O educador Gilberto Freyre, em excelente artigo sobre saudade, faz, digamos assim, uma espécie de elogio a esse sentimento tão cantado em prosa e verso pela literatura universal. Ele mesmo cita Camões para explicar o porquê de ser um simpatizante da saudade.
De acordo com ele, a saudade do passado, aliada à fé no futuro, podem se completar de maneira brilhante, para erguer ou reerguer os valores de um povo ou nação.
E afirma: "A saudade do Brasil fez com que José Bonifácio renunciasse às vantagens que lhe eram oferecidas pela Europa e viesse ser, em sua terra (...) o campeão da independência nacional e o primeiro organizador do futuro do Brasil. (...) A saudade do Brasil fez com que Gonçalves Dias escrevesse no exílio os, há mais de um século, popularíssimos versos "Minha terra tem palmeiras".
Os homens criativos, portanto, têm encontrado na saudade do passado - individual ou coletivo -, os estímulos necessários para as inovações de que precisam para o futuro.
Um viva aos nossos grandes e saudosos conterrâneos!