Na Grécia antiga, a natação era um esporte muito valorizado. O filósofo Platão já dizia que quem não sabia nadar não era educado. Em Roma, quem não nadava também não era visto com bons olhos, e o esporte era incluído no treinamento dos soldados do império.
Porém, a história da natação dá um salto (ou seria uma boa braçada?) a partir do século XIX, em Londres, quando as primeiras provas começaram a ser realizadas. A partir daí, competidores internacionais passaram a participar, com destaque para os norte-americanos, que ganhavam todas.
Também foram criados novos estilos, e os antigos se aprimoraram. Inclusive, o nado "crawl" começou a ser elaborado nessa época. Para quem não sabe, o estilo "crawl" é aquele em que os braços são elevados para a frente, alternadamente. Curiosamente, foram os nativos da América do Sul que inspiraram o inglês Arthur Trudgen a aperfeiçoar o estilo, em 1893.
Também foram os indígenas, desta vez australianos, que mudaram o movimento das pernas. Em vez de horizontais, passaram a ser verticais em relação à água, nascendo assim o estilo "crawl australiano". Uma versão americana foi criada em seguida, e o nado "crawl" (também conhecido como "nado livre") faz parte das competições até hoje.
Foi por esta época que ocorreram os I Jogos Olímpicos da Era Moderna em Atenas, mais precisamente em 1896. A natação não ficou de fora, com a prova dos 100 metros - nado livre. Nas Olimpíadas seguintes, foi introduzida a prova de 400 metros - nado livre, e depois as de 1.500m e revezamento 4 x 100m.
O nado de costas só entrou para as competições em 1908, na versão de 100m, assim como o peito, com 200m. Em 1956, acrescentou-se o nado de borboleta e, em 1960, o revezamento 4 x 100m, alternando os quatro estilos.