Recife era uma pequena colônia de pescadores quando foi fundada, em 1537. Por ser uma cidade litorânea, logo foi construído um porto, utilizado por Olinda, outra cidade pernambucana, na época, capital da Capitania, para escoar a produção de açúcar.
Com o incremento da atividade portuária, Recife se desenvolveu rapidamente e sua prosperidade logo atraiu colonizadores, vindos de terras distantes como a Holanda.
Em 1630, os holandeses desembarcaram em Pernambuco, precisamente na praia conhecida como Pau Amarelo. Logo alcançaram Olinda e depois Recife. Permaneceram no estado por 24 anos, principalmente na capital, que foi a sede do domínio holandês.
Os holandeses foram liderados por João Maurício, o Conde de Nassau-Liegen, que, em 1637, deu início ao processo de urbanização e construção da "Mauritzstadt" também chamada de cidade Maurícia.
Maurício de Nassau assumiu o cargo de governador de 1637 a 1644. Neste período se preocupou com o embelezamento e modernização da cidade. Pavimentou ruas, drenou pântanos, construiu pontes, canais, estradas, escolas, um jardim botânico (o primeiro do Brasil) e um observatório astronômico. Transformou o que era um pequeno vilarejo num moderno centro urbano. E com o objetivo de investir em cultura, copiando o que vira nas cidades européias que visitou, importou missões artísticas e científicas para cidade, tornando-a pólo cultural do Nordeste.