Em 2004, o tema "Mulheres, meninas, HIV e Aids" foi escolhido pela ONU para ser discutido durante as atividades do Dia Mundial de Luta Contra a Aids. A escolha se deu em função do crescente aumento do número de mulheres infectadas pelo vírus HIV.
Segundo o Boletim Epidemiológico Mundial 2004, do Programa Conjunto das Nações Unidas sobre HIV/Aids (UNAIDS) e da Organização Mundial da Saúde, hoje no mundo cerca de metade das 37,2 milhões de pessoas contaminadas pelo HIV, com idade entre 15 e 49 anos, é formada por mulheres.
O relatório mostra também que o maior aumento de mulheres contaminadas pelo HIV ocorreu nos países do leste Asiático (56%), seguido do Leste Europeu e da Ásia Central (ambos com 48% cada).
De acordo com a UNAIDS, o crescimento do número de casos de mulheres com o HIV tem algumas explicações: a transmissão do vírus de homem para mulher durante o sexo é cerca de duas vezes mais provável do que a transmissão da mulher para o homem; questões culturais dificultam o acesso e a aceitação dessas mulheres aos métodos de prevenção; além de dificuldades econômicas deixarem muitas mulheres vulneráveis à prostituição. Vale lembrar que o aumento do uso de drogas injetáveis também contribui para a propagação do vírus na população.
Como no Brasil a preocupação com a mulher também é grande, o Ministério da Saúde escolheu o slogan "Mulher: sua história é você quem faz" para dar o tom às atividades planejadas para a data. As ações se estenderão até o dia 15 de dezembro, com o encerramento da campanha de prevenção da transmissão do HIV e da sífilis durante a gestação.
No país, no início da epidemia, para cada mulher contaminada havia 16 homens. Hoje o quadro é outro: a proporção é de um caso entre as mulheres para cada dois entre os homens.
Campanhas anteriores enfocaram o uso de preservativo ("Não importa com quem você transa; não importa como. Use camisinha") e o diálogo entre pais e filhos sobre os riscos da doença ("Escute, aprenda e viva mais"), dentre outros assuntos.