Pesquisa Nacional Por Amostra de Domicílios - PNAD 2004
Situação do mercado de trabalho
No País, o nível da ocupação das pessoas de 10
anos ou mais de idade (percentual
de pessoas ocupadas na população de 10 anos ou mais de idade)
foi de 56,5% em
2004, sendo de 68,2% na população masculina e de 45,6% na feminina.
As populações ocupadas masculina e feminina se distribuem de
forma bastante
distinta nos segmentos da atividade econômica. Perto de dois terços
das mulheres
ocupadas estavam concentradas em quatro grupamentos de atividade (serviços
domésticos; educação, saúde e serviços sociais;
agrícola; e comércio e reparação),
sendo que o maior absorvia 17,1% e o menor, 15,9%. Já na distribuição
da população
masculina, os quatro maiores grupamentos (agrícola; comércio
e reparação; indústria;
e construção) reuniam quase 70% dos homens, mas o maior detinha
24,5% e o menor, 10,6%.
Os empregados e trabalhadores domésticos, em conjunto, representavam
62,9%
da população ocupada, sendo que os empregados, isoladamente,
constituíam mais
da metade (55,2%). A segunda maior parcela da população ocupada
era formada
pelos trabalhadores por conta própria (22,0%). As categorias dos trabalhadores
sem
contrapartida de remuneração (trabalhadores não-remunerados,
na produção para o
próprio consumo e na construção para o próprio
uso) abrangiam 11,1% da população
ocupada e os empregadores, 4,1%.
A distribuição por posição na ocupação
em atividade agrícola é bastante distinta
da referente à atividade não-agrícola. Em atividade agrícola,
as participações dos
empregados, trabalhadores por conta própria, não-remunerados
e na produção para
o próprio consumo variaram de 19,1%, nesta última categoria,
a 27,6%, na primeira.
Já em atividade não-agrícola, os empregados e trabalhadores
domésticos abrangiam
72,2% e os trabalhadores por conta própria, 20,8%.
A participação dos empregados na população ocupada
da Região Sudeste
(63,4%) foi a maior e a da Nordeste (44,3%), a menor. Já a participação
dos trabalhadores
por conta própria foi mais elevada na Região Nordeste (27,4%)
e mais baixa na
Sudeste (18,6%).
No contingente dos empregados, a parcela do emprego registrado representava
cerca de dois terços, dos quais 55,0% eram de pessoas com carteira
de trabalho
assinada e 11,9%, militares e funcionários públicos estatutários.
Na população dos
trabalhadores domésticos, 25,8% usufruíam os direitos assegurados
pela carteira de
trabalho assinada.
Regionalmente, a composição dos empregados mostrou diferenças
sensíveis.
A Região Nordeste deteve a maior participação do emprego
sem registro, seguida da Norte, enquanto a Sul destacou-se com a mais
baixa.
Também existem diferenças marcantes entre as composições
das posições na
ocupação e categorias do emprego por gênero. Na população
ocupada masculina,
a categoria dos empregados representava 60,1% e, na feminina, 48,4%. A segunda
maior categoria no contingente masculino era a dos trabalhadores por conta
própria
(26,0%), que na feminina representava 16,3%. Essa categoria, na parcela das
mulheres,
era suplantada pela dos trabalhadores domésticos (17,1%), que abrangia
0,9% na dos homens. As categorias de trabalhadores sem contrapartida de remuneração
(trabalhadores
não-remunerados, na produção para o próprio consumo
e na construção para o
próprio uso) compreendiam 7,8% no contingente masculino e o dobro no
feminino
(15,6%). O número de mulheres superou o dos homens nos contingentes
dos trabalhadores
não-remunerados e na produção para o próprio consumo
e, especialmente,
no dos trabalhadores domésticos. No grupo dos empregados, a parcela
feminina foi
maior na categoria dos militares e funcionários públicos estatutários.
Em termos de horas trabalhadas também existem diferenças marcantes
entre
os contigentes masculino e feminino. Enquanto 42,4% das mulheres trabalhavam
habitualmente menos de 40 horas semanais em todos os trabalhos, este percentual era de 18,4% na parcela masculina.