"Para
nós, a Educação não tem dia nem hora se pensarmos
a Educação no seu sentido mais amplo. Contudo, se pensarmos
a Educação no seu sentido mais amplo, certamente ela, em suas
múltiplas facetas e formas, em todo o lugar ou tempo, em diferentes
civilizações, estará se processando. Pois não
é através da ação educativa formal ou informalmente
que os homens aprendem novos conceitos, se modificam e mudam a face do mundo?
Por entendermos a Educação desta forma, também não precisaríamos instituir uma "hora da leitura" nas escolas. Mas nós o fizemos entendendo que a escola deve ter um tempo no qual se incentive a leitura, se estimule o hábito de ler, se desenvolva nas crianças, jovens e adultos habilidades decorrentes dessa prática, tanto a consideramos importante no processo da educação, na aprendizagem.
E se instituímos datas e horas determinadas para celebrações, é porque damos a algumas ações da nossa vida um valor especial, destacando-as do quotidiano.
Comemoremos, pois, o Dia da Educação. E por que não com uma hora de leitura?"
Hésio Cordeiro, Ex-secretário de Estado de Educação do Rio de Janeiro
"O
dia da educação são todos os dias, pois a humanidade
é desafiada hoje a decidir que paradigmas éticos, morais, culturais
e espirituais manter, quais descartar, sob o risco de enfrentar condições
imprevisíveis de existência. Nesse quadro, uma educação
holística, voltada para o bem comum, revela-se como a solução
, porque educar não é preparar para a vida, é a própria
vida."
Regina Bilac Pinto, Diretora Presidente da Cia. Editora Forense e Presidente da Fundação Nacional do Livro Infantil e Juvenil
"A educação brasileira vive um tempo notório de transformação.
Praticamente universalizamos o atendimento do ensino fundamental e o ensino
médio cresce em progressão geométrica. Pena que o ensino
superior esteja estagnado, mas há providências no sentido de
fazê-lo crescer. Com características revolucionárias.
O que não se pode admitir é a falta de cuidados maiores com
o magistério. Os nossos professores, em todos os graus, recebem salários
miseráveis. Como é que se vai mudar a face do País sem
professores e especialistas estimulados, com salários compatíveis
com a dignidade humana?"
Arnaldo Niskier, Doutor em Educação pela UERJ
"Deveríamos
pensar a educação e refletir sobre sua importância para
a humanidade e para o nosso País todas as horas de todos os dias.
Mas, se não o fazemos, aproveitemos esta data.
O ser humano deveria constituir-se na essência de todo e qualquer modelo econômico, em todas as ideologias. Por isso, a educação deveria ser a prioridade de toda a humanidade.
A educação deveria ser o maior e o mais importante investimento do poder público e da sociedade como um todo. Não é possível a nenhuma nação desenvolver-se, conquistar níveis elevados de bem estar social elevados na saúde, na segurança, na garantia de empregos e na distribuição de renda, sem investir no seu maior capital: o ser humano.
Um dia desses esteve no Brasil um professor norte-americano, convidado pela Confederação Nacional da Indústria. Um jornal de televisão foi entrevistá-lo e perguntou como sair da crise econômica que nosso país atravessa, como pagar as dívidas, como retomar o desenvolvimento, e coisas do gênero. Sua resposta: "A solução do Brasil já foi revelada há muito tempo: formar recursos humanos, qualificar as pessoas". Esta é a grande receita. Se faz isso nas escolas de ensino fundamental e nas universidades.
Se comparamos o nosso país - que tem um território imenso, com recursos naturais abundantes - com o Japão, que não tem nada disso, veremos que o diferencial é o investimento nas pessoas. Infelizmente, ainda convivemos omissamente com analfabetos, crianças fora das escolas, com escolas precárias, apesar de todo o esforço. Não deveríamos ter uma única criança fora da escola - de boa qualidade.
A grande indústria deste final de século e do próximo milênio é a do conhecimento. Território, recursos naturais e mão de obra já valem pouco e valerão menos. O que interessará é ter cabeça. Se não investirmos na cabeça estamos liquidados. E já estamos muitíssimo atrasados."
Prof. Rodolfo Joaquim Pinto da Luz, Reitor da UFSC