Esclarecimento sobre a relação entre o Datum Vertical do SGB (Imbituba e Santana) e os Níveis de Redução e “Zeros” Hidrográficos no Litoral Brasileiro

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O que é

Por meio do Banco de Dados Geodésicos (BDG), a Coordenação de Geodésia (CGED) do IBGE fornece, a toda a comunidade técnico-científica nacional, informações geodésicas utilizadas em projetos de engenharia, mapeamento e estudos científicos. As informações mais freqüentemente solicitadas são as altitudes das estações verticais (Referências de Nível, RRNN) do Sistema Geodésico Brasileiro (SGB), para utilização em estudos em que o desnível ou a declividade são importantes – por exemplo, na implantação de sistemas de abastecimento de água e de saneamento básico.

As altitudes do SGB têm origem em dois valores particulares do nível médio do mar (NMM), denominados Datum de Imbituba e Datum de Santana. O primeiro foi definido a partir de observações do nível do mar realizadas no Porto de mesmo nome (SC) entre os anos de 1949 a 1957. Para a definição do Datum de Santana (AP), foram utilizadas observações feitas em 1957 e 1958 (Alencar, 1990; FEMAR, 2000; Luz e Guimarães, 2003).

Para o posicionamento vertical em regiões costeiras, a utilização das altitudes do SGB apresenta dificuldades específicas. O nível do mar local é um elemento crítico para a realização bem sucedida de obras costeiras, mas muitas vezes sua relação com os data verticais do SGB é desconhecida. A situação mais comum envolve também a caracterização do regime local das marés, pois o usuário deseja um nível de referência mínimo ou máximo, e não um valor médio.

Além dos níveis de referência mais utilizados no litoral brasileiro e sua relação aproximada com os data de Imbituba e Santana, o texto apresenta a Rede Maregráfica Permanente para Geodésia (RMPG), concebida e operada pelo IBGE para refinar as altitudes do SGB.