Pesquisa Nacional Por Amostra de Domicílios - PNAD 2004

Reflexo da situação econômica nos rendimentos

Em 2004, o rendimento médio mensal de trabalho das pessoas ocupadas com rendimento de trabalho ficou em R$ 730,00 no País. Esse rendimento na Região Norte foi o segundo mais baixo, situando-se substancialmente afastado tanto do menor, que foi o da Região Nordeste, como dos referentes às demais regiões. Em relação ao rendimento médio mensal de trabalho da Região Sudeste, que foi o maior, o da Nordeste representou 53,1%, o da Norte, 70,9%, o da Sul, 97,3% e o da Centro-Oeste, 99,4%.

As distintas formas de inserção das populações feminina e masculina no mercado de trabalho, em termos de ocupação, atividade, posição na ocupação, categoria do emprego, horas trabalhadas, etc.) influenciam nitidamente o nível dos rendimentos destes dois contingentes. Os rendimentos médios mensais de trabalho dos dois gêneros apresentaram sensível distanciamento. Esse rendimento das mulheres representava 69,5% do auferido pelos homens. A defasagem entre os rendimentos dos homens e mulheres foi diferenciada por posição na ocupação. Na dos empregados, o rendimento médio mensal do trabalho das mulheres representava 89,2% do auferido pelos homens, na
dos empregadores, 72,5%, na dos trabalhadores domésticos, 70,9% e na dos trabalhadores por conta própria, 65,1%.

No total de pessoas ocupadas, 27,6% ganhavam até 1 salário mínimo de rendimento de trabalho. No Nordeste, esse indicador alcançou 46,0%, superando os das demais regiões. O segundo maior percentual foi o da Região Norte (30,9%), que ainda ficou distanciado dos referentes aos das demais. Na Região Sul, a parcela que auferia até 1 salário mínimo de rendimento de trabalho foi a menor (17,9%), vindo em seguida a da Sudeste (20,1%) e, depois, a da Centro-Oeste (23,1%). As pessoas que auferiam mais de 20 salários mínimos abrangiam 0,9% da população ocupada no País. Esse indicador variou de 0,4% na Região Nordeste a 1,6% na Centro-Oeste.

No País, do total dos rendimentos de trabalho, os 10% dos ocupados com as maiores remunerações detiveram 44,6%, enquanto os 10% dos ocupados com os menores rendimentos ficaram com 1,0%.

O índice de Gini da distribuição dos rendimentos de trabalho situou-se em 0,547. Esse indicador mostrou que o grau de concentração desses rendimentos foi mais elevado nas Regiões Nordeste (0,569) e Centro-Oeste (0,556). Nas demais, esse índice ficou em 0,511 na Região Norte, 0,515 na Sul e 0,523 na Sudeste.

O rendimento médio mensal dos domicílios com rendimento foi de R$ 1 383,00. O maior valor desse rendimento foi o da Região Sudeste e os menores, que foram os da Nordeste e da Norte, ficaram bastante afastados. Os rendimentos médios domiciliares dessas duas regiões representavam, respectivamente, 53,7% e 67,0% do referente à Região Sudeste. Em termos do rendimento mensal domiciliar, que agrega as remunerações de todas as fontes de moradores na residência, a proporção de moradias com rendimento de até 1 salário mínimo ficou em 11,5% e a dos que estavam na faixa de mais de 20 salários mínimos, em 3,7%. Os maiores percentuais nessa última faixa foram os das Regiões Centro-Oeste (5,1%) e Sudeste (4,6%). Já na faixa com rendimento de até 1 salário mínimo, os mais baixos foram os das Regiões Sudeste (6,9%) e Sul (6,7%), bastante distanciados do mais elevado, referente à Região Nordeste (23,1%).

O índice de Gini da distribuição do rendimento domiciliar foi de 0,535. Nas regiões, esse índice foi de 0,498 na Sul, 0,505 na Norte, 0,512 na Sudeste, 0,546 na Nordeste e 0,553 na Centro-Oeste.

 
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