O IBGE, por intermédio da PNAD e do Censo Demográfico, produz estatísticas sobre os serviços urbanos: esgoto, abastecimento de água, luz elétrica e coleta de lixo.
Os resultados das pesquisas sobre este conjunto de serviços urbanos permitem avaliar as condições de vida de uma população.
Veja, abaixo, algumas informações sobre as condições de vida do brasileiro e quanto melhoraram nos primeiros anos do século XXI, ainda que permaneçam as desigualdades entre as cinco Grandes Regiões.
No período de 1991 a 2000 houve um aumento da proporção de domicílios ligados à rede geral de água em todas as Grandes Regiões. Esse aumento, entretanto, foi muito maior no Nordeste do que nas outras regiões (de .53 para .66).
Apesar da melhoria do Nordeste no período considerado, o Sudeste e o Sul ainda apresentam as maiores proporções de domicílios ligados à rede geral de abastecimento de água. E, se forem considerados apenas os domicílios urbanos, essas proporções são ainda maiores.
Confira nos gráficos.
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Uma comparação entre 1991 e 2000 revela a ampliação do serviço de esgoto: a proporção de domicílios no país ligados à rede coletora de esgoto era de .52 em 1991 e de .62 em 2000.
Entre as cinco Grandes Regiões é a Região Sudeste que apresenta melhores condições: a proporção de domicílios ligados à rede geral de esgoto ou fossa séptica é maior do que o das outras regiões mesmo quando considerados apenas os domicílios urbanos.
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Lixo coletado
A coleta de lixo aumentou no período entre os censos em todas as regiões, chegando em 2000 a uma ampla cobertura no Sudeste, no Sul e no Centro-Oeste. Nas áreas urbanas, estas regiões alcançam patamares ainda mais altos.
O Norte urbano apresentou a menor proporção de domicílios com coleta de lixo em 2000, revelando a presença de diferenças regionais.
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Iluminação elétrica
Entre 1990 e 2001, a percentagem de domicílios com iluminação elétrica no país aumentou de 87,8% para 96%. Em 2003, este percentual chegou a 97%.
Compare no gráfico abaixo a evolução, em dez anos, desse serviço nas diferentes regiões do Brasil.

Consumo de bens duráveis
O padrão de vida da população melhorou, principalmente se medido pela existência de TV e geladeira, itens mais freqüentemente encontrados nas residências dos brasileiros.
A partir de 2001, a Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios (PNAD) passou a levantar a existência de microcomputador nas residências, apurando um total de 12,6% de domicílios com esse equipamento. Desde então verificamos, através da PNAD, que esse número não pára de aumentar. De 2002 para 2003 o crescimento da proporção de residências com microcomputador aumentou 11%, um percentual bem acima da média dos outros bens.
A presença da máquina de lavar roupa também apresentou um crescimento surpreendente na década de 90: 40%. A tendência de crescimento se mantém, conforme podemos ver no quadro e no gráfico abaixo.
| Crescimento do consumo de bens duráveis entre 1992 e 2001 |
| Fogão = aumento percentual de 2,95 |
| Filtro de água = aumento percentual de –7,54 |
| Geladeira = aumento percentual de 19,02 |
| Freezer = aumento percentual de 52,85 |
| Máquina de lavar roupa = aumento percentual de 40,42 |
| Rádio = aumento percentual de 3,65 |
| TV = aumento percentual de 20,43 |
