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Centenário do Censo Agropecuário brasileiro

01/09/2020


Neste ano de 2020, comemoramos o centenário do Censo Agropecuário no Brasil. Esta é a principal e mais completa investigação estatística e territorial sobre a produção agropecuária do País, contemplando informações sobre a estrutura, a dinâmica e o nível de produção dessa atividade econômica no País.

As informações geradas possibilitam o planejamento e a avaliação de políticas públicas sobre o setor, como, por exemplo, a temática da redistribuição de terras. Elas permitem, ainda, estudos a respeito da expansão das fronteiras agrícolas e da dinamização produtiva ditada pelas inovações tecnológicas e enriquecem a produção de indicadores ambientais. Propiciam, também, análises sobre as transformações decorrentes do processo de reestruturação e de ajustes na economia e de seus reflexos sobre o setor.

O primeiro Censo Agropecuário foi realizado em setembro de 1920, pela extinta Diretoria Geral de Estatística - DGE, órgão do então Ministério da Agricultura, Indústria e Comércio. A partir dessa operação pioneira, foram realizadas mais 10 edições do levantamento, sendo a última em 2017, totalizando, desse modo, 11 Censos Agropecuários. O IBGE tem sido responsável por esse trabalho desde a fundação do Instituto, em 1936.

Ao longo de sua trajetória, o Censo Agropecuário brasileiro, carinhosamente chamado de Censo Agro, tem evoluído, procurando incorporar as tecnologias disponíveis para melhorar a captação e a análise de seus dados, a cada edição. Além disso, sensível às demandas de seus mais diversos usuários, tem procurado atender às suas necessidades informacionais, seja na seleção de temas, seja na elaboração dos questionários da pesquisa, cumprindo, assim, a missão institucional do IBGE: "Retratar o Brasil com informações necessárias ao conhecimento de sua realidade e ao exercício da cidadania".

Planejado para ser uma operação decenal, o Censo Agropecuário não foi realizado na década de 1930, por motivos de ordem política e institucional (Revolução de 1930), e, a partir de 1940, o levantamento foi decenal até 1970, passando a ser quinquenal posteriormente, até 1985. Em 1990, por razões econômicas, a operação foi adiada para 1996.

Em 2007, a realização do Censo Agropecuário 2006 introduziu uma grande inovação: o uso do coletor digital de dados com captura de coordenadas geográficas, totalmente sem o uso do questionário em papel. Isso foi um feito inédito entre os países até então, mesmo considerando aqueles mais avançados tecnologicamente. A experiência foi repetida em 2017 e seguida por outros países, em especial da América Latina, que, inclusive, nos visitaram durante a respectiva coleta para conhecer os procedimentos utilizados pelo IBGE para aplicação em suas próprias operações.

Os Censos Agropecuários realizados pelo IBGE seguem, tradicionalmente, as recomendações técnicas orientadas pela Organização das Nações Unidas para a Alimentação e a Agricultura (Food and Agriculture Organization of the United Nations - FAO), permitindo, assim, a sua comparabilidade internacional. O Brasil tem participado de reuniões regionais promovidas pela FAO e de congressos internacionais de estatística agropecuária, compartilhando as experiências obtidas na realização desses levantamentos.

O Censo Agro é motivo de orgulho para nós e seu centenário representa um sentimento de dever cumprido, que muito tem contribuído para o entendimento da nossa agropecuária.

Edições e anos dos censos agropecuários no Brasil
1ª - 1920
2ª - 1940
3ª - 1950
4ª - 1960
5ª - 1970
6ª - 1975
7ª - 1980
8ª - 1985
9ª - 1996
10ª - 2006
11ª - 2017



Diretoria de Pesquisas
1 de setembro de 2020



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