Economia Informal Urbana

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O que é

Apresenta os resultados da pesquisa sobre a situação dos pequenos empreendimentos não-agrícolas, em especial aqueles pertencentes ao setor informal relativos aos proprietários, abrangendo informações sobre investimentos, receitas, despesas e lucro médio das empresas do setor informal, características das pessoas ocupadas, como sexo, idade, nível de instrução, vínculo de trabalho e posição na ocupação, além de aspectos relacionados à regularização do negócio, acesso a serviços não-financeiros e crédito. Os resultados, obtidos através do suplemento Pequenos Empreendimentos, em parceria com o Serviço Brasileiro de Apoio às Micro e Pequenas Empresas - SEBRAE, são apresentados para o conjunto do Brasil.

Publicado em 06/04/2017 às 14:06
Atualizado em 23/10/2017 às 17:26

Principais Resultados - 2003

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Notas Técnicas - 2003

2003 Economia Informal Urbana

Definição do setor informal e delimitação do universo de pesquisa

A magnitude, natureza e composição do setor informal variam entre diferentes regiões e países de acordo com o nível de desenvol­vimento e a estrutura de suas economias. Com base nas recomen­dações da 15ª Conferência de Estatísticos do Trabalho, promovida pela Organização Internacional do Trabalho - OIT, em janeiro de 1993, considerou-se que:

  • para delimitar o âmbito do setor informal, o ponto de partida é a unidade econômica - entendida como unidade de produção - e não o trabalhador individual ou a ocupação por ele exercida;
  • fazem parte do setor informal as unidades econômicas não-agrí­colas que produzem bens e serviços com o principal objetivo de gerar emprego e rendimento para as pessoas envolvidas, sendo excluídas aquelas unidades engajadas apenas na produção de bens e serviços para autoconsumo;
  • as unidades do setor informal caracterizam-se pela produção em pequena escala, baixo nível de organização e pela quase inexistência de separação entre capital e trabalho, enquanto fatores de produção;
  • embora útil para propósitos analíticos, a ausência de registros não serve de critério para a definição do informal na medida em que o substrato da informalidade se refere ao modo de organização e funcionamento da unidade econômica, e não a seu status legal ou às relações que mantém com as autoridades públicas. Havendo vários tipos de registro, esse critério não apresenta uma clara base conceitual; não se presta a comparações históricas e internacionais e pode levantar resistência junto aos informantes; e
  • que a definição de uma unidade econômica como informal não depende do local onde é desenvolvida a atividade produtiva, da utilização de ativos fixos, da dura­ção das atividades das empresas (permanente, sazonal ou ocasional) e do fato de tratar-se da atividade principal ou secundária do proprietário da empresa.

Na operacionalização estatística desta definição, decidiu-se que pertencem, ao setor informal todas as unidades econômicas de propriedade de trabalhadores por conta própria e de empregadores com até cinco empregados, moradores de áreas urbanas, sejam elas a atividade principal de seus proprietários ou atividades secundárias.

Como conseqüência desta definição operacional, uma primeira limitação da pesquisa resulta de seu recorte urbano. Assim sendo, ela deixa de cobrir as atividades não-agrícolas desenvolvidas por moradores de domicílios rurais - de que servem de exemplo a pequena indústria alimentar, artesanato, confecção e serviços - e que, em virtude de seu próprio modo de organização e do cálculo econômico que as rege, deveriam, a rigor, estar incluídas no espectro de economia informal. Justificam tal procedimento a significativa elevação dos custos operacionais que a cobertura de do­micílios rurais acarretaria para a pesquisa e a evidência empírica de que é nos grandes centros urbanos que se concentra a parcela mais expressiva da economia informal.

Por outro lado, está também excluída do universo da pesquisa a chamada “população de rua”, de número e importância crescentes nas áreas metropolitanas. Como não tem residência fixa, considera-se que deva vir a se constituir em objeto de pesquisa específica, mas certamente com recorte e natureza distintos dos da presente pesquisa. Deve-se esclarecer, ainda, que o conjunto de pessoas ligadas a atividades ilegais dificilmente podem ser captadas por uma pesquisa como esta. Com o que o espectro desta se reduz ao conjunto de práticas econômicas “socialmente aceitas”, levadas a efeito por indivíduos domiciliados.

Na definição operacional das unidades produtivas a serem consideradas na economia informal, foram consideradas como objeto de pesquisa aquelas que operassem com até cinco empregados, independentemente do número de pro­ prietários ou trabalhadores não-remunerados. Como qualquer outro, o corte no número de empregados é também um corte arbitrário. Reconhece-se que o cará­ ter informal de uma determinada atividade não é dado apenas por seu tamanho, mas, principalmente, pela particular divisão técnica e social do trabalho, que ali se estabelece. Admite-se, contudo, que essa divisão tende a passar também pelo número de pessoas ocupadas e se fixa o mesmo corte já adotado por diversos estudos sobre a economia informal.

A decisão de investigar, em profundidade, os informantes que se autoclassificam como empregadores (com até cinco empregados) e trabalhadores por conta própria, em qualquer de suas situações de trabalho, é outro fato a ser considerado. Significa reconhecer que os indivíduos podem participar da economia informal, seja através de seu trabalho principal, seja do secundário.

Os trabalhadores domésticos, embora pertencentes ao setor informal, não foram objeto da pesquisa por considerar-se que as informações relevantes para esta categoria são exaustivamente pesquisadas, a cada ano, pela Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios - PNAD.

Informações metodológicas

A pesquisa Economia Informal Urbana - Ecinf é uma pesquisa por amostra de domicílios, situados em áreas urbanas, onde se busca identificar os trabalhadores por conta própria e empregadores com até cinco empregados em pelo menos uma situação de trabalho. Estes indivíduos, proprietários de unidades econômicas perten­centes ao âmbito da economia informal, devem prestar informações detalhadas sobre as características de organização e funcionamento de seus empreendimentos.

A pesquisa foi realizada em duas etapas. Na primeira – Listagem – foi elabo­rado um cadastro exaustivo dos domicílios, situados nos setores selecionados para a amostra, em que residiam proprietários de unidades produtivas informais, como será visto a seguir. Na segunda fase, as entrevistas foram realizadas nos domicílios. Procurou-se combinar, no corpo do questionário, perguntas referentes não apenas ao indivíduo, mas também à firma ou ao negócio que operava, reconhecendo a existência, na prática, de empresas individuais e familiares e rompendo, com isso, a rigidez de barreiras entre pesquisas domiciliares e pesquisas de estabelecimentos.

O desenho da amostra

A concepção do plano amostral adotado na atual pesquisa é basicamente a mesma empregada na Ecinf 1997¹.

A Ecinf 2003 foi realizada através de uma amostra probabilística de domicílios, obtida em dois estágios de seleção, com estratificação das unidades primárias (setores urbanos) e seleção com probabilidade proporcional ao total de domicílios ocupados existentes na época do Censo Demográfico 2000, e teve como unidades secundárias os domicílios com moradores ocupados como conta própria ou como empregadores com até cinco empregados. Esses domicílios foram estratificados por grupo de ativi­dade objeto da pesquisa e selecionados com equiprobabilidade em cada estrato.

Na medida em que se pretendia obter resultados para cada uma das Unidades da Federação e, também, para as Regiões Metropolitanas de Belém, Fortaleza, Recife, Salvador, Belo Horizonte, Vitória, Rio de Janeiro, São Paulo, Curitiba, Porto Alegre e Goiânia, o plano amostral foi aplicado de forma independente para cada uma dessas áreas, que foram definidas como áreas da pesquisa.

Os setores urbanos foram estratificados, primeiramente, por sua condição geográfica, buscando, desta forma, o espalhamento da amostra para garantir a re­presentação das diversas áreas que compõem as áreas da pesquisa.

A segunda etapa do processo de estratificação das unidades primárias foi rea­lizada dentro de cada estrato geográfico e considerou a média da renda domiciliar de cada setor, convertida em salários mínimos, obtida a partir dos resultados definitivos do questionário da amostra do Censo Demográfico 2000.

A utilização da variável renda, na estratificação dos setores objetivou garantir a inclusão na amostra de proprietários do setor informal (conta própria e empregadores com até cinco empregados) provenientes de diversas classes de renda.

Para a determinação do tamanho da amostra, de cada área da pesquisa, estabeleceu-se como variável de dimensionamento o total de proprietários de unidades produtivas do setor informal, que deveria ser estimado com um erro de amostragem associado à estimativa de 5%, com exceção das unidades da Região Norte, onde por razões de custo, admitiu-se erro de 6%.

Nos setores selecionados foi realizada uma operação de listagem que visou identificar as unidades domiciliares que faziam parte do universo da pesquisa, isto é, aquelas que tinham moradores ocupados como conta própria ou empregadores com até cinco empregados em atividades não-agrícolas, em qualquer uma de suas situações de trabalho. Além disso, os domicílios de interesse da pesquisa foram classificados segundo o grupo de atividade exercida pela unidade produtiva informal gerida pelo morador.

Uma vez realizada a listagem, as unidades domiciliares a serem entrevistadas foram selecionadas de forma a manter a proporcionalidade entre os diversos grupos de atividade identificados em cada setor. Procurou-se garantir, ainda, a presença dos grupos de atividade mais raros. O Anexo 1 apresenta a composição da amostra em cada área da pesquisa, que totaliza 54 595 domicílios, em 2 499 setores censitários .

Operação de listagem

A operação de listagem, que consiste na geração de uma lista dos domicílios existentes em áreas pré-selecionadas, é uma etapa fundamental para o bom êxito da pesquisa. É nesta fase que se identificam os endereços dos proprietários do setor in­ formal e as atividades econômicas por eles desenvolvidas. A lista de domicílios onde moravam esses proprietários serviu, então, de base para a seleção da amostra de informantes da pesquisa. Só tiveram chance de seleção os domicílios em que foram identificadas atividades informais. Foi necessário garantir, portanto, que a lista das unidades domiciliares existentes nos setores relacionados fosse completa e que cada um deles fosse listado apenas uma vez.

  • Mais do que uma simples relação de endereços das unidades domiciliares, na listagem, foi necessário fazer uma pequena entrevista para saber, basicamente, as seguintes informações:
  • quais moradores de cada domicílio trabalhavam no período de referência;
  • entre estes moradores ocupados, quais eram proprietários de unidades eco­nômicas do setor informal, em pelo menos uma situação de trabalho; e
  • quais as atividades que esses proprietários do setor informal desenvolviam.

Reconhecendo que num mesmo endereço podem morar proprietários do setor in­formal que desenvolvem atividades separadas e distintas, foi necessário classificar cada domicílio em apenas um grupo de atividade para possibilitar a seleção da amostra.

A atividade do domicílio foi escolhida entre aquelas desenvolvidas por seus moradores que eram proprietários de negócios informais - trabalhadores por conta própria e empregadores com até cinco empregados. Entretanto, como em cada do­ micílio os diversos moradores podem desenvolver atividades diferentes, houve ne­cessidade de estabelecer uma ordenação de prioridades entre elas. Isso porque, para efeito de seleção da amostra de domicílios, foi preciso dar oportunidade de seleção aos domicílios cujas atividades eram menos freqüentes. Caso contrário, as atividades de prestação de serviços e comércio, que eram as mais freqüentes entre as pessoas ocupadas e, em especial, no caso de conta própria e pequenos empregadores, teriam maior chance de serem escolhidas. Desse modo, o domicílio foi selecionado por determinada atividade, embora na entrevista, quando da aplicação do questionário, tenham sido consideradas as outras atividades exercidas pelos demais moradores que eram conta própria ou pequenos empregadores.

Operação de entrevista

Na operação de entrevista da Ecinf, em 2003, foram utilizados dois tipos de questionário: o primeiro para levantamento de informações de características do domicílio e de seus moradores, ECINF 2.01 - Questionário do Domicílio, e o segundo para a investigação das características das unidades produtivas pertencentes ao se­tor informal e de seus proprietários, ECINF 2.02 - Questionário Individual, que inclui investigação suplementar sobre os Pequenos Empreendimentos.

ECINF 2.01 - Questionário do Domicílio

O ECINF 2.01 - Questionário do Domicílio foi o instrumento utilizado para o le­vantamento das informações referentes a cada unidade domiciliar selecionada para a amostra e de seus moradores. Seu objetivo foi identificar o número de moradores dos domicílios selecionados e, principalmente, a situação de trabalho para aqueles com 10 anos ou mais de idade.

Através da situação de trabalho, buscou-se identificar os moradores que de­senvolviam algum trabalho, em atividades não-agrícolas, como conta própria ou empregadores com até cinco empregados: os proprietários das unidades produtivas pertencentes ao setor informal.

A identificação da população ocupada, por sua vez, permitiu distinguir e di­mensionar o contingente de pessoas que eram proprietárias de unidades econômi­cas informais e que seriam entrevistadas no ECINF 2.02. Nesse sentido, as variáveis mais relevantes são posição na ocupação e tamanho do empreendimento em que trabalhavam.

ECINF 2.02 - Questionário Individual

Este questionário foi aplicado somente aos moradores que foram identificados como empregadores com até cinco empregados ou trabalhadores por conta própria, em pelo menos um dos trabalhos que tinham no mês de referência, através do ECINF 2.01.

Seu primeiro objetivo foi identificar as atividades desenvolvidas nas pequenas unidades produtivas. Essas atividades foram classificadas utilizando a Classificação Nacional de Atividades Econômicas - CNAE-Domiciliar, que é uma adaptação da Classificação Nacional de Atividades Econômicas - CNAE para as pesquisas domiciliares. A CNAE-Domiciliar que equivale à CNAE nos níveis mais agregados - seção e divisão, com exceção das divisões do comércio em que não se distingue o varejo e atacado - reagrupa classes onde o detalhamento foi considerado inadequado para as pesquisas domiciliares e desagrega algumas atividades de serviços que têm nestas pesquisas sua única fonte de cobertura. A Classificação Nacional de Atividades Econômicas - CNAE tem como referência a International Standard Industrial Classification of All Economic Activities - ISIC, 3a revisão, das Nações Unidas. O Anexo 2 apresenta os grupos de classes de atividade, utilizados na pesquisa.

Através de variáveis como receitas e despesas, equipamentos, instalações e número de pessoas ocupadas, foi possível dimensionar a participação destas pequenas unidades na geração da produção e de postos de trabalho. Investigou-se, também, sua forma de funcionamento e o relacionamento com outras unidades econômicas.

As informações pesquisadas são de importância fundamental para a mensuração da participação do setor informal na geração de empregos e rendimento, ou seja, de sua contribuição para o Produto Interno Bruto - PIB.

O nível de organização, formalização e/ou visibilidade dessas unidades econômicas pode ser apreendido de várias formas, entre as quais a regularização propriamente dita do negócio (constituição jurídica e registro junto às autoridades públicas), o tipo de contabilidade adotada para registro das transações, a composição do quadro do pessoal ocupado e o local onde se desenvolve a atividade.

A evidência de um grande número de sócios nos resultados obtidos pelos Censos Econômicos de 1985, relativamente às Microempresas, alertou para a pos­sibilidade de que o mesmo viesse a ocorrer com as atividades englobadas pela eco­ nomia informal. No caso de empresas familiares, cujas atividades se desenvolvem no âmbito doméstico, havia facilidade de identificar a sociedade e evitar duplicação. O problema surge com sociedades, provavelmente mais freqüentes no contexto urbano, em que os parceiros residem em domicílios diferentes, daí a necessidade de investigar a existência de sócios.

Partindo do pressuposto de que uma das características básicas do setor infor­mal é a forte identificação entre a unidade produtiva e o produtor direto, procurou-se, também, extrair do informante a visão que tinha de seu próprio empreendimento e de suas perspectivas econômicas. Nesse sentido, buscou-se levantar os principais problemas que vinham enfrentando para manter o negócio, em que medida foi este afetado pela conjuntura econômica no último ano e quais os planos para o futuro (expansão/retração/manutenção do nível de atividade ou fechamento do negócio).

Posteriormente, no questionário ECINF 2.02, as características individuais dos proprietários foram as variáveis pesquisadas. As características do último trabalho que cada informante teve (atividade do negócio, posição na ocupação etc.) possibili­ tam estudos específicos sobre a origem e a trajetória dos proprietários das unidades pertencentes ao setor informal.

Por outro lado, o exame das pré-condições para o ingresso na atual atividade e do tempo de permanência nesta permite avaliar em que medida a hipótese levantada em vários estudos quanto à inexistência de barreiras à entrada no setor informal se aplica à realidade brasileira.

Levantaram-se, ainda, características de migração e nível de escolaridade, va­riáveis fundamentais para qualquer análise relativa ao mercado de trabalho.

Para as pessoas que tinham dois ou mais trabalhos, foram feitas perguntas sobre o trabalho em que a pessoa não era conta própria ou pequeno empregador.

Por fim, através do questionário suplementar, foi possível captar o acesso do pro­ prietário a diversos tipos de serviços, sejam eles financeiros ou não, bem como as formas de pagamento das matérias-primas ou mercadorias e a localização dos clientes.

Expansão da amostra e estimação da precisão das estimativas

A estimação de totais utilizou o estimador natural do desenho amostral com correção de não-resposta dentro de cada estrato geográfico/renda.

Visando a facilitar o processo de estimação para tabulação, calculou-se o peso que cada domicílio com proprietários do setor informal, dentro de cada estrato e grupo de atividade, teria, segundo as probabilidades de seleção a eles associados. Além dos pesos para estimação das características dos proprietários de unidades produtivas do setor informal, calculou-se também, o peso usado para estimar as características da unidade produtiva, visto que uma única unidade pode ser propriedade de um ou mais sócios sendo, então, necessário aplicar um fator de correção para evitar a superestimação.

Em pesquisas por amostra, a interpretação dos resultados deve levar em con­sideração, em particular, os erros de amostragem correspondentes às estimativas. O Anexo 3 - Coeficientes de variação de variáveis selecionadas - apresenta os erros associados a algumas variáveis para balizar sua análise.

Disseminação dos resultados

Os resultados da pesquisa Economia Informal Urbana para o Brasil, apresenta­dos nesta publicação, estão estruturados da seguinte forma:

A primeira tabela mostra o conjunto dos pequenos empreendimentos inves­tigados e inclui todo tipo de empresa. As tabelas seguintes dizem respeito apenas às unidades produtivas que fazem parte do setor informal, ou seja, aquelas que têm como característica básica a não-separação entre o proprietário e a empresa. Excluem, portanto, as empresas constituídas como sociedades anônimas e aquelas cuja decla­ração anual do Imposto de Renda de Pessoa Jurídica, em 2002, não foi preenchida no formulário Lucro Real. Por último, é apresentado um conjunto de tabelas com algumas informações sobre localização dos clientes, acesso a serviços financeiros e outros serviços, forma de pagamento de matérias-primas ou mercadorias, acesso a crédito e instrumentos financeiros.

Essas informações também estão disponíveis no CD-ROM que acompanha a publicação, abrangendo, também, Grandes Regiões, Unidades da Federação, Regiões Metropolitanas selecionadas e Distrito Federal, bem como no portal do IBGE na Internet.

Cumpre ressaltar que podem ocorrer pequenas diferenças de arredondamentos entre os totais apresentados e a soma das parcelas contidas no somatório. Estas dife­renças ocorrem devido a opção de manter os fatores de expansão (pesos) fracionários, calcular as estimativas das parcelas, obter o total ou subtotal e somente no momento de imprimir a tabela arredondar as estimativas, independentemente.


¹ Para conhecer mais detalhadamente aspectos relacionados à amostragem consultar Almeida e Bianchini (1998).

Publicado em 08/08/2017 às 13:17
Atualizado em 08/08/2017 às 13:17

Séries históricas

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Microdados - 2003

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Portaria de precedência

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Conceitos e métodos - 2003

As informações a seguir descrevem os metadados estatísticos, que são o conjunto de conceitos, métodos e aspectos relacionados às estatísticas, e são informações necessárias para compreender as características e a qualidade das estatísticas e interpretá-las corretamente.

Objetivo

A pesquisa Economia Informal Urbana visa captar informações que permitam conhecer o papel e a dimensão do setor informal na economia brasileira, procurando identificar, nos domicílios em que moram, os indivíduos que sejam proprietários de negócios informais em pelo menos uma situação de trabalho, e através deles investigar as características de funcionamento dos negócios. Seus principais objetivos são: - identificar as atividades econômicas desenvolvidas em unidades produtivas, que deixam de ser captadas ou o são apenas parcialmente pelas demais fontes estatísticas disponíveis; - dimensionar o peso real destas atividades em termos da geração de oportunidades de trabalho e rendimento; - ampliar a base de informações necessárias para o Sistema Contas Nacionais; e - subsidiar estudos sobre condições de trabalho e remuneração, principalmente aqueles relacionados às situações de pobreza urbana no País.

Tipo de operação estatística

Pesquisa do setor informal

Tipo de dados

Dados de pesquisa por amostragem probabilística

Periodicidade de divulgação

Eventual

Abrangência geográfica

Área urbana

População-alvo

A população alvo é constituída pelos proprietários de negócios informais (trabalhadores por conta própria e pequenos empregadores com até 5 empregados), com 10 anos ou mais de idade, ocupados em atividades não-agrícolas e moradores de áreas urbanas. Os trabalhadores domésticos, embora pertencentes ao setor informal, não são objeto da pesquisa por considerar-se que as informações relevantes para esta categoria são exaustivamente investigadas anualmente pela Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios - PNAD. Fica também excluída do universo da pesquisa a chamada "população de rua". Como não tem residência fixa, considera-se que deva ser objeto de pesquisa específica. Deve-se esclarecer, ainda, que o conjunto de pessoas ligadas a atividades ilegais dificilmente pode ser captado por uma pesquisa como esta.

Metodologia

A pesquisa Economia Informal Urbana é uma pesquisa domiciliar por amostragem probabilística. O plano amostral da pesquisa considera dois estágios de seleção (setores e domicílios) e estratificação das unidades de seleção.

Primeiro estágio de seleção:
As unidades primárias de amostragem são os setores urbanos, estratificados primeiramente pela localização geográfica. Em cada Unidade da Federação, são definidos dois ou três estratos geográficos, dependendo da existência ou não de região metropolitana, assim estabelecidos:
- o município da capital do Estado,
- os demais municípios da Região Metropolitana (caso exista),
- o restante do Estado.

Um segundo nível de estratificação das unidades primárias, dentro de cada estrato geográfico, é definido de acordo com a renda média domiciliar do setor, obtida dos dados do Censo Demográfico 1991, para a ECINF 1997 e do Censo Demográfico 2000, para a ECINF 2003. A seleção das unidades primárias em cada estrato é feita através de amostragem sistemática com probabilidade proporcional ao tamanho (medida em número de domicílios ocupados).

Segundo estágio de seleção:
As unidades secundárias são os domicílios com moradores classificados como conta-própria ou empregador com até cinco empregados. Os domicílios são estratificados por grupo de atividade econômica exercida pela unidade produtiva informal e selecionados com equiprobabilidade em cada estrato.

Em 1997, foram utilizados 8 grupos de atividade econômica. Em 2003, as atividades foram classificadas segundo a Classificação Nacional de Atividades Econômicas - CNAE Domiciliar, que é uma adaptação da CNAE para as pesquisas domiciliares, e agregadas em 9 grupos. A CNAE tem como referência a International Standard Industrial Classification of All Economic Activities - ISIC, das Nações Unidas.

Em 1997, foram selecionados para a pesquisa 2.340 setores e 48.934 domicílios. Em 2003, foram selecionados 2.499 setores e 54.595 domicílios.
A pesquisa é realizada em duas etapas:

Na primeira etapa - Listagem - é feita uma varredura dos setores selecionados para a amostra com o objetivo de gerar um cadastro de domicílios em que residem proprietários de unidades produtivas informais, com a identificação das atividades desenvolvidas, que é utilizado no segundo estágio de seleção da amostra. Esta operação é efetuada pouco tempo antes da etapa de entrevistas, visando assegurar que se utilizem informações atualizadas para a seleção dos domicílios que serão pesquisados.

Na segunda etapa - Entrevistas - são realizadas entrevistas nos domicílios selecionados, procurando-se combinar, no corpo do questionário, perguntas referentes não apenas ao indivíduo, mas também ao negócio do qual é proprietário, rompendo, com isso, a rigidez de barreiras entre pesquisas domiciliares e pesquisas de estabelecimentos. Ou seja, a ECINF capta informações sobre estabelecimentos (informais) através de uma pesquisa domiciliar.

A definição de setor informal adotada na pesquisa foi baseada nas recomendações da 15ª Conferência de Estatísticos do Trabalho, promovida pela Organização Internacional do Trabalho - OIT, em janeiro de 1993.

Para o levantamento das informações da pesquisa são utilizados diferentes períodos de referência. Algumas informações das unidades produtivas, como receita, despesa e número de pessoas ocupadas são investigadas para o mês de referência. Para outras variáveis, como investimentos e dificuldades enfrentadas, o período de referência compreende os últimos 12 meses. Para informações sobre utilização de empréstimo ou financiamento, considera-se o período dos últimos 3 meses e para o recebimento de assistência técnica, jurídica ou financeira, o período dos últimos 5 anos.
Técnica de coleta:
PAPI - Entrevista pessoal com questionário em papel

Temas

Temas e subtemas
Trabalho, Trabalho remunerado, Setor informal
Principais variáveis
Características da unidade econômica:
- atividade desenvolvida
- existência e número de sócios
- local e características de funcionamento (horas, frequência de funcionamento durante o ano, etc)
- utilização de equipamentos e instalações
- receita e despesa mensal
- investimentos e aquisições
- valor de dívidas existentes
- indicadores de formalização (tipo de contabilidade, natureza jurídica, CNPJ, licenças, filiação a sindicatos, órgãos de classe, associações ou cooperativas)
- dificuldades para regularização do negócio
- tipo de clientela e localização dos clientes
- recebimento de assistência técnica, jurídica ou financeira
- acesso a crédito e instrumentos financeiros
- acesso a serviços não-financeiros
- avaliação dos proprietários quanto ao desenvolvimento da atividade: principais dificuldades enfrentadas (tais como falta de clientes, falta de mão-de-obra qualificada e/ou rotatividade, baixo lucro etc.) e planos para o futuro do negócio (expansão, mudança de atividade etc.)
- número de pessoas ocupadas

Características das pessoas ocupadas no empreendimento:
- sexo, idade
- nível de instrução
- posição na ocupação
- rendimento
- horas trabalhadas
- relação de parentesco com o proprietário

Características individuais dos proprietários:
- sexo, idade, cor ou raça
- nível de instrução
- migração
- principal motivação para abertura do negócio
- tempo de permanência no negócio
- origem do capital inicial
- trabalho anterior (atividade, posição na ocupação, tempo de permanência, motivo da saída)
- outros trabalhos (atividade, posição na ocupação, tempo de permanência, horas trabalhadas, rendimento)
- idade com que começou a trabalhar
- contribuição à Previdência Pública ou motivo para a não contribuição
- contribuição à Previdência Privada
- frequência a curso de especialização ou formação profissional

Unidades de informação

Unidade de investigação
Domicílio, Empresa, Pessoa
Unidade de análise
Domicílio, Empresa, Pessoa.

Períodos de referência

Mês - 01/08/2003 a 31/10/2003
Mês - 01/10/2003 a 31/10/2003
Ano - 01/11/2002 a 31/10/2003
Ano - 01/11/1998 a 31/10/2003

Disseminação

Formas de disseminação
CD-ROM com microdados, Publicação Digital (on line)
Nível de desagregação geográfica
Região Metropolitana da Capital do Estado
Nível de divulgação
A pesquisa Economia Informal Urbana foi estruturada de forma a ter resultados representativos para o Brasil, Grandes Regiões, Unidades da Federação e Regiões Metropolitanas de Belém, Fortaleza, Recife, Salvador, Belo Horizonte, Vitória, Rio de Janeiro, São Paulo, Curitiba, Porto Alegre e Goiânia. Os dados são divulgados por tipo de empresa do setor informal (trabalhadores por conta própria e pequenos empregadores) e grupos de atividade econômica.

Instrumentos de coleta

Histórico

O planejamento da pesquisa Economia Informal Urbana iniciou-se em 1990 com os primeiros resultados dos Censos Econômicos de 1985, especialmente das microempresas.

Foi realizada, em 1994, uma pesquisa piloto no município do Rio de Janeiro, que abrangeu todas as etapas previstas na implantação da pesquisa em nível nacional: seleção de amostra, listagem, entrevistas, apuração, expansão e tabulação das informações.

A implantação da pesquisa, abrangendo domicílios situados em áreas urbanas do país, ocorreu em 1997 e produziu resultados para todas as Unidades da Federação e Regiões Metropolitanas selecionadas, por grupamento de atividade e tipo de empresa.

A pesquisa foi novamente a campo, em 2003, em parceria com o Serviço Brasileiro de Apoio às Micros e Pequenas Empresas - SEBRAE, incluindo um suplemento com informações complementares sobre as unidades produtivas do setor informal (acesso a crédito e serviços não-financeiros, forma de pagamento das matérias-primas e localização dos clientes) e seus proprietários (formação profissional).

Saiba mais

https://metadados.ibge.gov.br/consulta/dthPesquisa.aspx?codPesquisa=EI

Calendário

Próximas divulgações

Nenhuma divulgação futura


Divulgações anteriores

Nenhuma divulgação passada

Publicações - 2003

Notícias e releases

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Erramos

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