Grande parte da população de baixa renda fica à margem do mercado imobiliário legal, não tendo outra alternativa senão buscar formas irregulares de habitação ou ocupação do solo. Apesar de o governo abrir programas de financiamento habitacional para acesso à casa própria, muitos não possuem os meios necessários para arcar com os custos desses financiamentos e são obrigados a ocupar loteamentos clandestinos.
Estas moradias são comumente construídas de maneira precária em locais que não interessam ao mercado imobiliário, como áreas públicas da periferia, margens de córregos, terrenos íngremes, charcos ou áreas de mangue.
Além destes tipos de moradia, existem os domicílios particulares improvisados, ou seja, quando localizados em unidade não-residencial (loja, fábrica, etc.) que não tinham dependências destinadas exclusivamente à moradia, mas que, na data de referência, estavam ocupados por morador. Os prédios em construção, vagões de trem, carroças, tendas, barracas, grutas etc. que estavam servindo de moradia na data de referência também foram considerados como domicílios particulares improvisados.
De acordo com o Censo Demográfico 2000 do IBGE, existem 258.185 destes domicílios, a maior parte nas regiões Sudeste (32%) e Nordeste (27%). Veja o gráfico: