A tradição sindicalista, inseparável da imagem do metalúrgico brasileiro, começa na década de 30, quando nasceu o Sindicato dos Metalúrgicos do ABC. Compreendia os trabalhadores do ABC paulista, formado pelas cidades de Santo André, São Bernardo e São Caetano.
Até os anos 60, quando instaurou-se a ditadura militar, o sindicato reivindicava melhores salários e condições de trabalho para os operários, passando pela fase em que sofria pressões contra sua formação sindical, participando da guerra contra o nazi-fascismo e oferecendo solidariedade a operários da Guerra Civil Espanhola, por exemplo.
A participação do sindicato na luta pela democracia ganhou força a partir de 1978. Uma greve de trabalhadores em maio conseguiu se espalhar para outros estados, e surgiram ainda mais campanhas salariais - inclusive uma assembléia que reuniu mais de 100 mil trabalhadores.
Estas mobilizações resultaram na criação do Partido dos Trabalhadores (PT), em 1979, e da Central Única dos Trabalhadores (CUT), em 1983.
Não só questões trabalhistas entraram em pauta. O Sindicato dos Metalúrgicos do ABC passou a tomar parte de grandes manifestações nacionais, como a campanha no processo da constituinte, de 1986 a 1988, e no "impeachment" de Fernando Collor de Mello. Outros temas sociais são até hoje parte do compromisso do sindicato. Entre eles, os direitos da mulher, a questão da alfabetização, aposentadoria e previdência social.