"O modelo de jornalismo praticado no Brasil está esgotado. É um gigantesco faz-de-conta. Profissionais imaginam-se livres, empresas jornalísticas fingem imparcialidade.
Arrogância, onipotência e, às vezes, perversidade escondem-se atrás de um pretenso senso de justiça que não resiste a qualquer avaliação mais profunda. Com as honrosas e raras exceções.
A isenção é uma farsa, mera distribuição de barbaridades em todas as direções. O linchamento dá-se com uma foto inocente e uma legenda pretensamente objetiva.
Escreve-se para aqueles que escrevem. O leitor que se dane. A concorrência não busca a pluralidade, a diversidade ou a qualidade, mas a anulação desta pela reiteração. Com as honrosas e raras exceções.
Logo depois da morte da princesa Diana Spencer mencionei a tabloidização da grande imprensa mundial. A prova estava no próprio apelido, Lady Di, contração do nome da infeliz para caber num título garrafal do jornal de pequeno formato. A grande imprensa hoje está visivelmente impregnada pelo baixo jornalismo. Com as honrosas e raras exceções.
Colocou-se a preciosa arte da reportagem - busca permanente da verdade - nos porões de um negócio que confunde credibilidade com credulidade. Com as honrosas e raras exceções.
A última profissão romântica confunde-se com a mais antiga profissão do mundo. Paga muito a poucos, ungidos para celebrar suas preferências e produzir lixo. Com as honrosas e raras exceções.
Descobrir as tais exceções, jovens amigos, acreditar nas distinções, combater as generalizações e o nivelamento por baixo é o desafio de um jornalismo humanista".
Alberto Dines
Editor do site Observatório da Imprensa e
articulista
do Jornal do Brasil e Folha de São Paulo
"Ser jornalista é uma tarefa complicada. É difícil saber até que ponto podemos ir sem ultrapassar a ética. E por falar em ética, hoje, muitos colegas não estão preocupados com ela. Falam demais e às vezes até inventam. Mas, mesmo assim, ainda acho que não poderia ser outra coisa na vida. É muito bom ter o poder da informação".
Danielle Andrade
Estudante do 8º período de Jornalismo na PUC-RJ
"Na era do mundo on line, só não está informado quem não quer. As notícias não se limitam mais às páginas de revistas e jornais tampouco às telas da TV. Elas invadiram computadores, celulares, quase no compasso da velocidade da luz. A questão então passa a ser outra: o que é realmente relevante para o leitor? Acredito que com o boom da informação, o desafio do jornalismo é atingir às pessoas no que elas realmente necessitam, notícias que realmente sejam fundamentais e importantes no seu dia-a-dia. Não importa como. Seja jornal, rádio, tevê ou Internet. O leitor é seletivo, quer qualidade e não pode perder tempo".
Adriana Moreira
Jornalista da Textual,
empresa de Assessoria de Imprensa
"É acordar de manhã com o mundo nas costas. É ler o jornal nas entrelinhas e nunca mais ser uma leitora convencional. Ser jornalista não é o que eu imaginei ser. Mas viver também é assim: supreendente. O que importa é a meta: não permitir ser triturado pela engrenagem - que é dura, na maioria das vezes"
Maiá Menezes
Jornalista do O Globo