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Demography of Enterprises and Statistics of Entrepreneurship

Concepts and methods - 2019

As informações a seguir descrevem os metadados estatísticos, que são o conjunto de conceitos, métodos e aspectos relacionados às estatísticas, e são informações necessárias para compreender as características e a qualidade das estatísticas e interpretá-las corretamente.

Informações Gerais

Objetivo
A demografia das empresas tem como objetivo analisar aspectos da dinâmica demográfica do segmento formal das empresas brasileiras, com base nas informações do Cadastro Central de Empresas - CEMPRE, do IBGE. A partir do ano de referência de 2016, a publicação passa a contemplar também as Estatísticas de Empreendedorismo, destacando a importância das empresas de alto crescimento na geração de postos de trabalho assalariados formais e sua participação no valor adicionado bruto, na produtividade do trabalho e na receita líquida das empresas com 10 ou mais pessoas assalariadas. Com isso, a publicação conjunta passa a ter a denominação: "Demografia das Empresas e Estatísticas de Empreendedorismo".
Tipo de operação estatística
Estudo sobre demografia de empresas
Tipo de dados
Dados de Censo
Periodicidade de divulgação
Anual
População-alvo
Nesse estudo são consideradas informações das empresas formalmente constituídas e suas respectivas unidades locais. São analisadas apenas as entidades empresariais.

Metodologia


Até o estudo de 2006, a metodologia adotada seguia as indicações a seguir:

A identificação da entrada, da saída e da sobrevivência das empresas no estudo da Demografia das Empresas foi realizada através da comparação dos códigos de Cadastro Nacional da Pessoa Jurídica - CNPJ das empresas existentes no final do ano anterior ao de referência no CEMPRE com aquelas existentes no final do ano de referência. Designou-se que:

- a empresa foi criada se o seu código de registro no CNPJ está ausente no cadastro do ano anterior e consta no cadastro do ano de referência.

- a empresa estava extinta se o seu código de registro no CNPJ está presente no cadastro do ano anterior e não consta no cadastro do ano de referência; e

- a empresa foi considerada sobrevivente se seu CNPJ existia nos dois anos, no anterior e no de referência.

Com base nas informações obtidas através da aplicação do critério acima descrito, foram calculadas as taxas de entrada, de saída e de sobrevivência das empresas.

A partir do estudo do ano de referência 2008 temos:

1) Mudança metodológica para identificação de unidades ativas, cujo critério de seleção se baseia agora na condição de atividade, que é um conjunto de indícios que avaliam de forma simultânea situações cadastrais das fontes de atualização no ano de referência, o número de pessoas assalariadas e o indicador de atividade da RAIS.
2) Utilização da CNAE - Classificação Nacional de Atividades Econômicas versão 2.0.
3) Inclusão de novas variáveis e mudanças metodológicas em algumas já existentes.
- Entrada de empresa/unidade local: o número de entrada refere-se ao número de empresas/unidades locais ativas no ano de referência, mas que não estavam ativas no ano anterior. Representam o conjunto formado pelo nascimento e pela reentrada (ou reativações) de empresas/unidades locais;
- Nascimento de empresa: ocorre quando uma empresa realmente inicia atividade. O número de nascimento de empresas é derivado da entrada e da remoção de reentradas. Não inclui entradas devido mudanças de atividade;
- Reentrada: ocorre quando uma unidade recomeça atividade após um período de interrupção temporária de pelo menos um ano. A reentrada pode ser desmembrada em dois tipos: reentrada proveniente de reativações reais da atividade econômica e as provenientes de falhas no preenchimento do registro administrativo;
- Saída de empresa/unidade local: refere-se ao número de empresas/unidades locais que não estavam ativas no ano de referência, mas que estavam ativas no ano anterior;
- Sobrevivência: uma unidade é considerada sobrevivente se ela está ativa no ano de referência e no ano anterior;
- Empresa de alto crescimento: trata-se da empresa com crescimento médio de pessoal ocupado assalariado igual ou maior que 20% ao ano, por um período de três anos. Foram consideradas empresas com 10 ou mais pessoas assalariadas no ano inicial de observação; e
- Empresa "gazela": é uma empresa de alto crescimento com até oito anos de idade no ano de referência.

A partir do ano de referência 2011, todo o processo de apropriação de registros da RAIS passou a ser feito a partir dos registros individualizados dos empregados.

Ressalta-se que a utilização do CEMPRE apresenta a impossibilidade, até o momento, de tratar as mudanças nos arranjos corporativos das empresas (fusões, cisões etc.).

A partir do ano de referência 2016, para a realização desse estudo, foram utilizadas informações provenientes do CEMPRE e das pesquisas estruturais por empresas do IBGE nas áreas de Indústria, Construção, Comércio e Serviços. Uma vez delimitado o conjunto de empresas de alto crescimento a partir das informações existentes no CEMPRE, pode-se explorar a estrutura econômica destas nas seguintes pesquisas estruturais por empresas do IBGE: Pesquisa Industrial Anual - Empresa - PIA - Empresa; Pesquisa Anual da Indústria da Construção - PAIC; Pesquisa Anual de Comércio - PAC; e Pesquisa Anual de Serviços - PAS.

Também a partir do ano de referência 2016 temos uma mudança metodológica na variável Empresa "gazela": empresa de alto crescimento com até cinco anos de idade no ano de referência.
Técnica de coleta:
Transcrição de documento administrativo, CATI - Entrevista por telefone assistida por computador, Transcrição de pesquisas estruturais econômicas

Temas

Temas e subtemas
Estatísticas multidomínio, Outras estatísticas econômicas não especificadas anteriormente, Empreendedorismo
Principais variáveis
Até o ano de referência 2006:
- Densidade de criação das unidades locais
- Densidade restrita de criação das unidades locais
- Número de Empresas
- Idade da empresa
- Pessoal ocupado assalariado
- Pessoal ocupado total
- Salário médio mensal
- Taxa de entrada no mercado
- Taxa de saída do mercado
- Taxa de sobrevivência
- Número de Unidades locais
- Unidade sobrevivente

A partir do estudo do ano de referência 2008:
- Número de Empresas
- Empresa de alto crescimento
- Empresa "gazela"
- Entrada
- Idade média das empresas
- Nascimento
- Pessoal ocupado assalariado
- Pessoal ocupado total
- Reentrada
- Saída
- Salário médio mensal
- Salário mínimo mensal médio
- Salário e outras remunerações
- Sobrevivência
- Taxa de empresas de alto crescimento
- Taxa de empresas "gazelas"
- Taxa de entrada das empresas
- Taxa de saída das empresas
- Taxa de sobrevivência das empresas
- Número de Unidades locais

A partir do estudo do ano de referência 2016:
- Empresa de alto crescimento
- Empresa "gazela"
- Entrada
- Geração de pessoal ocupado assalariado
- Idade média das empresas
- Nascimento
- Número de empresas
- Número de unidades locais
- Pessoal ocupado assalariado
- Pessoal ocupado total
- Produtividade
- Receita bruta
- Receita operacional líquida
- Reentrada
- Saída
- Salário médio mensal
- Salário mínimo mensal médio
- Salário e outras remunerações
- Sobrevivência
- Taxa de empresas de alto crescimento
- Taxa de empresas "gazelas"
- Taxa de entrada das empresas
- Taxa de saída das empresas
- Taxa de sobrevivência das empresas
- Valor adicionado bruto

Unidades de informação

Unidade de investigação
Empresa, Unidade local
Unidade de análise
Empresa, Unidade local
Unidade informante
Empresa, Unidade local.

Períodos de referência

Ano - 01/01/2019 a 31/12/2019

Disseminação

Formas de disseminação
Banco de Dados Agregados - SIDRA, Publicação Digital (online)
Nível de desagregação geográfica
Município
Nível de divulgação
Até 2006, Brasil, Grandes Regiões e UFs. A partir de 2008, foram incluídos os municípios das capitais.

Histórico

O estudo da demografia das empresas teve início na publicação das Estatísticas do Cadastro Central de Empresas 2000 como parte integrante da análise dos resultados, onde manteve-se até 2004. Nos anos de referência 2005 e 2006, tornou-se uma publicação da série Estudos e Pesquisas, com base na CNAE 1.0. No ano de referência 2008, o estudo apresenta uma nova metodologia em virtude da adoção de novos critérios de seleção de empresas ativas no CEMPRE, da utilização da Classificação Nacional de Atividades Econômicas - CNAE 2.0 e da compatibilização de uma série de indicadores em conformidade com a metodologia internacional elaborada pela OCDE - Organização para Cooperação e Desenvolvimento Econômico.
No estudo de 2008 são apresentadas, como nos anos anteriores, as taxas de entrada, saída e sobrevivência segundo o porte das empresas e as atividades econômicas, assim como a mobilidade das empresas por porte. Contudo, pela primeira vez, são mostradas informações sobre as empresas de alto crescimento e as empresas "gazelas" existentes na economia brasileira, além do seu impacto na geração de postos de trabalho assalariados formais entre 2005 e 2008. São apresentados também os resultados regionais. No estudo de 2009, além dos indicadores disponibilizados em 2008, foram incorporadas informações de sexo e nível de escolaridade do pessoal assalariado das empresas de alto crescimento na análise de resultados. A partir de 2016, o IBGE divulga um estudo conjunto que compreende a demografia das empresas formais brasileiras e as estatísticas de empreendedorismo.

Saiba mais

https://metadados.ibge.gov.br/consulta/estatisticos/operacoes-estatisticas/DE