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ISM - Indicadores Sociais Mínimos

Tabelas - Indicadores Sociais Mínimos

Aspectos Demográficos

Brasil e Grande Regiões Projeção da população Total Taxa de Crescimento anual (1) Taxa de Urbanização (1) Razão de Sexo Razão de Dependência
Brasil 165.371.493 1,4 78,4 95,9 55,5
Norte 12.342.627 2,4 62,4 96,1 69,0
Nordeste 46.995.094 1,1 65,2 98,3 62,6
Sudeste 70.190.565 1,4 89,3 98,1 49,9
Sul 24.546.983 1,2 77,2 97,5 51,6
Centro-Oeste 11.296.224 2,2 84,4 97,7 52,3

Fonte: IBGE/DPE/Departamento de População e Indicadores Sociais. Divisão de Estudos e Análises da Dinâmica Demográfica. Projeto UNFPA/BRASIL (BRA/98/P08) - Sistema Integrado de Projeções e Estimativas Populacionais e Indicadores Sócio-demográficos.

(1) Permanecem os dados de 1996.

 

Brasil e Grande Regiões Informações Gerais
Taxa de Fecundidade total (1) Esperança de vida ao nascer (2) Taxa de mortalidade infantil/mil (2) Taxa de mortalidade menores de 5 anos/mil (3)
Ambos os Sexos Homem Mulher
Brasil 2,33 68,4 64,6 72,3 34,8 60,7
Norte 3,14 68,2 65,3 71,4 32,7 -
Nordeste 2,59 65,5 62,4 68,5 52,8 96,4
Sudeste 2,10 69,4 65,0 74,1 25,7 36,7
Sul 2,16 70,8 67,1 74,8 22,8 35,2
Centro-Oeste 2,15 69,1 66,0 72,7 26,1 41,1

(1) Fonte: IBGE/DPE/Departamento de População e Indicadores Sociais. Divisão de Estudos e Análises da Dinâmica Demográfica. Projeto UNFPA/BRASIL (BRA/98/P08) - Sistema Integrado de Projeções e Estimativas Populacionais e Indicadores Sócio-demográficos.

(2) Estimativas para 1999 extraídas do documento IBGE/DPE/DEPIS "projeção da população das Grandes Regiões por sexo e idade 1991 - 2020". 
(3) Estimativas obitidas aplicando-se técnicas demográficas indiretas de mortalidade às informações sobre sobrevivência de filhos nascidos vivos, fornecidas pelas mulheres e coletadas pela PNAD 1996. Por questões inerentes à técnica utilizada, os resultados dessas estimativas referem-se, em média ao período 1993/94 e não ao ano de 1996. 

 

Brasil e Grande Regiões Taxa de Mortalidade infantil e de menores de 5 anos de idade (1) por cor e sexo
Taxa de Mortalidade infantil / mil Taxa de mortalidade p/ menores de 5 anos de idade / mil (2)
Homens Mulheres Homem Mulher
Brasil 39,4 30,0 65,5 56,0
Norte 37,8 27,3 - -
Nordeste 58,9 46,3 105,7 86,1
Sudeste 29,7 21,5 41,4 32,0
Sul 25,9 19,6 36,2 29,6
Centro-Oeste 28,8 23,4 46,1 34,9
 
  Branca Preta e Parda Branca Preta e Parda
Brasil 37,3 62,3 45,7 76,1
Norte - - - -
Nordeste 68,0 96,3 82,8 102.1
Sudeste 25,1 43,1 30,9 52,7
Sul 28,3 38,9 34,8 47,7
Centro-Oeste 27,8 42,0 31,1 51,4

Fonte: IBGE/DPE/Departamento de População e Indicadores Sociais. Divisão de Estudos e Análises da Dinâmica Demográfica. Projeto UNFPA/BRASIL (BRA/98/P08) - Sistema Integrado de Projeções e Estimativas Populacionais e Indicadores Sócio-demográficos.

(1) Estimativas obitidas aplicando-se técnicas demográficas indiretas de mortalidade às informações sobre sobrevivência de filhos nascidos vivos, fornecidas pelas mulheres e coletadas pela PNAD 1996. Por questões inerentes à técnica utilizada, os resultados dessas estimativas referem-se, em média ao período 1993/94 e não ao ano de 1996.

(2) Permanecem os dados de 1996.

 

Brasil e Grande Regiões Uso atual de anticonceptivos entre mulheres (de 15 a 49 anos de idade) que vivem em união - 1996 (1)
Algum Método Esterilização Feminina Esterilização Masculina (2) Pílula Não usa Métodos
Brasil 76,7 40,1 2,4 20,7 23,3
Norte 72,3 51,3 - 11,1 27,7
Nordeste 78,2 43,9 0,4 12,7 31,8
Sudeste 77,8 38,8 2,6 21,8 22,2
Sul 80,3 29,0 3,5 34,1 19,7
Centro-Oeste 84,5 59,5 1,8 16,1 15,5
Rio de Janeiro 83,0 46,3 1,0 22,5 17,0
São Paulo 78,8 33,6 5,3 21,4 21,2

Fonte: Brasil: Pesquisa Nacional sobre Demografia e Saúde de 1996. Rio de Janeiro: Sociedade Civil Bem-Estar no Brasil, 1997

(1) Permanecem os dados de 1996.

(2) Com base nas respostas das mulheres pesquisadas, isto é, inclui método dos parceiros.

 

Brasil e Grande Regiões Distribuição da população por cor ou raça (1) (%) - 1999
Branca Preta Parda Amarela Indígena
Brasil 54,0 5,4 39,9 0,5 0,2
Norte (2) 28,0 2,3 68,3 0,2 0,9
Nordeste 29,7 5,6 64,5 0,1 0,1
Sudeste 64,0 6,7 28,4 0,8 0,1
Sul 83,6 3,0 12,6 0,5 0,2
Centro-Oeste 46,2 3,5 49,4 0,4 0,5

Fonte: Pesquisa nacional por amostra de domicílios 1999 [CD-ROM]. Microdados. Rio de Janeiro: IBGE, 2000.

(1) Exclusive as pessoas que não declararam sua cor.

(2) Exclusive a população da área rural de Rondônia, Acre, Amazonas, Roraima, Pará e Amapá.

 

Trabalho e Rendimento

Brasil e Grandes Regiões PIB(1) per capita Rendimento Médio Mensal (2) em R$ Índice de Gini Taxa de Atividade(4) Taxa de Desocupação(4)
CR$ US$
Brasil (3) 5.861,0 3.229,7 313,3 0,567 61,0 9,6
Norte - - 244,3 0,547 58,6 11,4
Nordeste - - 144,9 0,587 61,1 8,0
Sudeste - - 273,4 0,537 59,0 11,2
Sul - - 334,4 0,543 66,0 8,0
Centro-Oeste - - 291,3 0,573 63,5 9,6

Departamento de Contas Nacionais do IBGE. O valor em US$ foi convertido pela taxa de câmbio.

(1) Os valores em US$ estão baseados na taxa média de câmbio do Banco Central Brasil foi feito pelo média anual, divulgada pelo Banco Central. A cotação média em 2000 foi de 1,8147/US$.

(2) População de 10 ou mais de idade, com ou sem rendimentos. O valor em R$ é o valor nominal.

(3) Exclusive a população rural de Rondônia, Acre, Amazonas, Roraima,Pará e Amapá.

(4) População de 10 anos ou mais de idade.

 

Taxa de Atividade das pessoas 15 a 65 anos de idade por cor e sexo - 1999
Brasil e Grandes Regiões Total Homens Mulheres Branca Preta e Parda
Brasil (1) 74,4 85,5 58,2 71,2 71,7
Norte (2) 69,2 83,2 56,1 68,4 69,4
Nordeste 71,4 85,6 58,1 70,1 71,9
Sudeste 69,9 84,0 56,6 69,3 71,0
Sul 75,9 88,7 63,6 76,2 74,8
Centro-Oeste 73,2 88,4 58,8 72,0 74,3

Fonte: Pesquisa nacional por amostra de domicílios 1999 [CD-ROM]. Microdados. Rio de Janeiro: IBGE, 2000.

(1) Exclusive a população rural de Rondônia, Acre, Amazonas, Roraima, Pará e Amapá.

(2) Exclusive a população rural.

 

Taxa de desocupação das pessoas de 15 a 65 anos de idade por cor e sexo - 1999
Brasil e Grandes Regiões Total Homens Mulheres Branca Preta e Parda
Brasil (1) 9,9 8,1 12,3 9,0 10,9
Norte (2) 11,7 9,2 15,1 10,4 12,0
Nordeste 8,5 7,2 10,4 8,1 8,7
Sudeste 11,2 9,2 14,1 10,1 13,5
Sul 8,1 6,7 10,0 7,5 11,1
Centro-Oeste 9,4 7,0 12,8 8,4 10,3

Fonte: Pesquisa nacional por amostra de domicílios 1999 [CD-ROM]. Microdados. Rio de Janeiro: IBGE, 2000.

(1) Exclusive a população rural de Rondônia, Acre, Amazonas, Roraima, Pará e Amapá.

(2) Exclusive a população rural.

 

População ocupada de 10 anos ou mais de idade por posição de ocupação* - 1999
Brasil e Grandes Regiões Empregados Conta própria Empregador Não Remunerado
Brasil (1) 44,8 23,2 4,1 9,3
Norte (2) 39,1 26,6 3,9 7,2
Nordeste 33,8 29,1 2,7 16,9
Sudeste 52,7 20,1 4,7 4,2
Sul 44,2 21,6 4,7 11,5
Centro-Oeste 45,9 19,7 4,9 5,8

Fonte: Pesquisa nacional por amostra de domicílios 1999 [CD-ROM]. Microdados. Rio de Janeiro: IBGE, 2000.

(1) Exclusive a população rural de Rondônia, Acre, Amazonas, Roraima, Pará e Amapá.

(2) Exclusive a população rural.

* Foram excluidas na ocupação: Trabalho Doméstico; Trabalhador na produção para consumo próprio; e Trabalhador na construção para próprio uso.

 

População ocupada de 10 anos ou mais de idade por ramo de atividade econômica da ocupação principal - 1999
Brasil e Grandes Regiões Percentual (%)
Agrícola Industria* Comercio Serviços**
Brasil (1) 24,2 19,3 13,4 41,2
Norte (2) 12,3 17,0 20,1 49,0
Nordeste 40,7 13,6 12,4 32,1
Sudeste 13,4 23,0 14,0 47,2
Sul 26,4 22,4 12,0 37,5
Centro-Oeste 22,8 15,2 14,1 46,2

Fonte: Pesquisa nacional por amostra de domicílios 1999 [CD-ROM]. Microdados. Rio de Janeiro: IBGE, 2000.

(1) Exclusive a população rural de Rondônia, Acre, Amazonas, Roraima, Pará e Amapá.

(2) Exclusive a população rural.

* O ramo da industria inclui: Indústria de transformação; Industria da construção e outras atividades industriais.

** O ramo de serviços inclui as seguintes atividades: Prestação de serviços; Serviços sociais; Administração pública e outras atividades.

 

Pessoas ocupadas de 10 anos ou mais de idade por anos de estudo - 1999
Brasil e Grandes Regiões até 3 anos 4 a 7 anos 8 a 10 anos 11 anos ou mais
Brasil (1) 28,7 30,9 14,9 24,9
Norte (2) 28,9 28,2 16,3 26,0
Nordeste 49,7 24,6 9,0 16,3
Sudeste 19,1 31,9 17,9 30,7
Sul 18,5 38,5 16,8 24,9
Centro-Oeste 25,5 33,5 15,8 24,7

Fonte: Pesquisa nacional por amostra de domicílios 1999 [CD-ROM]. Microdados. Rio de Janeiro: IBGE, 2000.

(1) Exclusive a população rural de Rondônia, Acre, Amazonas, Roraima, Pará e Amapá.

(2) Exclusive a população rural.

 

Educação e Condições de Vida

Brasil e Grandes Regiões Taxa de analfabetismo das pessoas de 15 anos ou mais de idade Taxa de escolarização das crianças de 7 a 14 anos de idade
Total Homens Mulheres Total Homens Mulheres
Brasil (1) 13,3 13,3 13,3 95,7 95,3 96,1
Norte (2) 11,6 11,7 11,5 95,5 95,3 95,7
Nordeste 26,6 28,7 24,6 94,1 93,2 95,0
Sudeste 7,8 6,8 8,7 96,7 96,6 96,9
Sul 7,8 7,1 8,4 96,5 96,7 96,3
Centro-Oeste 10,8 10,5 11,0 96,0 95,6 96,4

Fonte: Pesquisa nacional por amostra de domicílios 1999 [CD-ROM]. Microdados. Rio de Janeiro: IBGE, 2000.

(1) Exclusive a população rural de Rondônia, Acre, Amazonas, Roraima, Pará e Amapá.

(2) Exclusive a população rural.

Média de anos de estudo das pessoas de 10 anos ou mais de idade por sexo e cor - 1999
Brasil e Grandes Regiões Média de anos de estudo
Total Homens Mulheres Brancos Preta e Parda
Brasil (1) 5,7 5,6 5,9 6,6 4,6
Norte (2) 5,7 5,5 5,9 6,7 5,4
Nordeste 4,3 4,0 4,7 5,3 3,9
Sudeste 6,5 6,4 6,5 7,1 5,2
Sul 6,2 6,2 6,3 6,5 4,7
Centro-Oeste 5,9 5,7 6,2 6,8 5,3

Fonte: Pesquisa nacional por amostra de domicílios 1999 [CD-ROM]. Microdados. Rio de Janeiro: IBGE, 2000.

(1) Exclusive a população rural de Rondônia, Acre, Amazonas, Roraima, Pará e Amapá.

(2) Exclusive a população rural.

 

Unidade domiciliar - 1999
Brasil e Grandes Regiões Número médio de pessoas p/ família Número médio de pessoas p/ dormitório Famílias com chefes
Homens Mulheres
Brasil (1) 3,4 1,9 74,0 26,0
Norte (2) 3,9 2,1 70,5 29,5
Nordeste 3,7 2,0 73,4 26,6
Sudeste 3,3 1,9 73,3 26,7
Sul 3,3 1,8 77,6 22,4
Centro-Oeste 3,4 1,8 74,4 25,6

Fonte: Pesquisa nacional por amostra de domicílios 1999 [CD-ROM]. Microdados. Rio de Janeiro: IBGE, 2000.

(1) Exclusive a população rural de Rondônia, Acre, Amazonas, Roraima, Pará e Amapá.

(2) Exclusive a população rural.

 

Famílias por classes de rendimento médio mensal familiar - 1999
Brasil e Grandes Regiões Até 2 Mais de 2 a 5 Mais de 5 a 10 Mais de 10 a 20 Mais de 20 Sem** Rendimento
Brasil (1) 27,6 32,2 18,6 9,9 5,9 3,5
Norte (2) 29,2 34,9 17 8,6 4,3 5,4
Nordeste 47,5 29,7 9,2 4,4 2,7 4,2
Sudeste 17,7 32,2 23,5 13 7,8 3,1
Sul 22,2 34,5 21,7 11,3 6,4 2,6
Centro-Oeste 26,7 35 17,9 9,2 6,5 3,4

Fonte: Pesquisa nacional por amostra de domicílios 1999 [CD-ROM]. Microdados. Rio de Janeiro: IBGE, 2000.

* Em classes de salário mínimo. Valor do Salário Mínimo em Setembro de 1999: R$ 136,00.

** Exclusive os sem declaração de renda.

 

Domicílios por condição de saneamento e luz elétrica (%) - 1999
Brasil e Grandes Regiões Água canalizada e rede geral de distribuição Esgoto e Fossa Séptica Lixo Coletado Luz Elétrica
Brasil (1) 76,1 52,8 79,9 94,8
Norte (2) 61,1 14,8 81,4 97,8
Nordeste 58,7 22,6 59,7 85,8
Sudeste 87,5 79,6 90,1 98,6
Sul 79,5 44,6 83,3 98,0
Centro-Oeste 70,4 34,7 82,1 95,0

Fonte: Pesquisa nacional por amostra de domicílios 1999 [CD-ROM]. Microdados. Rio de Janeiro: IBGE, 2000.

(1) Exclusive a população rural de Rondônia, Acre, Amazonas, Roraima, Pará e Amapá.

(2) Exclusive a população rural.

 

Domicílios por condição de saneamento segundo a cor da pessoa de referência (%) - 1999
Brasil e Grandes Regiões Água canalizada e rede geral de distribuição Esgoto e Fossa Séptica
Branca Preta e Parda Branca Preta e Parda
Brasil (1) 82,8 67,2 62,7 39,6
Norte (2) 68,6 57,5 19,2 12,7
Nordeste 66,7 55,1 28,7 19,8
Sudeste 90,0 82,5 83,9 71,0
Sul 79,8 77,3 46,4 34,0
Centro-Oeste 75,2 66,4 38,7 31,3

Fonte: Pesquisa nacional por amostra de domicílios 1999 [CD-ROM]. Microdados. Rio de Janeiro: IBGE, 2000.

(1) Exclusive a população rural de Rondônia, Acre, Amazonas, Roraima, Pará e Amapá.

(2) Exclusive a população rural.

O que é

A Comissão de Estatística das Nações Unidas, na sessão de 29 de fevereiro de 1997, aprovou a adoção de um conjunto de indicadores sociais para compor uma base de dados nacionais mínima (MNSDS). O MNSDS tem como um de seus objetivos permitir o acompanhamento estatístico dos programas nacionais de cunho social, recomendados pelas diversas conferências internacionais promovidas pelas Nações Unidas nos últimos quatro anos, a saber: conferências sobre população e desenvolvimento (Cairo, 1994), sobre desenvolvimento social (Copenhagen, 1995), sobre a mulher (Beijing, 1995) e sobre assentamentos humanos (Cairo, 1996). O conjunto de indicadores sociais compreende dados gerais sobre distribuição da população por sexo, idade, cor ou raça, sobre população e desenvolvimento, pobreza, emprego e desemprego, educação e condições de vida, temas identificados pelo Expert Group on Statistical Implications of Recent Major United Nations Conference como prioritários na agenda das conferências internacionais. O MNSDS resultou de uma ampla consulta técnica a inúmeros países e organismos internacionais. Tem como algumas de suas principais recomendação a de se utilizar tão-somente dados provenientes de fontes estatísticas regulares e confiáveis e a de desagregar os dados por gênero e outros grupos específicos observando sempre, entretanto, as peculiaridades e prioridades nacionais.

Seguindo as recomendações da Comissão de Estatística das Nações Unidas, o IBGE apresenta nesta página um sistema mínimo de indicadores sociais (ISM) com informações atualizadas sobre os aspectos demográficos, anticoncepção, distribuição da população por cor ou raça; informações atualizadas sobre trabalho e rendimento, educação e condições de vida. Na elaboração do sistema foram consideradas as peculiaridades nacionais e a disponibilidade de dados. Estes estão desagregados por região geográfica, visto que o tamanho e a heterogeneidade do país reduzem a representatividade das médias nacionais, e desagregados, também, em alguns casos, por sexo e cor. Os dados são provenientes de pesquisas do IBGE, censitárias (Censo Demográfico e Contagem da População) e por amostra (Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios, PNAD) e complementados por outras fontes nacionais.

Informações técnicas

Comentários

Aspectos Demográficos

Taxa média geométrica de crescimento anual da população. A taxa média de crescimento da população vem mostrando uma tendência regular ao declínio desde a década de 60 (em 1960 a taxa foi de 2,89%, em 1970 foi de 2,48%, caindo para 1,93% em 1980). No último período censitário (1991 a 1996) chegou a 1,38%.

(Contagem da População, 1996. Rio de Janeiro:IBGE, 1997.v.1:Resultados relativos a Sexo da População e Situação da Unidade Domiciliar.p.19, tabela 3)

Taxa de urbanização. Nos anos 60, o Brasil ainda era um país agrícola, com uma taxa de urbanização de apenas 44,7%. Em 1980, 67,6% do total da população já vivia em cidades. Entre 1991 e 1996, houve um acréscimo de 12,1 milhões de habitantes urbanos, o que se reflete na elevada taxa de urbanização (78,4%).

(Contagem da População, 1996. Rio de Janeiro:IBGE, 1997.v.1:Resultados relativos a Sexo da População e Situação da Unidade Domiciliar.p.23, tabela 6)

Razão de Sexo. Os resultados apresentados pela Contagem da População de 1996 indicam a manutenção da tendência histórica de predominância feminina na composição por sexo da população brasileira. Em 1980 e 1991, as razões de sexo eram, respectivamente, 98,74 e 97,50.

(Contagem da População, 1996. Rio de Janeiro:IBGE, 1997.v.1:Resultados relativos a Sexo da População e Situação da Unidade Domiciliar.p.27, tabela 9).

Razão de Dependência. No últimos 5 anos, a razão de dependência caiu de 65,43 ( 1991), para 58,69 (1996). Em 1980 era 73,18. Nesse período, o principal fator responsável pela diminuição da Razão de Dependência foi a queda da taxa de fecundidade que provocou o estreitamento da base da pirâmide etária.

(Contagem da População, 1996. Rio de Janeiro:IBGE, 1997.v.1:Resultados relativos a Sexo da População e Situação da Unidade Domiciliar.p.30, tabela 12).

Esperança de vida ao nascer. Entre 1940 e 1990, a esperança de vida ao nascer aumentou de 41,5 para 67,7 anos de idade, ou seja, uma média de mais de 5 anos por década (IBGE, Censos Demográficos). Os maiores ganhos de esperança de vida ocorreram na década de 80, quando aumentou de 53,5 anos de idade em 1970 para 61,8 anos de idade em 1980.(Indicadores sociais: uma análise da década de 1980. Rio de Jnaeiro:IBGE, 1995.p33, quadro 4).

 

Trabalho e Rendimento

Taxa de atividade. Nos anos de 1992, 1993 e 1995 a taxa de atividade foi de 61,5%; 61,1% e 61,3%, respectivamente.

(Pesquisa nacional por amostra de domicílios :síntese de indicadores 1993. rio de janeiro:IBGE, 1996.p.29(tabela 4.1.2);Pesquisa nacional por amostra de domicílios:síntese de indicadores 1995. Rio de Janeiro:IBGE, 1996.p.32,tabela 4.1.2).

Taxa de desocupação. Os valores da taxa de desocupação para os anos de 1992, 1993, 1995, 1996 foram, respectivamente, de 6,5%; 6,2%; 6,1% e 6,9%.

(Pesquisa nacional por amostra de domicílios :síntese de indicadores 1993. rio de janeiro:IBGE, 1996.p.29(tabela 4.1.2);Pesquisa nacional por amostra de domicílios:síntese de indicadores 1995. Rio de Janeiro:IBGE, 1996.p.32,tabela 4.1.2;Pesquisa nacional por amostra de domicílios:síntese 1996.Rio de janeiro:IBGE,1997.p.68,tabela 4.1.2).

Indice de Gini. No período de dez anos, de 1986 a 1996, o índice de Gini variou de 0,647, em 1989, a 0,590 em 1996. Nos últimos três anos, 1993, 1994 e 1996, o índice apresentou uma tendência regular de queda: 0,603; 0,592 e 0,590, respectivamente.

(Pesquisa nacional por amostra de domicílios: síntese de indicadores 1996. Rio de Janeiro:IBGE, 1997.p.122,tabela 7.1.11).

 

Educação e Condições de Vida

Taxa de analfabetismo. Entre 1986 e 1997 a taxa de analfabetismo da população de 15 anos e mais de idade passou de 20,0% para 14,7%. Os valores para os anos de 1987, 1988, 1989, 1990, 1991, 1992, 1993 e 1995 foram, respectivamente, 20,0%; 17,0%; 19,7%; 19,0%; 19,0%; 18,3%; 16,3% e 15,5%.

(IBGE, Censo Demográfico 1991 e Pesquisa nacional por amostra de domicílios 1986-1990, 1992-1993, 1995, dados não publicados).

Famílias por Sexo do Chefe (ou pessoa de referência). Desde a década de 80 vem crescendo de maneira regular a proporção de domicílios com chefes mulheres. Em 1981 e 1985, esta proporção era , respectivamente, de 16,9% e 18,2% ; em 1990 e 1995, era de 20,3% e 22,9%.

(Pesquisa Nacional por Amostra de domicílio: síntese de indicadores 1981-1989.Rio de Janeiro:IBGE, 1990.p.53 (tabela 4.3); Pesquisa nacional por amostra de domicílios: síntese de indicadores 1990. Rio de Janeiro:IBGE, 1993.p.63 (tabela 4.2); Pesquisa nacional por amostra de domicílios: síntese de indicadores 1995. Rio de Janeiro:IBGE, 1996.p.54 tabela 5.1.2).

Domicílios por condição de saneamento e luz elétrica. A proporção de domicílios particulares permanentes atendidos pelos serviços de saneamento básico, coleta de lixo e iluminação elétrica, em 1981, 1985 e 1990, é a seguinte:

Água canalizada . No início da década de 80, em 1981 e 1985, a proporção de domicílios com acesso ao abastecimento de água pela rede era, respectivamente, de 60,1% e de 67,9%, e em 1990 esta proporção era de 73,4%.

(Pesquisa Nacional por Amostra de domicílio: síntese de indicadores 1981-1989.Rio de Janeiro:IBGE, 1990.p.60 (tabela 5.3); Pesquisa nacional por amostra de domicílios: síntese de indicadores 1990. Rio de Janeiro:IBGE, 1993.p.72 (tabela 5.2); Pesquisa nacional por amostra de domicílios: síntese de indicadores 1995. Rio de Janeiro:IBGE, 1996.p.61 tabela 6.1.2).

Lixo coletado. Em 1981 49,2% do total de domicílios particulares permanentes tinham lixo coletado; em 1990, esta proporção era de 64,5%.

(Pesquisa Nacional por Amostra de domicílio: síntese de indicadores 1981-1989.Rio de Janeiro:IBGE, 1990.p.60 (tabela 5.3); Pesquisa nacional por amostra de domicílios: síntese de indicadores 1990. Rio de Janeiro:IBGE, 1993.p.72 (tabela 5.2); Pesquisa nacional por amostra de domicílios: síntese de indicadores 1995. Rio de Janeiro:IBGE, 1996.p.61 tabela 6.1.2).

Iluminação elétrica. Entre 1981 e 1990 a proporção de domicílios com iluminação elétrica aumentou de 74,9% para 87,8%.

(Pesquisa Nacional por Amostra de domicílio: síntese de indicadores 1981-1989.Rio de Janeiro:IBGE, 1990.p.60 (tabela 5.3); Pesquisa nacional por amostra de domicílios: síntese de indicadores 1990. Rio de Janeiro:IBGE, 1993.p.72 tabela 5.2).

Conceitos

Taxa média geométrica de crescimento anual da população - incremento médio anual da população, medido pela expressão ifórmulasendo P(t+n) e P(t) populações correspondentes a duas datas sucessivas, e n o intervalo de tempo entre essas datas, medido em ano e fração de ano.

Taxa de urbanização - percentagem da população da área urbana em relação à população total.

Razão de Sexo - razão entre o número de homens e o número de mulheres em uma população.

Razão de Dependência - peso da população considerada inativa ( 0 a 14 anos e 65 anos e mais de idade) sobre a população potencialmente ativa (15 a 64 anos de idade).

Taxa de fecundidade total - número médio de filhos que teria uma mulher de uma coorte hipotética ( 15 e 49 anos de idade) ao final de seu período reprodutivo.

Esperança de vida ao nascer - número médio de anos que um recém-nascido esperaria viver se estivesse sujeito a uma lei de mortalidade.

Taxa de mortalidade infantil - freqüência com que ocorrem os óbitos infantis (menores de um ano) em uma população, em relação ao número de nascidos vivos em determinado ano civil. Expressa-se para cada mil crianças nascidas vivas.

Taxa de mortalidade de menores de 5 anos - freqüência com que ocorrem os óbitos de crianças antes de completar 5 anos de idade em uma população, em relação ao número de nascidos vivos em determinado ano civil. Expressa-se para cada mil crianças nascidas vivas.

Anos de estudo - período estabelecido em função da série e do grau mais elevado alcançado pela pessoa, considerando a última série concluída com aprovação (Censo Demográfico, PNAD, 1991,1992,1993 e 1995).

Família - conjunto de pessoas ligadas por laços de parentesco, dependência doméstica ou normas de convivência, residente na mesma unidade domiciliar, ou pessoa que mora só em uma unidade domiciliar. Entende-se por dependência doméstica a relação estabelecida entre a pessoa de referência e os empregados domésticos e agregados da família, e por normas de convivência as regras estabelecidas para o convívio de pessoas que moram juntas, sem estarem ligadas por laços de parentesco ou dependência doméstica. Consideram-se como famílias conviventes as constituídas de, no mínimo, duas pessoas cada uma, que residam na mesma unidade domiciliar (domicílio particular ou unidade de habitação em domicílio coletivo) (PNAD 1992, 1993, 1995, 1996).

Rendimento mensal - soma do rendimento mensal de trabalho com o rendimento proveniente de outras fontes (PNAD, 1990,1992,1993,1995).

Rendimento mensal familiar - Soma dos rendimentos mensais dos componentes da familia, exclusive os das pessoas cuja condição na familia fosse pensionista, empregado doméstico ou parente do empregado doméstico.

Cor ou Raça - característica declarada pelas pessoas de acordo com as seguintes opções: branca, preta, amarela, parda ou indígena.

Indice de Gini - medida do grau de concentração de uma distribuição, cujo valor varia de zero (perfeita igualdade) até um (a desigualdade máxima).

Nota. Os dados na tabela se referem à distribuição do rendimento mensal das pessoas de 10 anos ou mais de idade, com rendimento.

Trabalho - exercício de: a) ocupação remunerada em dinheiro, produtos, mercadorias ou em benefícios, como moradia, alimentação, roupas etc., na produção de bens e serviços; b) ocupação remunerada em dinheiro ou benefícios, como moradia, alimentação, roupas etc., no serviço doméstico; c) ocupação sem remuneração na produção de bens e serviços, exercida durante pelo menos uma hora na semana: em ajuda a membro da unidade domiciliar que tem trabalho como empregado na produção de bens primários (atividades da agricultura, silvicultura, pecuária, extração vegetal ou mineral, caça, pesca e piscicultura), conta-própria ou empregador; em ajuda a instituição religiosa, beneficente ou de cooperativismo; ou como aprendiz ou estagiário; d) ocupação exercida durante pelo menos uma hora na semana: na produção de bens do ramo que compreende as atividades da agricultura, silvicultura, pecuária, extração vegetal, pesca e piscicultura, destinados à própria alimentação de pelo menos um membro da unidade domiciliar; ou na construção de edificações, estradas privativas, poços e outras benfeitorias, exceto as obras destinadas unicamente à reforma, para o próprio uso de pelo menos um membro da unidade domiciliar. (PNAD 1992, 1993, 1995, 1996) Este conceito é mais abrangente que o adotado até 1990 na PNAD. Até 1990, o conceito de trabalho não abrangia o trabalho não remunerado exercido durante menos de 15 horas na semana nem o trabalho na produção para o próprio consumo e na construção para o próprio uso.

População Economicamente Ativa (PEA) - É composta pelas pessoas de 10 a 65 anos de idade que foram classificadas como ocupadas ou desocupadas na semana de referência da pesquisa.

Taxa de atividade - percentagem das pessoas economicamente ativas, em relação às pessoas de 10 ou mais anos de idade.

Taxa de desocupação (ou desemprego aberto) - percentagem das pessoas desocupadas, em relação às pessoas economicamente ativas.

Empregado - pessoa que trabalha para empregador, cumprindo jornada de trabalho e recebendo remuneração em dinheiro, mercadorias, produtos ou somente em benefícios (moradia, alimentação, roupas, etc), inclusive a que presta serviço militar obrigatório, sacerdote, ministro de igreja, pastor, rabino, frade, freira e outros clérigos (PNAD 1992, 1993, 1995, 1996).

Trabalhador doméstico - pessoa que trabalha prestando serviço doméstico remunerado em dinheiro ou benefícios, em uma ou mais unidades domiciliares. (PNAD 1992, 1993, 1995, 1996).

Conta-própria - pessoa que trabalha em seu próprio empreendimento, explorando uma atividade econômica sem ter empregados, individualmente ou com sócio, com auxílio ou não de trabalhador não-remunerado (PNAD 1992, 1993, 1995, 1996).

Empregador - pessoa que trabalha em seu próprio empreendimento, explorando uma atividade econômica, com pelo menos um empregado (PNAD 1992, 1993, 1995, 1996).

Não-remunerado - pessoa que trabalha sem remuneração, pelo menos uma hora na semana, em ajuda a membro da unidade domiciliar que é conta-própria ou empregador em qualquer atividade, ou empregado em atividade da agricultura, silvicultura, pecuária, extração vegetal ou mineral, caça, pesca e piscicultura; em ajuda a instituição religiosa, beneficente ou de cooperativismo; ou como aprendiz ou estagiário. (PNAD 1992,1993,1995, 1996).

Trabalhador na construção para o próprio uso - pessoa que trabalha pelo menos uma hora na semana na construção de edificações, estradas privativas, poços e outras benfeitorias, exceto as obras destinadas unicamente às reformas, para o próprio uso de pelo menos um membro da unidade domiciliar. (PNAD 1992, 1993, 1995, 1996).

Trabalhador na produção para o próprio consumo - pessoa que trabalha pelo menos uma hora na semana na produção de bens do ramo que compreende as atividades da agricultura, silvicultura, pecuária, extração vegetal, pesca e piscicultura, para a própria alimentação de pelo menos um membro da unidade domiciliar. (PNAD 1992, 1993, 1995, 1996).

Taxa de analfabetismo - percentagem das pessoas analfabetas(*) de um grupo etário, em relação ao total de pessoas do mesmo grupo etário.

(*) Analfabeta - pessoa que não sabe ler e escrever um bilhete simples no idioma que conhece.

Taxa de escolarização - percentagem dos estudantes de um grupo etário em relação ao total de pessoas do mesmo grupo etário.

Domicílio com água tratada - domicílio particular permanente servido por água canalizada proveniente de rede geral de abastecimento, com distribuição interna para um ou mais cômodos. (PNAD 1992, 1993, 1995, 1996).

Domicílio com esgoto ligado a rede coletora (ou fossa séptica) - domicílio particular permanente em que o escoadouro do banheiro ou sanitário de uso dos seus moradores é ligado à rede coletora ou à fossa séptica.

rede coletora - quando a canalização das águas servidas ou dos dejetos é ligada a um sistema de coleta que os conduz para o desaguadouro geral da área, região ou município, mesmo que o sistema não tenha estação de tratamento da matéria esgotada; fossa séptica - quando as águas servidas e os dejetos são esgotados para uma fossa, onde passam por um tratamento ou decantação, sendo a parte líquida absovida no próprio terreno ou canalizada para um desaguadouro geral da área, região ou município. (PNAD 1992, 1993, 1995, 1996).

Domicílio particular - moradia de uma pessoa ou de um grupo de pessoas, onde o relacionamento é ditado por laços de parentesco, dependência doméstica ou normas de convivência. O domicílio particular é classificado como permanente quando localizado em unidade que se destina a servir de moradia (casa, apartamento e cômodo) (PNAD 1992, 1993, 1995, 1996).