A formação da camada de ozônio, há 400 milhões de anos, foi crucial para o desenvolvimento da vida na Terra. Situada na estratosfera, entre 20 e 35 quilômetros de altitude, essa camada tem cerca de 15 quilômetros de espessura e funciona como uma espécie de escudo do planeta, impedindo a passagem de parte da radiação ultravioleta emitida pelo Sol.
A camada de ozônio tem como principal ameaça o clorofluorcarbono (CFC). Este gás, encontrado principalmente em aerossóis, destrói as moléculas de ozônio. Sem a proteção da camada, diminui a capacidade de fotossíntese nas plantas e aumenta o risco de desenvolvimento de doenças, como o câncer de pele.
As campanhas para a redução ao máximo do gás CFC deram resultado mas, apesar disto, o buraco na camada de ozônio continua a aumentar. Em setembro de 2000, o buraco sobre a região da Antártica atingiu, segundo a NASA - a agência espacial norte-americana - um tamanho recorde: 28,5 milhões de quilômetros quadrados, o triplo da extensão territorial dos Estados Unidos.
Alguns países continuam emitindo CFC em grandes quantidades. Os Estados Unidos são o maior produtor desse gás no mundo, apesar de saberem quão prejudicial é manter seu uso. Felizmente, o Brasil só utiliza CFC em 5% dos seus aerossóis. O gás é substituído por uma mistura de outros gases: butano e propano - muito mais barata e menos perigosa à natureza.