Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo - IPCA

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Conceitos e métodos - Setembro 2019

As informações a seguir descrevem os metadados estatísticos, que são o conjunto de conceitos, métodos e aspectos relacionados às estatísticas, e são informações necessárias para compreender as características e a qualidade das estatísticas e interpretá-las corretamente.

Informações Gerais

Objetivo
O IPCA tem por objetivo medir a inflação de um conjunto de produtos e serviços comercializados no varejo, referentes ao consumo pessoal das famílias, cujo rendimento varia entre 1 e 40 salários mínimos, qualquer que seja a fonte de rendimentos. Esta faixa de renda foi criada com o objetivo de garantir uma cobertura de 90 % das famílias pertencentes às áreas urbanas de cobertura do Sistema Nacional de Índices de Preços ao Consumidor - SNIPC.
Tipo de operação estatística
Pesquisa de preços e custos
Tipo de dados
Dados de pesquisa por amostragem não probabilística
Periodicidade de divulgação
Mensal
População-alvo
A população objetivo do IPCA é representada pelas famílias residentes em áreas urbanas com rendimento familiar monetário compreendido entre 1 e 40 salários mínimos mensais, quaisquer que sejam as fontes de rendimento. A partir da POF 2008-2009 foram analisadas as distribuições dos rendimentos familiares disponíveis destinados ao consumo, derivadas desta POF, sendo mantidos os critérios adotados para a delimitação das populações-alvo dos índices. O primeiro deles refere-se à cobertura populacional que segue sendo em torno de 90% do total das famílias com quaisquer fontes de rendimentos no caso do IPCA. O segundo critério diz respeito à estabilidade das estruturas de consumo, que requer a exclusão das famílias com rendimentos inferiores a um salário mínimo, além daquelas com rendimentos considerados excessivamente altos. Aplicados esses critérios foram obtidas as Populações-Objetivo, ressaltando-se que na data de referência das despesas e rendimentos da POF, ou seja, em janeiro de 2009, o valor nominal do salário mínimo era de R$ 415,00 (quatrocentos e quinze reais).

Metodologia

De maneira geral, o escopo metodológico do IPCA abrange os seguintes temas: montagem da estrutura geral de pesos; definição das bases cadastrais de produtos e locais; coleta de preços e método de cálculo.

As estruturas de ponderadores são montadas utilizando-se uma organização de códigos em grupamentos logicamente estabelecidos de forma que fiquem juntas as categorias de consumo de mesma natureza, hierarquicamente estruturadas em grupos, subgrupos, itens e subitens. Estes últimos representam o nível mais desagregado para o qual se obtêm os pesos utilizados no cálculo dos índices de preços. Estes ponderadores retratam o grau de importância ou representatividade dos subitens pertencentes à cesta de consumo das famílias, que são constituídas a partir dos hábitos de consumo da população-alvo da pesquisa.

A coleta de preços é realizada a partir da definição dos cadastros de informantes e de produtos, seguindo métodos de coleta. Na geração do cadastro de informantes são utilizadas duas linhas de procedimentos, conforme a natureza das diversas mercadorias pesquisadas. A linha principal consiste no levantamento de informantes através da Pesquisa de Locais de Compra - PLC, que define onde coletar os preços da grande maioria dos subitens. A segunda linha adota procedimentos específicos para subitens cujas peculiaridades assim o exigiam - os chamados subitens extra-PLC - para os quais a metodologia da PLC não é adequada, sendo necessário tratamento especial, ou seja, métodos específicos para determinar onde coletar preços. São exemplos de subitens extra-PLC o aluguel de moradia, empregados domésticos, condomínio, serviços públicos e taxas, etc.

Portanto, o cadastro de informantes é essencialmente formado por estabelecimentos comerciais de venda de produtos e prestadores de serviços; domicílios alugados; empresas concessionárias responsáveis pela prestação de serviços; órgãos oficiais; além de alguns profissionais autônomos, como médicos e dentistas.

Para definir o conjunto dos produtos que compõe o cadastro, considera-se a representatividade da totalidade dos produtos consumidos pela população a que o índice se refere. Sendo assim, o ponto de partida para a geração do cadastro de produtos é a relação dos subitens componentes da estrutura de pesos de cada área e de cada faixa de renda. É realizada uma Pesquisa de Especificação de Produtos e Serviços - PEPS que serve de base para a definição do cadastro de produtos, caracterizando os níveis de especificação utilizados na coleta de preços.

Quanto ao método de cálculo, estima-se o índice do subitem através de algumas etapas:
- primeiramente, calcula-se a média aritmética dos preços pesquisados em diferentes estabelecimentos comerciais para cada produto pesquisado no mês corrente. Através do mesmo processo, este preço médio é comparado com o resultado obtido no mês anterior;
- em seguida, para se calcular o índice do subitem, aplica-se a média geométrica simples para agregação dos resultados dos produtos pertencentes ao subitem; e
- por último, para todos os níveis superiores de agregação, emprega-se a fórmula de Laspeyres.

Para aplicação desta fórmula de cálculo, os relativos de preços são ponderados por valores de despesas obtidos a partir da Pesquisa de Orçamentos Familiares. O método de cálculo para a obtenção do índice nacional é uma média aritmética ponderada dos dez índices metropolitanos mensais, além dos municípios de Goiânia e Campo Grande e Brasília. Para agregar os índices regionais, a variável utilizada como ponderador é o rendimento total urbano (POF 2008-2009). Quanto à série histórica de números-índices, a base está posicionada em dezembro de 1993, expressa em valor igual a cem (base = 100).
Técnica de coleta:
CAPI - Entrevista pessoal assistida por computador

Temas

Temas e subtemas
Preços e custos
Principais variáveis
- Preço
- Mês de Referência da pesquisa
- faixa de renda
- Índice Geral
- Grupos de agregação de produtos e serviços
- Subgrupo de agregação de produtos e serviços
- Item
- Subitem
- Percentual no mês
- Percentual acumulado no ano
- Percentual acumulado nos últimos 12 meses
- Percentual acumulado nos últimos 6 meses
- Percentual acumulado nos últimos 3 meses
- Peso no mês
- Número-índice
- Período base
- População-objetivo

Unidades de informação

Unidade de investigação
Estabelecimento
Unidade de análise
Estabelecimento.

Períodos de referência

Mês - 01/09/2019 a 30/09/2019
Data de início da coleta
28/08/2019
Data do fim da coleta
27/09/2019

Disseminação

Formas de disseminação
Banco de Dados Agregados - SIDRA, Publicação Digital (online)
Nível de desagregação geográfica
Região Metropolitana
Nível de divulgação
São divulgados os índices gerais, por grupos de produtos, subgrupos, item e subitens, para as regiões pesquisadas, além do agregado Brasil.

Instrumentos de coleta

IPCA - Métodos Para o Trabalho de Campo do Sistema Nacional de Índices de Preços – Manual de Entrevista
https://biblioteca.ibge.gov.br/visualizacao/instrumentos_de_coleta/doc5540.pdf.

Histórico

O Sistema Nacional de Índices de Preços ao Consumidor (SNIPC) foi concebido em 1978, constituindo-se numa combinação de processos destinados a produzir índices de preços ao consumidor nacionais a partir da agregação de resultados regionais. Foi criado com o propósito de garantir uma mesma concepção metodológica no que diz respeito à fórmula de cálculo, pesquisas básicas, bases cadastrais de produtos e locais, montagem da estrutura de pesos e método de cálculo. Desde sua origem, foram incorporados e desativados alguns índices de preços do SNIPC, que apresenta em sua configuração atual os seguintes índices de preços: IPCA, IPCA-15, IPCA-E e INPC.

As áreas geográficas pesquisadas foram implantadas na seguinte ordem cronológica: Rio de Janeiro (janeiro/1979); Porto Alegre, Belo Horizonte e Recife (junho/1979); São Paulo, Brasília e Belém (janeiro/1980); Fortaleza, Salvador e Curitiba (outubro/1980); Goiânia (janeiro/1991); Vitória e Campo Grande (janeiro/2014).

O Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo - IPCA é produzido pelo IBGE desde dezembro de 1979. A partir de novembro de 1985, de acordo com o Decreto n. 91.990, o IPCA passou a ser utilizado como indexador oficial do País, corrigindo salários, aluguéis, taxa de câmbio, poupança, além dos demais ativos monetários. Em março de 1986, deixou de ser o indexador oficial de inflação.

Por ocasião da criação dos índices calculados pelo IBGE, as populações-alvo foram definidas originalmente com base em dados levantados pelo Estudo Nacional da Despesa Familiar - ENDEF 1974-1975, ficando estabelecido para o índice restrito (Índice Nacional de Preços ao Consumidor - INPC) e amplo (Índice de Preços ao Consumidor Amplo - IPCA), os intervalos de 1 a 5 e de 1 a 30 salários mínimos, respectivamente. Através desta pesquisa foram discriminadas as despesas com alimentação, vestuário, habitação e higiene, transporte, etc., com ênfase especial à coleta de informações sobre consumo alimentar, levantando-se dados quantitativos e qualitativos do estado nutricional das famílias e, também, sobre renda familiar - monetária e não monetária. Todas estas informações foram imprescindíveis para a construção da estrutura de ponderação dos índices de preços. Estes pesos ficaram vigentes de 1979 a maio de 1989.

A Pesquisa de Orçamentos Familiares - POF 1987-1988, implantada em junho de 1989, teve como um dos objetivos principais a geração de novos ponderadores para o cálculo dos índices de preços. Foram obtidas informações referentes a totalidade das despesas de consumo das famílias e a participação destas no total dos gastos familiares. A faixa de renda do IPCA foi redefinida para um intervalo de 1 a 40 salários mínimos, com o objetivo de garantir uma cobertura de 90% das famílias residentes nas áreas urbanas de abrangência do SNIPC, qualquer que seja a fonte destes rendimentos. A POF seguinte, realizada no período de 1995-1996, forneceu subsídios para a constatação de que a população-alvo deveria permanecer inalterada e novos ponderadores foram implantados a partir de janeiro de 1999. Nestas duas primeiras Pesquisas de Orçamentos familiares, a área geográfica de cobertura ficou restrita à abrangência geográfica do SNIPC.

A POF seguinte foi realizada no período de 2002-2003 ampliando a área de cobertura geográfica da pesquisa, através do levantamento dos hábitos de consumo de uma amostra representativa de domicílios pesquisados nas 27 unidades federativas brasileiras. Verificou-se, também, que o intervalo de rendimentos do IPCA deveria permanecer inalterado, ou seja, entre 1 e 40 salários mínimos.

Com o objetivo de montar o cadastro de locais de compra para realização da coleta de preços, o IBGE realizou, em 1987, a Pesquisa de Locais de Compra - PLC nas 13 áreas de abrangência do SNIPC, através de visitas aos domicílios de uma amostra previamente selecionada, na qual as famílias indicavam os locais onde adquiriam os vários produtos e serviços que consumiam. Como resultado, obteve-se um conjunto de estabelecimentos comerciais de venda de produtos ou prestadoras de serviços, a partir do qual efetuou-se a seleção dos locais a serem visitados mensalmente por ocasião da coleta de preços.

Mais tarde, a partir de julho de 1999, o IPCA passou a ser utilizado como índice de preços oficial para referência da política monetária do Banco Central, no contexto do regime de metas de inflação. No mesmo ano, com a criação do Conselho Consultivo do SNIPC, todas as alterações metodológicas passaram a ser submetidas à análise desse colegiado.


A partir do mês de janeiro de 2012, os resultados do Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo - IPCA - e do Índice Nacional de Preços ao Consumidor - INPC - incorporam as estruturas de gastos geradas a partir da Pesquisa de Orçamentos Familiares - POF 2008-2009, que encontra-se no portal do IBGE.

A concepção geral do sistema de índices se mantém inalterada tanto no que se refere aos procedimentos de coleta, crítica e imputação, quanto ao método geral de cálculo e abrangência geográfica.

Mantendo o procedimento adotado na última divulgação de estruturas, a respeito das séries históricas, o IBGE realiza o encadeamento dos resultados de forma direta, possibilitando comparações ao longo do tempo.

Saiba mais

https://metadados.ibge.gov.br/consulta/estatisticos/operacoes-estatisticas/IA