Área Territorial Oficial
Histórico
Período de 1889 a 1922
A primeira estimativa oficial para a superfície do território brasileiro data de 1889. O valor de 8.337.218 km2 foi obtido a partir de medições e cálculos efetuados sobre as folhas básicas da Carta do Império do Brasil, publicada em 1883.
A partir de 1922 a estimativa que passou a figurar nas publicações oficiais brasileiras, calculada pela Comissão Organizadora da Carta do Brasil, do Clube de Engenharia, totalizou 8.511.189 km2, explicada a diferença entre as duas estimativas, de 173.971 km2, pelos acréscimos territoriais que tiveram efeitos no período republicano, e com documentação cartográfica de melhor qualidade.
Período de 1938 a 1946
Com a promulgação do decreto-lei n° 237, de 02/02/1938, ficaram atribuídos ao IBGE - Conselho Nacional de Geografia, então criado, nos termos do Artigo 9°, letra a, "... a revisão da área do Brasil, do seu parcelamento segundo as unidades federadas e dos municípios, efetuando-se, se possível, o conjunto das áreas distritais...".
Em 1945, com o progresso dos trabalhos cartográficos, em especial daqueles que orientaram a atualização da Carta do Brasil ao Milionésimo, duas décadas antes trabalhada pelo Clube de Engenharia, foi procedida a revisão da área oficial do Brasil. Em 22 de junho de 1946, através da Resolução n° 195, a Assembléia Geral do Conselho Nacional de Geografia aprovou para divulgação e uso oficial o valor de 8.516.037 km2.
Período de 1952 a 1989
Seguindo os conceitos que orientaram a revisão dos trabalhos no início da década de cinqüenta e aproveitando as edições sucessivas das folhas da Carta ao Milionésimo, as áreas do Brasil, dos Estados e dos Municípios, foram revistas decenalmente. Nesta seqüência, o último valor divulgado para a década de oitenta foi de 8.511.965 km2.
Período de 1990 a 2000
Para o decênio noventa, os valores para as áreas estaduais e municipais emergiram da aplicação de novos procedimentos com a digitalização das folhas topográficas. A partir de alteração dos critérios adotados no tratamento das massas d'água e dos limites político-administrativos, observam-se discrepâncias em relação aos valores anteriormente divulgados para as superfícies estaduais e municipais.
Os valores para as áreas territoriais, referidos a estrutura político-administrativa vigente em 31/12/1993 (Resolução da Presidência do IBGE, R.PR - 46/94, de 12/09/1994), totalizaram para a superfície do Brasil o valor de 8.547.403,5 km2 (incluindo-se as ilhas oceânicas), o que corresponde a uma diferença para mais de 0,42% em relação ao último valor divulgado para a década de 80.
Os valores para as áreas territoriais, referidos a estrutura político-administrativa vigente em 01/01/1997 (Resolução da Presidência do IBGE, R.PR - 24/97, de 25/07/1997, publicada no Diário Oficial da União em 26/08/1997), totalizaram para a superfície do Brasil, 8.547.403,5 km2, não denotando portanto diferença em relação aos valores divulgados em 1994. Estes valores foram obtidos com a utilização da mesma tecnologia de digitalização manual iniciada em 1994 e tendo como base a mesma documentação cartográfica daquela época.
A evolução tecnológica implementada nos últimos anos no IBGE, proporcionou a modernização da metodologia para o cálculo de áreas territoriais do Brasil. Em 2000, a elaboração dos mapas aprimorou-se através de um sistema de cartografia automatizada.
Sob esta nova ótica tecnológica foram calculadas novas áreas para o Brasil, Estados e Municípios. Os novos valores das áreas territoriais constituíram-se em importantes subsídios, às primeiras informações do recenseamento geral do Brasil. Os resultados alcançados marcaram o início das mudanças tecnológicas com base nos documentos digitais preparados para a utilização no CENSO 2000.
Os valores anteriores, divulgados entre 1993 e 1997 basearam-se em procedimentos de digitalização manual, além da utilização de equipamentos eletro-eletrônicos de uma geração ainda nos seus primórdios, voltados para a aquisição e para os cálculos de dados geográficos.
Em 1997, iniciou-se, em grande escala, o processo de digitalização automática e semi-automática com a utilização de modernos equipamentos e programas computacionais. Esta mudança no "modus operandi" do processo de digitalização influenciou os resultados, gerando novos valores para as áreas dos municípios, a partir de 1999.
Desta forma, para 2000, ainda em caráter preliminar, visto que transcorriam atualizações dos mapas municipais para fins estatísticos, obteve-se o valor de 8.514.215,3 km2 para a área territorial do País, conforme publicado na Sinopse Preliminar do CENSO 2000. Cabe observar que a diferença de 33.188,2 km2 verificada entre os valores de 1993/1997 e 2000, significa aproximadamente 0,39% para menos em relação àqueles valores adotados na década de 90 para a área do Brasil.