Marc Ferrez - Fotógrafo brasileiro, nascido no Rio em 1843, é
considerado o pioneiro na arte de fotografar, no Brasil. Sua família, de
origem francesa, veio para o Brasil acompanhando a missão francesa que
fundou a Academia de Belas Artes. É o autor do primeiro acervo de fotos
sobre a cidade do Rio de Janeiro, no início do século XX. No final do
século XIX, registrou paisagens por todo o país. Suas imagens eram
consideradas composições perfeitas. Era um perfeccionista quanto aos
melhores efeitos da luz.
Ao participar de uma expedição de geologia, patrocinada pelo imperador Pedro II, realizou trabalho fotográfico tão perfeito com informações sobre espécies de animais e vegetais, composição e formação de rochas e terrenos, que foi utilizado para mapear o Brasil.
Henri Cartier-Bresson - Nasceu em Paris, em 1908, e como muitos de
seus antecessores, começou na arte através da pintura, com influência
surrealista (o estilo que recusa os encadeamentos da lógica). Descobriu
o gosto por fotografar quando foi para a África, em 1939, viagem que
mudou sua vida. Ao voltar a Paris comprou a câmera alemã Leica que o
acompanhou para sempre. Bresson é influência no trabalho de milhares de
fotógrafos em todo o mundo.
Consta que ao ver o famoso trabalho do fotógrafo Martin Munkacsi, um
dos maiores do século XX, publicado em 1931, em que três garotos
africanos brincam livres no mar, teve toda a inspiração necessária para
seguir essa carreira.
Bresson foi dono de um estilo reformulador em sua época, de leveza e liberdade, apesar dos temas fortes que escolhia para fotografar: por ter sido prisioneiro de guerra dos alemães por três anos, fez documentários sobre os campos nazistas; fotografou o fim do domínio britânico na Índia, o assassinato de Gandhi e os primeiros meses do governo de Mao Tse Tung na China.
Pierre Verger - Nascido em Paris, em 1902, contemporâneo de
Bresson, o Doutor em Etnologia pela Sorbonne, e fotógrafo francês passou
parte de sua vida na Bahia, depois de fazer contato com o mundo do
candomblé, que passou a ser a sua paixão. Morreu em 1996, e seu precioso
acervo ficou em Salvador, na Fundação que leva seu nome, onde deixou 63
mil negativos fotográficos em preto e branco, além de gravações
realizadas na África e Brasil usando como tema o culto aos orixás. Com
sua câmera Rolleiflex, percorreu e documentou fotograficamente Ásia ,
África, América do Norte, Antilhas e América Latina.
Sebastião Salgado - Talvez o mais famoso fotógrafo brasileiro
de todos os tempos, tendo hoje cerca de 50 anos, Sebastião Salgado só
começou a fotografar em 1971, quando, já doutor em Economia, foi enviado
pela Organização Internacional do Café, para coordenar um projeto nos
cafezais de Angola, na África. Sua maneira de captar a iluminação ele
descobriu quando tirou a sua primeira foto em Paris, uma foto de sua
mulher, que tirou com a máquina dela.
Seu trabalho, uma reportagem social, é conhecido e premiado internacionalmente. Vem documentando a saga do movimento migratório das populações (como por exemplo os mexicanos tentando ultrapassar a fronteira para os Estados Unidos) e situações extremas em que vivem e trabalham pessoas em todo o mundo. São exemplo trabalhadores de carvoarias, minas de carvão e de ferro, garimpeiros de Serra Pelada, cortadores de cana do Nordeste, índios Yanomami, integrantes do Movimento dos Trabalhadores Rurais Sem Terra (MST), andarilhos no deserto de Sahel, flagelados de guerras civis em Ruanda e Quênia, na África.