Trabalho

    O Censo investigou as pessoas de 10 anos ou mais de idade que trabalhavam em 2000. Os resultados apontaram que o nível de ocupação nessa faixa de idade era de 47,9%, sendo de 61,1% entre os homens e de 35,4% entre as mulheres. Já a população rural apresentou um nível de ocupação de 43,6% e a urbana de 47,6%.

    Em 2000, 66,6% das pessoas que trabalhavam eram empregadas. Veja os números abaixo:

    Tabela 1
    Distribuição das pessoas de 10 anos ou mais de idade, ocupadas na semana de referência, segundo a posição na ocupação no trabalho principal - Brasil - 2000

    Posição na ocupação no trabalho principal Total (%)
    Empregados 66,6
    Empregadores 2,9
    Conta própria 23,5
    Não remunerados em ajuda a membro do domicílio 4,0
    Trabalhadores na produção para o próprio consumo 3,1

    Fonte: IBGE, Censo Demográfico 2000.

    Dentre as pessoas que estavam empregadas, um total de 54,8% tinha carteira assinada, 8,5% era militar ou funcionário público e 36,8% não tinha carteira assinada.

    Rendimento

    Em 2000, o rendimento nominal mensal no Brasil era de R$ 300,00. Na tabela abaixo vemos as diferenças no rendimento nominal mensal de acordo com o tamanho da população do município:

    Tabela 2
    Rendimento nominal mediano mensal segundo as classes de tamanho da população dos municípios – Brasil - 2000

    Classes de tamanho da população dos municípios Rendimento nominal mediano mensal das pessoas com 10 anos ou mais de idade, com rendimento (R$)
    Até 20.000 160
    Mais de 20.000 a 100.000 210
    Mais de 100.000 a 500.000 330
    Mais de 500.000 401

    Fonte: IBGE, Censo Demográfico 2000.

    Em 2000, no Nordeste, 15,6% dos trabalhadores não possuíam rendimento de trabalho e 40,5% deles ganhavam até um salário mínimo. Sendo assim, era a região com o maior número de pessoas ganhando até um salário mínimo. Além disso, no Nordeste as pessoas com mais de 30 salários mínimos representavam 0,6% do total de pessoas ocupadas.

    Por outro lado, no Sudeste, tínhamos apenas 2,8% de pessoas sem rendimento, 15,5% com até um salário mínimo e 1,9% ganhando 30 salários mínimos ou mais.
    Portanto, era a região na qual menos pessoas viviam com até um salário mínimo.

    Essa disparidade encontrada nas regiões brasileiras reflete um dos maiores problemas do país: a má distribuição de renda. Cinqüenta por cento do total dos rendimentos mensais de trabalho estão nas mãos de apenas 10% das pessoas ocupadas.

    Outras informações, como horas trabalhadas por semana, cobertura previdenciária, pessoas aposentadas, salário mínimo, categoria do emprego etc., também foram pesquisadas no Censo 2000. Clique aqui!

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