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POF - Pesquisa de Orçamentos Familiares

Estatísticas Experimentais

Sobre - Evolução dos Indicadores não Monetários de Pobreza e Qualidade de Vida no Brasil com Base na Pesquisa de Orçamentos Familiares

As Pesquisas de Orçamentos Familiares - POFs realizadas pelo IBGE visam disponibilizar informações sobre a composição dos orçamentos domésticos e as condições de vida da população brasileira, incluindo a percepção subjetiva da qualidade de vida, além de gerar bases de dados e estudos sobre o seu perfil nutricional.

Os resultados da POF 2017-2018 ensejaram análises sobre a avaliação nutricional da disponibilidade domiciliar de alimentos, o consumo alimentar pessoal, a segurança alimentar, o perfil das despesas no Brasil, com base em indicadores selecionados, bem como sobre a avaliação da qualidade de vida da população, realizada, pela primeira vez, sob a perspectiva de dois índices de perdas ou privações multidimensionais. Para tal, foram construídos o índice de perda de qualidade de vida (IPQV) e o índice de desempenho socioeconômico (IDS), efetuando-se, complementarmente, uma análise temporal de sua evolução com base nos resultados da POF 2008-2009. Por serem estatísticas novas, que ainda estão em fase de teste e sob avaliação, tais índices foram divulgados sob o selo de Investigações Experimentais.

O IPQV e o IDS foram obtidos a partir de um amplo conjunto de indicadores não monetários objetivos e subjetivos, segundo seis dimensões de análise: moradia, acesso aos serviços de utilidade pública, saúde e alimentação, educação, acesso aos serviços financeiros e padrão de vida, transporte e lazer. Essas dimensões também foram utilizadas para mensurar a pobreza e a vulnerabilidade da população por meio de três novos índices: o índice de pobreza multidimensional não monetário (IPM-NM), o índice de vulnerabilidade multidimensional não monetário (IVM-NM) e o índice de pobreza multidimensional com componente relativo (IPM-CR), objetos do presente estudo experimental. Os resultados, também comparados com os da POF 2008-2009, se integram à avaliação da qualidade de vida anteriormente divulgada e são apresentados por recortes geográficos; variáveis associadas à qualificação para o convívio social e para o ingresso na atividade econômica, como a escolaridade; e variáveis relativas à inserção da pessoa de referência da família no mercado de trabalho.

As notas técnicas que acompanham a publicação sintetizam os procedimentos gerais utilizados na coleta e no tratamento dos dados da pesquisa e descrevem o arcabouço conceitual e o modelo metodológico aplicado para as referidas dimensões e a construção dos índices, entre outras considerações de natureza metodológica.

Esta publicação também está acessível no portal do IBGE na Internet, que disponibiliza ainda os instrumentos de coleta utilizados em ambas as edições da pesquisa, assim como os seus microdados, de modo a facilitar a exploração de tais bases de dados segundo perspectivas diversas.

Estatísticas Experimentais

Tabelas - Evolução dos Indicadores não Monetários de Pobreza e Qualidade de Vida no Brasil com Base na Pesquisa de Orçamentos Familiares

Tabelas

Evolução dos Indicadores não Monetários de Pobreza e Qualidade de Vida no Brasil 2017-2018 ( xls | ods )

Evolução dos Indicadores não Monetários de Pobreza e Qualidade de Vida no Brasil 2008-2009 ( xls | ods )

Índice de tabelas

Estatísticas Experimentais

Conceitos e métodos - Evolução dos Indicadores não Monetários de Pobreza e Qualidade de Vida no Brasil com Base na Pesquisa de Orçamentos Familiares

As informações a seguir descrevem os metadados estatísticos, que são o conjunto de conceitos, métodos e aspectos relacionados às estatísticas, e são informações necessárias para compreender as características e a qualidade das estatísticas e interpretá-las corretamente.

Informações Gerais

Objetivo
As informações da pesquisa são utilizadas para atualizar as estruturas de ponderações, necessárias para a produção dos Índices de Preços ao Consumidor (Índices, calculados e publicados mensalmente pelo IBGE, que indicam a variação média ocorrida nos preços do conjunto de bens consumidos e de serviços utilizados pela população) e também na atualização da participação das despesas das famílias no cálculo das Contas Nacionais. Além disso, permitem estudar a evolução dos hábitos de consumo das famílias e possibilitam os mais variados estudos e planejamentos sobre: distribuição, concentração e desigualdade de renda, aspectos demográficos e socioeconômicos, quantidades adquiridas de alimentos "per capita". A partir da POF 2002-2003, além de cobrir todo o País (áreas urbana e rural), foram incluídas as aquisições de produtos realizadas pelas famílias através de aquisições não monetárias (doações, trocas, retiradas do negócio, produção própria). Também foram incluídos novos temas relacionados à nutrição, investigando as medidas antropométricas - peso e altura -, a quantidade de alimentos adquiridos no domicílio e pesquisando também aspectos sobre as condições de vida das famílias - Questionário de avaliação subjetiva das condições de vida. Na POF 2008-2009, todos os objetivos e temas descritos anteriormente foram mantidos como também a abrangência geográfica. Também, nesta pesquisa atendendo novas demandas, foram incluídas variáveis relacionadas aos temas Meio Ambiente, Turismo, Assistência à Saúde, Fecundidade e também maiores detalhamentos em relação a antropometria. Nesta versão da pesquisa, foi incluída uma primeira experiência na utilização de um modelo metodológico para investigação do consumo efetivo pessoal, definido e trabalhado em parceria com o Ministério da Saúde. Este modulo foi pesquisado através do Bloco de consumo alimentar pessoal - POF7. Na POF 2017-2018 foram mantidos os temas descritos anteriormente e a abrangência geográfica. Uma exceção é a antropometria que não foi pesquisada nessa edição da POF. Entretanto, outros tema fortemente relacionados às condições de vida são destaque nas POF 2017-2018, a exemplo da investigação subjetiva sobre a qualidade de vida das famílias e de um amplo conjunto de variáveis que é investigado para a avaliação do perfil nutricional da população residente no Brasil. Para tanto, novamente foi executado o módulo de investigação sobre consumo efetivo de alimentos, para pessoas moradoras com 10 anos ou mais de idade e, pela primeira vez nas POFs, temos a aplicação da EBIA - Escala Brasileira de Insegurança Alimenta. Cabe ressaltar aqui a relevância do tema segurança alimentar no âmbito dos ODS, onde vários indicadores devem ser atualizados a partir da disponibilidade dos dados da pesquisa.
Tipo de operação estatística
Pesquisa de orçamento familiar
Tipo de dados
Dados de pesquisa por amostragem probabilística
Periodicidade de divulgação
Quinquenal
População-alvo
Domicílios particulares permanentes ocupados e seus moradores, na área de abrangência da pesquisa nas situações urbana e rural. Foram excuídas as áreas definidas pelo IBGE como sendo quartéis, bases militares, alojamentos, acampamentos, embarcações, penitenciárias, colônias penais, presídios, cadeias, asilos, orfanatos, conventos e hospitais.

Metodologia

A POF visa principalmente mensurar as estruturas de consumo das famílias e possibilita traçar um perfil das condições de vida da população a partir da análise de seus orçamentos domésticos.

A seleção da amostra adotada nas pesquisas utilizou um plano amostral conglomerado em dois estágios de seleção, com estratificação geográfica e estatística das unidades de primeiro estágio. Os setores correspondem às unidades do primeiro estágio de seleção e os domicílios particulares permanentes, às unidades do segundo estágio.

Para garantir a distribuição de todos os estratos geográficos e socioeconômicos durante os doze meses, a POF foi dividida em 52 períodos de sete dias. Para cada domicílio selecionado, foram indicados aleatoriamente, dentre esses períodos, dois consecutivos em que obrigatoriamente foi iniciada a coleta.

As informações da POF foram obtidas diretamente nos domicílios particulares permanentes selecionados, por meio de entrevistas realizadas pelas Equipes Regionais do IBGE, junto aos seus moradores, durante um período de nove dias consecutivos, através da aplicação de equipamentos eletrônicos sob a forma de entrevistas e de registros diários pelo informante.

Os procedimentos metodológicos adotados para o tratamento das informações coletadas na POF são: validação na entrada de dados, tratamento do efeito inflacionário sobre as informações de valores (deflacionamento ou inflacionamento), análise do valor das despesas e rendimentos, alocação das despesas informadas na forma agregada, tratamento da não resposta de valores de despesas e rendimentos, anualização dos valores de despesas e rendimentos e o tratamento das informações de quantidades adquiridas de alimentos.

O Bloco de consumo alimentar pessoal (POF7) foi investigado em uma subamostra de domicílios selecionados, durante dois dias não consecutivos, para os moradores com 10 anos ou mais de idade, para o registro de todos os alimentos e bebidas consumidos dentro e fora do domicílio.
Técnica de coleta:
CAPI - Entrevista pessoal assistida por computador
Procedimento de amostragem
Para a POF 2017-2018, adotou-se um plano amostral denominado como conglomerado em dois estágios, com estratificações geográfica e estatística das unidades primárias de amostragem que correspondem aos setores ou agregados de setores da base geográfica do Censo Demográfico 2010, a partir da estrutura oferecida pela amostra mestra desenhada pelo IBGE para o Sistema Integrado de Pesquisas Domiciliares (SIPD). As unidades primárias de amostragem (UPAs) foram selecionados por amostragem com probabilidade proporcional ao número de domicílios existentes no setor, dentro de cada estrato final, compondo a amostra mestra. A subamostra de UPAs para a POF 2017-2018 foi selecionada por amostragem aleatória simples em cada estrato. No plano adotado, as unidades secundárias de amostragem foram os domicílios particulares permanentes, selecionados por amostragem aleatória simples sem reposição, de cada uma das UPAs selecionadas. Em seguida ao processo de seleção de UPAs e domicílios, cabe explicar que as UPAs são distribuídas ao longo dos quatro trimestres da pesquisa, garantindo que em todos eles, os estratos geográfico e socioeconômico estejam representados através dos domicílios selecionados.
O tamanho da amostra de UPAs foi determinado em função do tipo de estimador utilizado e do nível de precisão fixado para estimar o total dos rendimentos das pessoas moradoras responsáveis pelos domicílios, obtidos a partir dos dados do Censo Demográfico 2010, e, ainda, levando em consideração o número esperado de domicílios com entrevistas realizadas em cada setor, segundo cada domínio de estimação considerado. Foram identificados dois níveis geográficos de controle para o cálculo do tamanho da amostra, a saber: área urbana de cada Unidade da Federação e área rural de cada Grande Região.
A seleção de UPAs para compor a amostra mestra ocorreu de forma independente em cada estrato proporcional ao número de domicílios da malha setorial do Censo Demográfico 2010. As UPAs da amostra da POF 2017-2018, por sua vez, foram selecionados a partir das UPAs da amostra mestra, através de um procedimento de seleção definido como amostra aleatória simples.
Através do procedimento explicado, foram então selecionados os 5 504 UPAs para a amostra da pesquisa, de um total de 15 096 UPAs setores pertencentes à amostra mestra. Após o procedimento de seleção das UPAs e a alocação pelos quatro trimestres da pesquisa, deu-se início ao processo de seleção dos domicílios para compor a amostra a ser entrevistada a cada trimestre.
Crítica e imputação
Crítica de Valores (despesas e rendimentos):

A pesquisa coletou informações sobre os valores de despesas e rendimentos nos diversos domicílios pesquisados. No entanto, estes valores estão sujeitos a erros de coleta e transcrição. Com o objetivo de identificar tais problemas, foi necessário que esses dados fossem submetidos a uma crítica de valores.
A crítica de valores da POF pode ser subdividida em três etapas:
- Partição em classes de rendimento monetário mensal familiar;
- Procedimentos de detecção de outliers (valores extremos - altos ou baixos); e
- Crítica visual.
As partições dos dados em classes foram feitas visando criar grupos homogêneos de informações, já que as estruturas de despesas e rendimentos das unidades de consumo possuem alta correlação com a renda bruta mensal. Assim, o objetivo dessas partições é criar grupos com estruturas de gastos e rendimentos com o mesmo padrão.
A etapa da crítica mais importante é a detecção dos outliers que consiste na identificação dos valores extremos (altos ou baixos) observados na distribuição estatística de uma variável, ou seja, dados não representativos de um conjunto de observações. No caso da pesquisa, foram considerados outliers aqueles registros de despesas de um item (produto ou serviço) ou rendimentos, cujos valores, muito altos ou muito baixos, não atenderam aos critérios estatísticos estabelecidos.
A crítica visual foi feita tomando-se por base um relatório obtido após a execução do programa de crítica (resultado das duas etapas anteriores). Este relatório era composto de várias variáveis auxiliares associadas ao produto ou serviço apresentado, para a tomada de decisão sobre a aceitação ou rejeição dos valores que eram detectados pela crítica. Nas situações de rejeição dos valores pela crítica, os mesmos foram marcados para serem tratados na etapa de imputação de valores.

Tratamento da não resposta de valores de despesas e rendimentos:

Diversos tipos de erros podem afetar os resultados do levantamento. Alguns são passíveis de serem controlados como, por exemplo, o erro amostral, que é controlado quando da definição do desenho e tamanho da amostra. Outros erros surgem nas diversas fases da pesquisa e, dentre estes, destacam-se os erros de não resposta total ou parcial e erros de resposta.
Em função da complexidade da POF, situações de dados incompletos associados à não resposta ocorreram. A ausência de resposta surgiu quando ocorreu perda total ou parcial das informações relativas a despesas ou rendimentos. Perda essa motivada por fatores, tais como: a falta de contato com os informantes ou a falta de possibilidade de cooperação decorrente da carga de informações a serem coletadas, da amplitude do período a ser coletado, bem como da dificuldade de memória do respondente, entre outros.
Foi utilizado procedimento de imputação para tratar a não resposta total ou parcial. Também são tratados os erros de resposta associados a valores rejeitados na etapa de crítica.
O procedimento aqui especificado recebe o nome de hot deck e foi empregado tanto para atribuir valores nos casos de itens com valores de despesas ou rendimentos ignorados ou rejeitados pela crítica, quanto para a imputação de partes de questionários de despesas e rendimentos e questionários inteiros, de despesas e rendimentos, não preenchidos.

Temas

Temas e subtemas
Família, Grupos populacionais específicos, Rendimento, despesa e consumo, Estatísticas multidomínio, População, Condições de vida, pobreza e desigualdade, Habitação, Saúde, Proteção social
Principais variáveis
Domicilio: tipo do domicílio; cômodos - total, servindo de dormitórios e total de banheiros; condição de ocupação; abastecimento de água; esgotamento sanitário; origem da energia elétrica; material que predomina no piso; pavimentação na rua do domicílio; tempo de moradia; e características do aluguel.

Famílias: tamanho da família; e bens duráveis (inventário), condições de vida.

Pessoas: relação com a pessoa de referência da família; condição de presença; idade; sexo; nível de escolaridade; cor ou raça; atividade/ocupação.

Orçamentos: despesa global; despesa corrente; despesa de consumo; aumento do ativo; diminuição do passivo; local de compra; despesas monetária e não monetária média mensal familiar; rendimento total; rendimento do trabalho; transferências; rendimento de aluguel; outros recebimentos; rendimento mensal domiciliar; rendimento mensal familiar; rendimento mensal pessoal e movimentação financeira.

Na POF 2017-2018 constam as seguintes variáveis relacionadas ao tema meio ambiente: localização do domicílio, separação do lixo, coleta seletiva do lixo, destino do lixo, origem da energia elétrica, fonte própria de energia elétrica, aquecimento de água, combustível utilizado no fogão.

Também foram incluídas variáveis relacionadas ao tema nutrição como alimentação escolar, consumo efetivo e a Escala Brasileira de Insegurança Alimentar (EBIA).

Unidades de informação

Unidade de investigação
Domicílio, Família, Pessoa
Unidade de análise
Família, Domicílio, Pessoa
Unidade informante
Pessoa, Domicílio.

Períodos de referência

Período - 10/07/2017 a 10/07/2018
Ano - 11/07/2017 a 10/07/2018
Data de início da coleta
11/07/2017
Data do fim da coleta
11/07/2018

Disseminação

Formas de disseminação
Publicação Digital (online), Microdados no Portal do IBGE
Nível de desagregação geográfica
Unidade da Federação
Nível de divulgação
Os resultados foram produzidos para os níveis Brasil, Grandes Regiões e Unidades da Federação. Também foram produzidos resultados para Brasil áreas urbanas e rurais.

Instrumentos de coleta

Histórico

O Estudo Nacional de Despesa Familiar - ENDEF realizado no período de 1974-1975 serviu de base para a realização da primeira Pesquisa de Orçamentos Familiares que ocorreu no período de 1987-1988, tendo como abrangência geográfica as áreas metropolitanas de Belém. Fortaleza, Recife, Salvador, Belo Horizonte, Rio de Janeiro, São Paulo, Curitiba e Porto Alegre, além do Distrito Federal e do Município de Goiânia.

A segunda pesquisa realizada no período de 1995-1996, teve a mesma abrangência da anterior e visou a atender aos mesmos objetivos.

A terceira Pesquisa de Orçamentos Familiares 2002-2003 deu igual prioridade às utilizações descritas anteriormente, além de atender a novas demandas, principalmente aquelas relacionadas a aspectos de nutrição e condições de vida. A partir desta edição a abrangência geográfica foi ampliada para todo território Nacional, cobrindo todas as áreas urbana e rural do país.

Em 2008-2009 o IBGE realizou a quarta pesquisa, que além de manter o objetivo principal - Orçamentos Familiares -, que permite obter as estruturas de consumo das famílias e também o valor total da conta família, também incluiu os temas nutrição e condições de vida, tendo um maior aprofundamento no tema nutrição. O modelo metodológico da pesquisa também atendeu diversas novas demandas, sendo incluídas diversas variáveis relacionadas a Meio Ambiente, Turismo, Assistência à Saúde e Fecundidade.

Nesta pesquisa, também foi incluída uma primeira experiência metodológica de investigação do consumo efetivo pessoal. Através de um novo questionário - Bloco de consumo pessoal individual (POF7), o consumo efetivo de alimentos e bebidas no domicílio e fora do domicílio foi investigado para uma subamostra de domicílios, .

Saiba mais

https://metadados.ibge.gov.br/consulta/estatisticos/operacoes-estatisticas/OF

Estatísticas Experimentais

Publicações - Evolução dos Indicadores não Monetários de Pobreza e Qualidade de Vida no Brasil com Base na Pesquisa de Orçamentos Familiares

O que é

Avalia as estruturas de consumo, de gastos, de rendimentos e parte da variação patrimonial das famílias, oferecendo um perfil das condições de vida da população a partir da análise dos orçamentos domésticos. Além das informações diretamente associadas à estrutura orçamentária, várias características dos domicílios e das famílias são também investigadas, incluindo a autoavaliação subjetiva sobre qualidade de vida. Os resultados da pesquisa possibilitam, ainda, estudar a composição dos gastos das famílias segundo as classes de rendimentos, as disparidades regionais, as situações urbana e rural, a difusão e o volume das transferências entre as diferentes classes de renda, bem como a dimensão do mercado consumidor para grupos de produtos e serviços.  A pesquisa tem como unidade de investigação o domicílio e é realizada por amostragem. 

A POF 2008-2009 foi a quinta pesquisa realizada pelo IBGE sobre orçamentos familiares. As edições anteriores foram: o Estudo Nacional da Despesa Familiar - ENDEF 1974-1975, com âmbito territorial nacional, à exceção das áreas rurais das Regiões Norte e Centro-Oeste; a POF 1987-1988; a POF 1995-1996; e a POF 2002-2003. As Pesquisas de Orçamentos Familiares dos anos 1980 e 1990 foram concebidas para atender, prioritariamente, à atualização das estruturas de consumo dos índices de preços ao consumidor produzidos pelo IBGE, sendo realizadas nas Regiões Metropolitanas de Belém, Fortaleza, Recife, Salvador, Belo Horizonte, Rio de Janeiro, São Paulo, Curitiba e Porto Alegre, no Município de Goiânia, e no Distrito Federal. Além da realização em todo o território brasileiro, as POFs dos anos 2000 apresentam temas adicionais importantes em relação às anteriores em virtude da necessidade de informações detalhadas sobre as condições de vida a partir do consumo, especialmente das famílias de menor rendimento, razão pela qual incluiu-se no âmbito geográfico a área rural, e foram investigadas também as aquisições não monetárias.

O desenho atual da amostra da POF foi estruturado de tal modo que propicia a publicação de resultados nos seguintes níveis: Brasil, Grandes Regiões, e também por situações urbana e rural. Para as Unidades da Federação, os resultados contemplam o total e a situação urbana. Nas nove Regiões Metropolitanas e nos Municípios das Capitais, os resultados correspondem à situação urbana. A partir do projeto denominado Amostra Mestra, desenvolvido pelo IBGE para a implantação do Sistema Integrado de Pesquisa Domiciliares - SIPD, as Pesquisas de Orçamentos Familiares passaram a ter o desenho amostral definido pela Amostra Mestra, e seus setores são selecionados dentre aqueles que compõem a referida amostra.

Microdados

2017-2018

Atualizado em 13/7/2023

2008-2009

Atualizado em 9/10/2023

2002-2003

Downloads

Informações técnicas

Notas técnicas

Notas metodológicas

Considerações metodológicas sobre a Pesquisa de Orçamentos Familiares - POF podem ser obtidas no capítulo Notas técnicas de suas publicações de resultados.


Outras informações técnicas

O Cadastro Nacional de Endereços para Fins Estatísticos - CNEFE é um repositório de endereços de abrangência nacional criado, em 2005, a partir da sistematização dos dados coletados pelo Censo Demográfico 2000. Este Cadastro contempla informações sobre domicílios e estabelecimentos de todo o País. A cada Censo Demográfico, ele é totalmente revisto e passa por um processo contínuo de atualizações pontuais, de acordo com a demanda das demais pesquisas da Instituição, como é o caso do Censo Agropecuário 2017, no qual foram verificados e coletados todos os endereços de estabelecimentos agropecuários recenseados durante a operação. A atualização do CNEFE retrata tanto o registro textual dos endereços investigados no referido levantamento, quanto a distribuição de tais estabelecimentos no Território Nacional. Para informações mais detalhadas sobre a rotina de atualização desse Cadastro e do seu uso por parte das pesquisas amostrais do IBGE, como a Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios Contínua - PNAD Contínua, a Pesquisa de Orçamentos Familiares - POF, a Pesquisa Nacional de Saúde - PNS, entre outras, consultar o documento Padrão de registro de endereços: definições e orientações de uso.

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Estas estatísticas são classificadas como experimentais e devem ser usadas com cautela, pois são estatísticas novas que ainda estão em fase de teste e sob avaliação. Elas são desenvolvidas e publicadas visando envolver os usuários e partes interessadas para avaliação de sua relevância e qualidade. Caso deseje deixar uma crítica ou sugestão, clique aqui para deixar sua opinião.

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