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Monitoramento da Cobertura e Uso da Terra

O que é

Investiga as principais coberturas e usos da terra no Território Nacional, por meio do mapeamento realizado com base na interpretação de imagens de satélite, detectando e quantificando, periodicamente, as alterações na dinâmica das formas de ocupação e de organização do espaço geográfico.

O levantamento, a princípio denominado Mudanças na Cobertura e Uso da Terra no Brasil, teve início em 2015. Em 2018,  passou por aprimoramentos conceituais e metodológicos, dentre os quais se destacam: adoção da Grade Estatística, elaborada pelo IBGE, como unidade de análise e disseminação dos dados, o que permite a avaliação sistemática espaço-temporal da cobertura e uso da terra para cada um dos 8,5 milhões de km² do Território Nacional; substituição do insumo de base das imagens do Satélite MODIS pelas do Landsat 8 OLI, ensejando uma interpretação visual mais acurada da superfície terrestre; e alterações das classes de cobertura e uso da terra, com o aprimoramento de suas descrições e a redução de 14 para 12 classes em razão da junção daquelas consideradas similares. Esses ajustes metodológicos se refletiram na revisão das estatísticas anteriormente publicadas, correspondentes aos anos de 2000, 2010, 2012 e 2014, e na complementação dos dados referentes ao ano de 2016. Em 2022, efetuou-se uma nova revisão metodológica com vistas à incorporação de algumas atualizações provenientes de bases de dados oficiais também utilizadas como insumos do Monitoramento da Cobertura e Uso da Terra, destacando-se como  principal o ajuste decorrente das  alterações implementadas na Base Contínua de Vegetação do Brasil, na escala 1:250 000, integrante do Banco de Dados e Informações Ambientais -  BDiA, as quais se refletem na distribuição dos ambientes florestais e campestres presentes no Monitoramento. Tais modificações também foram retroagidas em toda a série histórica. Também em 2022, foi realizada uma compatibilização dos dados do Monitoramento com os do estudo Áreas Urbanizadas do Brasil e com a versão mais recente da classe massa d’água da Base Cartográfica Contínua do Brasil na escala 1:250 000, BC250, ambos produzidos pelo IBGE, além da incorporação dos dados de mapeamentos de cultivos agrícolas da Companhia Nacional de Abastecimento - CONAB. Todas as modificações provenientes da incorporação dessas bases de dados geoespaciais foram consideradas como reavaliações para os anos de 2018 e 2020. As séries históricas antiga e revisada podem ser consultadas no canal Downloads.

Em virtude da revisão das descrições promovidas nas classes de cobertura e uso da terra e de sua redução de 14 para 12, são consideradas, atualmente, nas atividades de mapeamento,  as seguintes: Área artificial (1), Área agrícola (2), Pastagem com manejo (3), Mosaico de ocupações em área florestal (4), Silvicultura (5), Vegetação florestal (6), Área úmida (9), Vegetação campestre (10), Mosaico de ocupações em área campestre (11), Corpo d'água continental (12), Corpo d'água costeiro (13) e Área descoberta (14). Para minimizar as alterações no banco de dados e na divulgação dos resultados, foram mantidos, no entanto, os códigos das classes de 1 a 14, estando a série histórica resultante aderente ao Sistema de Contas Econômicas Ambientais - SCEA.

A periodicidade do levantamento é bienal. Sua abrangência geográfica é nacional, com resultados divulgados para Brasil e Unidades da Federação. Ressalta-se que o levantamento das informações é realizado na unidade espacial da Grade Estatística, um arranjo de células regulares com 1 km², e que a interpretação dos resultados deve levar em consideração tal escala de análise, assim como possíveis limitações em níveis territoriais de maior detalhe.