No século XVIII, o físico Nicéphore Nièpce, que utilizava suas pesquisas de soluções químicas, a princípio, para imprimir litografias, foi responsável pela primeira imagem, que é considerada a primeira fotografia do mundo. Expôs durante cerca de oito horas na sua câmera escura uma placa de betume que utilizava para as pesquisas com as litografias e conseguiu uma imagem do quintal da sua casa, a qual chamou heliografia (ou escrita do sol).

    Juntou-se ao pesquisador Louis Jacques Daguerre e teve suas idéias por ele aprimoradas. Daguerre, já no século XIX, conseguiu, depois de várias experiências, fixar imagens mais ou menos assim: utilizando chapas de cobre sensibilizadas com prata e tratadas com vapor de iodo, expondo a imagem ao mercúrio, reduzindo o tempo de exposição de horas para minutos. A esse processo complexo deu-se o nome de daguerreotipia.

    O daguerreótipo foi popular por muitos anos, mas tinha duas inconveniências: quando os modelos eram pessoas e não paisagens, elas necessitavam ficar imóveis por no mínimo cerca de três minutos. E o principal: como se tratava de uma placa de cobre coberta por uma emulsão que, ao revelada, tornava-se visível, não era possível copiá-la e multiplicá-la.

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