A Pesquisa Anual de Comércio de 2000, realizada pelo IBGE, traz as informações mais atuais sobre o comércio nacional:
  • o número estimado de empresas comerciais constituídas no Brasil chegou a l milhão e 125 mil, o que significa uma variação de 65,4% em relação a 1990.
  • a região Sudeste, onde está a maior parcela da população brasileira e onde também é mais elevado o nível de desenvolvimento econômico, reúne mais da metade dos estabelecimentos comerciais do país
  • o número de empresas varejistas (87,1% do total) é maior do que as atacadistas (6,7%), com 77,6% da mão-de-obra empregada contra 14% no comércio atacadista
  • o número de empresas atacadistas cresceu 25,95% , nesses dez anos (de 1990 a 2000)
  • a década de 90 registrou um aumento da receita total no segmento de hiper/supermercados. Em 2000, a receita total dos 5000 maiores hiper/supermercados foi de R$ 48 533 bilhões, enquanto em 1990 essa receita era de R$23,5 milhões.

    A atividade comercial brasileira passou por dois momentos distintos. Uma fase de expressivo crescimento (em 1994 e 1995), proporcionado pelo ganho real de salários, com a estabilização da inflação; e um período de forte diminuição (com início em 1996 e aprofundamento a partir de 1997), em função das medidas de ajuste econômico necessárias perante a possibilidade do desequilíbrio das contas externas do país (o que poderia ocasionar a volta da inflação).

    Os aumentos das taxas de juros e do desemprego, a redução dos gastos públicos e do salário médio real e, por último, a forte desvalorização da moeda, resultantes da política de ajustamento econômico do período, afetaram a atividade econômica em geral e, naturalmente, o setor comercial. A retração do setor, registrada até 1997, manteve-se no período até 1999.

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