Nupcialidade

    Ao compararmos os resultados dos Censos Demográficos de 1991 e 2000, verificamos um declínio da proporção de solteiros; crescimento da proporção de desquitados, separados judicialmente e divorciados, e manutenção da proporção de casados e de viúvos. Assim, em 2000 o país tinha:

    • 57,9 milhões de solteiros
    • 33,8 milhões de pessoas vivendo em união
    • 5,6 milhões de viúvos
    • 2,4 milhões de pessoas separadas
    • 1,4 milhões de divorciados
    • 1,8 milhões de desquitados

    Das 33,8 milhões de pessoas que viviam em união, conforme vimos acima, 49,4% era casada no civil e no religioso em 2000, percentual inferior ao encontrado no Censo Demográfico de 1980: 63,9%. Entretanto, ainda comparando os resultados dos dois censos, em 2000 o número de pessoas vivendo em união consensual cresceu em relação a 1980, passando de 11,7% para 28,6%. Confira no gráfico abaixo:

    Gráfico 1
    Proporção de uniões de pessoas de 10 anos ou mais de idade, por natureza da união - Brasil 1980/2000

    Fonte: IBGE, Censo Demográfico 2000.

    Fecundidade

    Até 1960, a taxa de fecundidade total estimada para o país era um pouco superior a seis filhos por mulher. Conforme se vê na tabela abaixo, esse número foi reduzindo ao longo dos anos, chegando a 2,38 filhos por mulher em 2000. A intensificação da esterilização feminina exerceu um importante papel nesse processo.

    Tabela 1
    Taxas de fecundidade total, segundo as Grandes Regiões – 1940/2000

    Fonte: IBGE, Censo Demográfico 2000.

    Ainda observando a tabela acima, vemos que as informações sobre fecundidade também revelam diferenças de acordo com o local de residência. Ao longo dos anos, as taxas de fecundidade diminuíram em todo o país. Porém, em 2000, as maiores taxas ainda foram encontradas nas regiões Norte e Nordeste, respectivamente.

    Nas áreas urbanas as mulheres têm maior acesso a métodos que permitem regular os nascimentos. Por isso, as taxas mais baixas são observadas nas áreas urbanas do Sudeste e do Sul brasileiros. Porém, o mesmo não ocorre nas áreas rurais, em especial no Norte e Nordeste – regiões com as maiores taxas de natalidade do país.

    Gráfico 2
    Taxas de fecundidade total (TFT), por situação de domicílio, segundo as Grandes Regiões - 2000

    Fonte: IBGE, Censo Demográfico 2000.

    Outra variação observada refere-se aos anos de estudo das mulheres no Brasil. Independente da região de residência, na medida em que aumenta a instrução das mulheres, as taxas de fecundidade total caem. O Censo 2000 demonstrou que as mulheres com 11 anos ou mais de estudo tinham média inferior a 1,5 filhos. Por outro lado, as sem instrução e as com menos de um ano de estudo chegavam a ter acima de quatro filhos.

    Tabela 2
    Taxas de fecundidade total, por grupos de anos de estudo das mulheres, segundo as Grandes Regiões – 1991/2000

    Fonte: IBGE, Censo Demográfico 2000.


    Mortalidade infantil

    Entre 1990 e 2000 a mortalidade infantil no Brasil passou de 47,5 óbitos de menores de 1 ano a cada 1000 crianças nascida vivas para 29,7 óbitos. Isso significa um decréscimo de 37,5% nas taxas de mortalidade infantil do país.

    Apesar dos avanços, ainda permanecem desigualdades entre as regiões e o estados. Em 2000, por exemplo, Alagoas era o estado brasileiro com a maior taxa de mortalidade infantil (62,5‰). Compare as diferenças no gráfico abaixo:

    Gráfico 3
    Comparação das taxas de mortalidade infantil entre as Grandes Regiões e Unidades da Federação - 2000

    Fonte: IBGE, Censo Demográfico 2000.

    Clique aqui e saiba o que mais o Censo 2000 tem a dizer sobre esses temas.

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