadas, a saber: Porto Alegre; Caxias do Sul; Santa Cruz do Sul e Lajeado; Pelotas; Santa Maria; Uruguaiana, Ijuí e Passo Fundo, apresentando os totais estimados de domicílios e moradores em suas respectivas áreas.5. Com relação ao texto da publicação na página 48, 4º parágrafo, foi substituído de:
Pontes quebradas, destruídas ou interditadas foi um tipo de impacto no bairro ou ruas próximas aos domicílios que apresentou participações mais variáveis entre as RIs (Cartograma 6), com o menor valor na RI de Pelotas (23,2%) e o maior em Uruguaiana, Ijuí e Passo Fundo (56,9%). A suspensão do transporte público também afetou diferentemente as regiões (Cartograma 7). Neste caso, a RI de Caxias do Sul (24,5%) registrou o menor resultado e a de Santa Cruz do Sul e Lajeado (62,2%), a maior.Para:
Pontes quebradas, destruídas ou interditadas foi um tipo de impacto no bairro ou ruas próximas aos domicílios que apresentou participações mais variáveis entre as RIs (Cartograma 6), com o menor valor na RI de Pelotas (23,2%) e o maior em Uruguaiana, Ijuí e Passo Fundo (56,9%). A suspensão do transporte público também afetou diferentemente as regiões (Cartograma 7). Neste caso, a RI de Caxias do Sul (24,5%) registrou o menor resultado e a de Santa Cruz do Sul e Lajeado (62,2%), o maior.6. Com relação ao texto da publicação na página 51, 2º parágrafo, foi substituído de:
O mesmo ocorreu com a avaliação da suficiência da renda para fazer face às despesas mensais. As avaliações mais frequentes apontaram mesmo padrão de contentamento nos dois períodos, com o segundo lugar para a piora da renda. A exceção foi a região de Caxias do Sul onde a piora e a percepção de condições iguais se apresentam similares, com mínima vantagem da estimativa do percentual de agravamento (Quadro 2). Na observação da área completa de cobertura da pesquisa, para a suficiência da renda foi apontada a melhora por 12,9% dos domicílios, ficando aquém da indicação da piora, 38,5%, e da igualdade da capacidade dos rendimentos nos dois momentos,47,4% (Tabela 21).
Para:
O mesmo ocorreu com a avaliação da suficiência da renda para fazer face às despesas mensais. As avaliações mais frequentes apontaram mesmo padrão de contentamento nos dois períodos, com o segundo lugar para a piora da renda. A exceção foi a região de Caxias do Sul onde a piora e a percepção de condições iguais se apresentaram similares, com mínima vantagem da estimativa do percentual de agravamento (Quadro 2). Na observação da área completa de cobertura da pesquisa, para a suficiência da renda foi apontada a melhora por 12,9% dos domicílios, ficando aquém da indicação da piora, 38,5%, e da igualdade da capacidade dos rendimentos nos dois momentos, 47,4% (Tabela 21).

Estas estatísticas são classificadas como experimentais e devem ser usadas com cautela, pois são estatísticas novas que ainda estão em fase de teste e sob avaliação. Elas são desenvolvidas e publicadas visando envolver os usuários e partes interessadas para avaliação de sua relevância e qualidade. Caso deseje deixar uma crítica ou sugestão, clique aqui para deixar sua opinião.