A sigla AIDS vem do inglês Acquired Immuno-Deficiency Syndrome e denomina a Síndrome de Imunodeficiência Adquirida, uma doença contagiosa, grave, que já atinge mais de 20 milhões de pessoas em todo o mundo e ainda não tem cura.
A AIDS é transmitida por via sexual ou sangüínea. É provocada pelo vírus HIV (Human Immuno-Deficiency Virus) que ataca e destrói as células de defesa do organismo (linfócitos), deixando a pessoa vulnerável a qualquer tipo de doença ou infecção.
Desde 1980, quando surgiu o primeiro caso de AIDS no Brasil, foram registrados 362.364 casos no país até 2004, sendo que no período a maior incidência da doença foi entre os homens na faixa etária de 13 a 49 anos. Porém, a partir de 2003 constatou-se uma tendência à estabilização do número de homens com AIDS. E, ao contrário, observou-se uma aumento da incidência da doença entre as mulheres.
O quadros abaixo mostram a situação da AIDS nas regiões brasileiras e entre os adolescentes:
O que o governo está fazendo...
Você sabia que o Brasil é um dos primeiros países a adotar políticas de saúde para melhorar o atendimento aos portadores do vírus, sendo uma delas a distribuição gratuita dos medicamentos usados no tratamento? Atualmente, são distribuídos 15 remédios diferentes na rede pública de saúde, sendo oito produzidos aqui, para cerca de 120 mil pacientes.
Estas e outras informações são divulgadas pela Coordenação de Doenças Sexualmente Transmissíveis e AIDS do governo federal, criada para orientar políticas e estratégias para promoção da saúde. Segundo a coordenação, o atendimento gratuito aos portadores de HIV manteve a expectativa de vida dos brasileiros em 70 anos, no mesmo nível anterior à epidemia de AIDS.
No Rio de Janeiro e em São Paulo, cidades que concentram mais de 30% de casos de AIDS no país, a redução das taxas de óbito é evidente após o uso dos medicamentos distribuídos gratuitamente.