A inclusão ou permanência de crianças e adolescentes na escola pode ser impedida ou dificultada pelo seu envolvimento em atividade econômica. Isto foi o que comprovou a Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios 2001 - Trabalho Infantil (PNAD), realizada pelo IBGE, que pesquisou 378.837 pessoas e 126.858 domicílios distribuídos por todos os estados brasileiros.
De acordo com o estudo, as crianças e adolescentes ocupados apresentaram um nível de
escolarização menor do que aqueles que não trabalhavam. A taxa de escolarização dos
ocupados ficou em 80,3% e alcançou 91,1% entre os que não trabalhavam. O distanciamento
entre estas duas taxas foi constatado em todas as regiões e Unidades da Federação.

De 1992 para 2001, o nível de ocupação das crianças e adolescentes passou de 3,7% para 1,8% no grupo de 5 a 9 anos de idade, de 20,4% para 11,6% no de 10 a 14 anos de idade e de 47,0% para 31,5% no de 15 a 17 anos de idade. A queda ocorreu em todas as regiões.
Em 2001, as regiões Nordeste e Sul continuaram apresentando percentuais mais elevados de crianças e adolescentes ocupados. O percentual de ocupados no grupo etário de 15 a 17 anos foi maior no Sul e nos de 5 a 9 anos e de 10 a 14 anos, no Nordeste.
As Unidades da Federação que apresentaram os mais baixos níveis de ocupação da população de 5 a 17 anos de idade foram o Distrito Federal (4,5%) e o Rio de Janeiro (4,8%).
Nas tabelas a seguir você confere a relação entre trabalho e estudo na vida dos
brasileiros de 5 a 17 anos. Além de entender quais são os principais motivos que levam
nossas crianças e adolescentes a não freqüentarem a escola:

