A diminuição nos níveis de mortalidade e fecundidade nas seis décadas passadas mudaram a estrutura da faixa de idade da população brasileira, mexendo de forma direta no contingente jovem.
A queda no ritmo de crescimento da faixa etária que vai de zero a 14 anos e de 15 a 24 anos é decorrente do constante decréscimo da fecundidade, observada a partir da década de 80. O Brasil deixou de ser caracterizado como um País de população extremamente jovem para se enquadrar num grupo de países que experimenta um rápido processo de envelhecimento populacional.
De acordo com a projeção de população do Brasil (Revisão 2004), entre 1993 e 2003, a taxa bruta de natalidade, que mede o número de nascidos vivos por 1000 habitantes em determinado ano, passou de 22,6‰ para 20,9‰, enquanto a taxa de fecundidade total, por sua vez, declinou de 2,6 para 2,3 filhos por mulher, na última década.
Com a queda da taxa de fecundidade, reduziu-se o peso relativo de crianças, adolescentes e jovens em relação ao total da população. Os dados da Síntese de Indicadores Sociais 2004 mostram que, no País, em 2003, as crianças de até 14 anos somavam 47,2 milhões, representando 27,2%; os adolescentes de 15 a 17 anos eram 10,4 milhões (6%) e os jovens de 18 a 24 anos somavam 23,4 milhões (13,4%).
Em relação a atividades exercidas pelos jovens, registra-se uma pequena redução na proporção dos que trabalham mais de 40 horas semanais, passando de 76,8% em 1992 para 70,8% em 1999, segundo a Síntese de 2000.
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