Nascida em 11 de agosto de 1194, em Assis, Portugal, Clara de Favarone
era filha de Ortolana de Fiumi e Faverone Offreduccio de Bernardino. A
família era desconhecida, mas descendia de cavaleiros nobres da cidade.
Da mãe, recebe uma sólida educação religiosa e do pai, herda a personalidade forte. Era admirada pelos belos olhos e longos cabelos dourados.
Da vida religiosa, ouvira falar do Frei Francisco de Assis por intermédio do primo Rufino. Suas idéias e a maneira que escolheu para viver a encantavam. Ela escutava suas pregações e desejava vivenciar a mesma experiência.
Depois de ouvir um de seus sermões na Igreja de São Jorge, em Assis, ela o procura aos 18 anos. Ele lhe fala sobre o desprezo do mundo e o amor a Deus, fortalecendo o desejo de abandonar a vida mundana, viver a mesma vida que ele, e fazer, sobretudo, o mesmo voto de pobreza.
Em 19 de março de 1212, assistiu à missa matinal ao lado dos pais como todos os dias e, à noite, fugiu pela saída dos fundos do castelo onde morava.
Saiu da cidade e percorreu cerca de 5km até chegar à Porciúncula onde era esperada por Francisco. Abandonou as roupas elegantes, cortou o cabelo e recebeu uma túnica de aniagem amarrada com uma corda e um par de tamancos de madeira.
Com o novo hábito, fez votos de pobreza, obediência e castidade. Logo depois, mudou-se para o convento de São Damião porque o mosteiro de Francisco não aceitava mulheres.
Designada abadessa (superiora) por Francisco, em 1215, ela nunca deixou os muros do convento de São Damião, dirigido por ela durante 40 anos.
Em 1253, após uma longa enfermidade, ela faleceu aos 60 anos, sendo canonizada em 1255 pelo papa Alexandre IV.
A lenda que explica ela ter se tornado a padroeira da televisão data de um ano antes de sua morte. Clara teria tido uma visão que foi considerada o "primeiro programa de TV" da história.
Era noite de Natal de 1252, e como ela estava muito doente não pôde acompanhar as irmãs nas celebrações pela data. Ao retornarem, Clara descreveu detalhadamente o que ocorrera na missa, como se estivesse presente. Reza a lenda que ela viu e ouviu tudo como se tivesse um televisor no quarto.
A Carta Apostólica que nomeia Clara como a padroeira da televisão cita a lenda e justifica o título com a frase "para que essa invenção (a TV) seja protegida por uma direção divina, para evitar males e promover seu uso correto".