Censo Agropecuário

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Sobre - Trajetos dos Recenseadores

As pesquisas censitárias realizadas pelo IBGE mobilizam, periodicamente, milhares de recenseadores em todo o Brasil. A natureza desse tipo de operação requer que todas as unidades recenseáveis sejam visitadas, ao menos uma vez, durante o período previamente estipulado para a coleta de informações em campo, exigindo para isso que sejam percorridos todos os caminhos necessários ao acesso e ao registro dessas unidades, bem como à realização das entrevistas necessárias.

As dimensões territoriais do País requerem uma complexa logística para a operacionalização de qualquer pesquisa, o que inclui um grande volume de deslocamentos dos recenseadores às suas áreas de trabalho e dentro delas. Para garantir a qualidade das operações, principalmente em relação ao seu grau de cobertura, o IBGE tem lançado mão de sistemas e aplicações de gerenciamento, supervisão e suporte à operação censitária que utilizam largamente dados obtidos e registrados nos próprios dispositivos móveis de coleta (DMCs) dos recenseadores.

Os inúmeros avanços dos equipamentos móveis e das aplicações desenvolvidas e utilizadas no Censo Agropecuário 2017 propiciaram a intensificação e a diversificação do uso de funções oferecidas por receptores GNSS (Global Navigation Satellite Systems) integrados ao DMC. A obtenção das coordenadas geográficas dos estabelecimentos agropecuários, bem como do registro posicional dos recenseadores, tanto apoiaram o trabalho desenvolvido em campo, quanto permitiram uma supervisão mais eficiente. Sendo assim, diante do desafio de acompanhamento e garantia da qualidade da operação em todo o território, optou-se, pela primeira vez em uma operação censitária, por armazenar coordenadas de forma sistemática a cada pequeno intervalo de tempo durante a coleta, visando apresentar cartograficamente os trajetos percorridos pelos recenseadores durante o seu trabalho.

Os trajetos registrados durante a operação tinham como finalidade primordial oferecer um instrumento de supervisão da coleta, visando contribuir para a garantia da cobertura universal dos setores trabalhados pelos recenseadores. Contudo, em face do volume e do grau de dispersão territorial atingido, os trajetos assumiram relevância por si só, apresentando-se como insumo potencialmente útil em trabalhos com variados fins, principalmente em áreas rurais e remotas. Nessas regiões, os trajetos podem auxiliar novas incursões de agentes do IBGE ao campo, tanto no planejamento prévio, como durante a execução da coleta, nas atualizações de produtos da cartografia sistemática, ou ainda em trabalhos realizados por órgãos governamentais, empresas ou entidades da sociedade civil que precisam analisar ou orientar deslocamentos no território.