Um princípio, é inegável, foi fundamental nessa arte: o da observação, fosse da natureza, fosse de objetos estáticos, através de uma câmara escura. O conhecimento desse princípio ótico é atribuído a um chinês de nome Mo Tzu, no século V, e até ao filósofo grego Aristóteles (384-322 a.C.). Consta que este último teria feito suas constatações (do efeito dos raios solares ao passar por entre as folhas de uma árvore, projetando-se no solo), ao observar o eclipse parcial do sol.

    O uso da câmara escura para observar eclipses solares foi difundido através dos séculos.

    Existe um primeiro desenho da câmara escura encontrado nas anotações de Cesare Cesariano, discípulo do pintor Leonardo da Vinci no século XVI. O próprio pintor a descrevia em suas notas, como auxiliar para os desenhos e pinturas.

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