Desde a infância, sentimos necessidade de nos mover, descobrir sensações e viver experiências que aumentem nossa bagagem de conhecimentos. Os esportes são um canal para que essa necessidade seja organizada de modo a promover bem-estar enquanto desenvolvemos nosso corpo.

    Mesmo que uma pessoa não se sinta atraída a ser um esportista na vida adulta, provavelmente brincou muito em criança - sozinha ou com amigos -, usando seu corpo e sua mente em jogos e competições.

    Os jogos infantis, na verdade, são parecidos em todas as civilizações. Da Grécia antiga até os tempos modernos, quem não brincou de cabra-cega, esconde-esconde, apostar corrida ou cavalo de guerra?

    Até os cinco anos, a criança costuma jogar sozinha (mesmo em companhia de outras) e só depois dessa idade é que passa a brincar em grupo e a estabelecer normas para as brincadeiras, aproximando-se do que, para elas, significa o mundo adulto.

    Só na adolescência e na vida adulta é que o esporte ganha outro significado: de dar vazão às pressões internas, assegurando o equilíbrio emocional. Para um atleta, um esportista, o significado ganha ainda um tempero a mais - de realização pessoal e profissional.

    O mundo dos esportes e, conseqüentemente, do esportista, é o mundo onde as leis do cotidiano são substituídas por regulamentos próprios para cada modalidade esportiva, ou seja, trata-se de uma realidade artificial, criada pelo próprio homem.

    Da mesma forma, o espectador também tende a entrar nesse mundo, incluindo-se na disputa. Ele se identifica com os competidores e participa incentivando, se desgastando junto com o atleta, formando assim as torcidas.

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