Segundo dados do Ministério do Meio Ambiente, o Brasil produz, em média, 90 milhões de toneladas de lixo por ano e cada brasileiro gera, aproximadamente, 500 gramas de lixo por dia, podendo chegar a mais de 1 kg, dependendo do local em que mora e do poder aquisitivo.
Algumas cidades brasileiras coletam o lixo produzido por seus habitantes. Em outras, entretanto, quase metade dele é atirado nas ruas, terrenos baldios, rios, lagos, lagoas e no mar.
Coleta seletiva
A coleta seletiva é o primeiro passo para a reciclagem. Ela visa separar e classificar o lixo para que se possa aproveitar tudo o que é reciclável. Geralmente, separa-se o material inorgânico - vidro, papel, metais, plásticos - do orgânico, composto de restos de comida, frutas, verduras, aparas de grama e esterco de animais, em recipientes de cores diferenciadas.
Reciclagem
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Na reciclagem, o lixo passa por um processo de transformação industrial ou artesanal, que possibilita reaproveitar o material inorgânico. Deixa de ser lixo para servir de matéria-prima para outras coisas. Por exemplo, latinhas de alumínio, quando recicladas, podem dar origem a outras latinhas, e papéis rasgados ou riscados podem gerar novas folhas.
Mas é preciso prestar a atenção, pois nem todo lixo pode ser reciclado. Apenas papel, metal, plástico e vidro - dependendo de seus tipos. Confira no quadro abaixo:
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Aterro sanitário
O local adequado para colocar o lixo de uma cidade é o aterro sanitário. Trata-se de um amplo terreno com sistema de drenagem e impermeabilizado para não vazar o chorume - líquido que contamina o ar, o solo e os lençóis d'água subterrâneos. O material ali depositado deve ser coberto com terra para evitar a poluição e a exposição aos animais.
Os aterros ajudam a acabar com os "lixões", ou espaços a céu aberto que não foram preparados para receber o lixo. Infelizmente, no Brasil, 90% do lixo é jogado nos lixões, o que contribui para a proliferação de doenças.