Dizem que todo encontro traz em si a possibilidade da separação. E que daí viria certo sentimento de tristeza ou melancolia experimentada pelos enamorados, quando estão juntos.
Quem já não se deparou ou se viu nessa cena? O casalzinho sentado de mãos dadas, cabisbaixos, tristes de amor: tristes de uma possível saudade. Seria, assim, uma forma de saudade antecipada. Que, talvez, jamais venha, mas está ali, entre os dois, como algo que pode ser, pode acontecer, pode vir.
A saudade, enfim, faz parte do nosso dia-a-dia, sem nem nos darmos conta. Terminais rodoviários, aeroportos, estações de trem e mesmo e-mails enviados pela rede internet no mundo inteiro são ambientes onde a saudade, em alguns casos, também se manifesta.
E a pergunta se repete: quem tem medo da saudade? A saudade é sempre saudade de coisas boas que vivemos ou vimos, ninguém sente saudade de tragédia, não é, mesmo?
E como no encontro, a possibilidade da separação é presente, da mesma forma, na saudade, a possibilidade do encontro nos rodeia.
Nada de temores, então. Se tiver que sentir alguma coisa sobre o que se viu e viveu, que seja saudade.