A atividade comercial brasileira passou por dois momentos distintos. Uma fase de expressivo crescimento (em 1994 e 1995), proporcionado pelo ganho real de salários, com a estabilização da inflação; e um período de forte diminuição (com início em 1996 e aprofundamento a partir de 1997), em função das medidas de ajuste econômico necessárias perante a possibilidade do desequilíbrio das contas externas do país (o que poderia ocasionar a volta da inflação).
Os aumentos das taxas de juros e do desemprego, a redução dos gastos públicos e do salário médio real e, por último, a forte desvalorização da moeda, resultantes da política de ajustamento econômico do período, afetaram a atividade econômica em geral e, naturalmente, o setor comercial. A retração do setor, registrada até 1997, manteve-se no período até 1999.