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Contas Econômicas Ambientais

Sobre a publicação - 2000-2020 Contabilidade física - Brasil

Nas últimas décadas, se intensificou a preocupação sobre os efeitos das atividades econômicas no meio ambiente. Apesar do abrangente escopo de indicadores de síntese da economia produzidos internacionalmente, discute-se, hoje, que os benefícios obtidos da natureza, dos quais dependem as atividades econômicas e o bem-estar humano, não têm sido devidamente mensurados com as metodologias até então consolidadas. Dessas discussões, resultou o manual System of environmental-economic accounting 2012: central framework, SEEA-CF, da Divisão de Estatística das Nações Unidas (United Nations Statistics Division - UNSD), que visa complementar os Sistemas de Contas Nacionais desenvolvidos pelos países, agregando os princípios contábeis às informações ambientais, de forma a permitir uma análise combinada desses elementos em uma única estrutura.

Como parte de seu programa de contabilidade econômica ambiental, o IBGE oferece, neste estudo, uma reflexão sobre a contabilidade física das Contas Econômicas Ambientais da Terra no Brasil, considerando-se para tal a dinâmica de ocupação do território e as suas mudanças ao longo do período de 2000 a 2020.

A publicação está organizada em três seções. A primeira, Notas técnicas, debate alguns referenciais a partir dos quais se baliza essa reflexão, contextualiza a investigação da contabilidade da terra em outros países, discorre sobre as diretrizes que nortearam o desenvolvimento do presente estudo no Brasil e detalha os principais aspectos metodológicos de sua elaboração. A segunda seção, Análise dos resultados, apresenta e discute a matriz de mudanças na cobertura e uso da terra no Brasil, examina as conversões consideradas relevantes nesse período contábil, em escala regional, evidenciando os padrões de ocupação, tanto os recentes, como alguns historicamente cristalizados, e, com o objetivo de complementar tais reflexões, delineia as principais características fundiárias dos estabelecimentos agropecuários no País, a partir da análise cruzada de estatísticas do próprio Instituto, oferecendo, assim, uma visão transversal de aspectos geoespaciais e econômicos da dinâmica agropecuária. A terceira seção, Considerações finais, resume as principais observações sobre as conversões de ocupação e o uso da terra no País resultantes do presente estudo e avalia aspectos do cenário vislumbrado no âmbito da contabilidade ambiental. Um glossário, ao final da publicação, reúne as conceituações consideradas essenciais para a compreensão dos resultados.

Espera-se que o presente estudo, em conjunto com os demais estudos desenvolvidos no âmbito do Sistema de Contas Econômicas Ambientais - SCEA, também disponibilizados no portal do IBGE, contribua para um conhecimento mais abrangente da realidade brasileira e para a formulação e a execução de políticas públicas voltadas à gestão ambientalmente sustentável e economicamente eficiente dos ativos ambientais do País.