Ministério do Planejamento, Orçamento e Gestão

Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística

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  Aniversário de São Paulo

População do município de São Paulo aumenta 18 vezes em 80 anos

Quando, em 1920, São Paulo era uma capital estadual com 579.033 habitantes, o Rio de Janeiro, então capital federal, tinha o dobro da população, ou 1.157.873 pessoas. Em 80 anos, São Paulo passou para os mais de 10 milhões atuais, verificados no Censo 2000.

Para esse crescimento, contou não apenas a fecundidade paulistana, mas sobretudo a oferta de trabalho que, por décadas, atraiu imigrantes estrangeiros e de outros estados brasileiros. Já em 1920, a proporção de estrangeiros era elevada, de 35,4%, ou seja, 372.376 brasileiros para 205.245 nascidos no exterior. No Rio de Janeiro, neste mesmo ano, o número de estrangeiros era de 239.129, numa população total muito mais numerosa.

Apenas no ano de 1935, segundo dados da publicação Estatísticas do Século XX, entraram no País 45.012 estrangeiros, dirigindo-se, a maior parte, para os dois grandes centros urbanos da época, sendo 7.764 para o Rio e 20 mil para São Paulo. Do total de imigrantes em 1935, pouco mais de 15 mil eram agricultores.

O salto de São Paulo não se deu apenas na população. Em 1937, enquanto a sede do governo federal abrigava 73% das bibliotecas públicas do País, a capital paulista detinha apenas 10% delas, mas, em 1944, São Paulo e Minas Gerais assumem a dianteira e nos anos 50, São Paulo já lidera, congregando 44% dos usuários de bibliotecas do País, um contingente três vezes maior que o da ex-capital federal, que então detinha 12% desse público.

Em relação à infra-estrutura da cidade, São Paulo tinha, em 1920, uma rede de abastecimento de água de 395.993 metros, enquanto o Rio de Janeiro dispunha, no mesmo ano, de 2.178.274 metros. Atualmente, segundo dados do Censo 2000, dos 2.985.977 de domicílios da cidade, 2.944.952 dispõem de rede geral de abastecimento de água e 2.962.056, de serviço de coleta de lixo.

Nesses quase três milhões de domicílios paulistanos, o valor do rendimento médio mensal é de R$ 2.104,62, embora a metade da população ganhe até R$ 1.030,00. Os salários, na cidade de São Paulo, se situam mais nos valores intermediários, com pouca concentração nos extremos. De um lado, 213.060 pessoas ganham até um salário mínimo e, de outro, 307.432 recebem mais de 20 salários mínimos, numa população total de 4.376.542 pessoas de dez anos ou mais de idade, trabalhando.

São Paulo não é mais uma cidade de imigrantes

Em 2000, para uma população de 10.435.546 habitantes, havia 869.855 pessoas residentes há menos de 10 anos na cidade e que não haviam nascido no município. Além disso, assim como muitos chegam, muitos saem também. De 1995 a 2000, imigraram para a cidade de SP, 428.181 pessoas e emigraram de SP, 378.793.

A maioria desses imigrantes veio da Bahia (120.760, ou 28,20%), seguidos pelos pernambucanos (52.851 = 12,34%), mineiros (38.656 = 9,03%) e cearenses (30.680 = 7,17%). O rendimento também varia muito, de acordo com a origem do novo morador de São Paulo. Enquanto o rendimento médio dos não-naturais do município de São Paulo, porém naturais do estado de SP, era de R$ 1.699,62, o dos naturais do Nordeste era de R$ 638,22, em 2000. Dos naturais de outros estados, o rendimento médio era de R$ 1.195,00 e dos naturais de outros países, de R$ 2.862,20.

Os residentes em SP, não-naturais do país, eram 195.497 em 2000 e a maior colônia era a de portugueses, 63.274 (32,37%); seguida pelos japoneses (22.005 = 11,26%), italianos (19.786 = 10,12%) e espanhóis (13.782 = 7,05%).

Paulistano faz jus à fama de trabalhador

Das 4.376.542 pessoas de 10 anos ou mais, que trabalhavam, em 2000, apenas 86.599 trabalhavam menos de 14 horas por semana, enquanto 1.172.944 (mais de um quarto da população ocupada) trabalhavam mais de 49 horas por semana. Somando-se ao contingente dos que trabalhavam de 40 a 44 horas, que era de 1.678.644 pessoas e ao que trabalhava de 44 a 48 horas (781.100), conclui-se que 83,0% dos paulistanos ocupados trabalham mais de 40 horas por semana.

Quanto ao nível de instrução dos paulistanos, a maior parte da população está concentrada nos níveis intermediários de instrução, ou seja, de 4 a 14 anos de estudo. Das 8.727.317 pessoas de 10 anos ou mais de idade, 407.936 têm menos de um ano de estudo e 838.339 têm 15 anos ou mais. Com quatro a sete anos de estudo há 2,8 milhões de pessoas; de 8 a 10 anos de estudo estão 1,7 milhões e de 11 a 14 anos de estudo, 2,0 milhões de paulistanos.

Para o conjunto do município, a taxa de alfabetização é de 95,4% (em anexo, uma tabela com as taxas de alfabetização por distrito de São Paulo).

Metade dos paulistanos tem carro

As condições dos domicílios paulistanos também melhoraram muito. Dos 10.340.047 moradores da cidade de São Paulo, 10.241.079 têm coleta de lixo; 10.330.304 têm iluminação elétrica; 10.122.025, geladeira ou freezer; 10.093.940 têm TV e 9.880.684 possuem rádio. Outros bens de consumo também estão presentes na maioria das residências. Segundo o Censo 2000, cerca de 6,8 milhões de paulistanos possuem linha telefônica em casa; 6,7 milhões têm máquina de lavar roupa; 6,5 milhões têm vídeo cassete; 5,3 milhões têm forno microondas; 5,2 milhões possuem automóvel particular e 2,6 milhões já têm microcomputador. Apenas ar-condicionado é considerado um bem supérfluo pelos paulistanos, já que pouco mais de 200 mil pessoas o possuem.

Desde o IV centenário, a população de São Paulo quase quadruplicou

De acordo com o Censo Demográfico de 1950, a cidade de São Paulo tinha uma população de 2.198.096, ainda inferior à da cidade do Rio de Janeiro, que contava, na época, com 2.377.451 habitantes na então capital federal.

A partir de 1960, a cidade de São Paulo já ultrapassa em população (3.825.351 pessoas) a cidade do Rio de Janeiro, na ocasião pertencendo ao estado da Guanabara e contando com 3.307.163 habitantes.

O aumento da expectativa de vida e a queda da mortalidade em geral marcaram a segunda metade do século passado. A vacinação antivariólica e as mudanças em saneamento e higiene pública, principalmente, tiveram impacto significativo sobre certas causas de morte como o tifo e o cólera. Em 1912, em São Paulo, do total de 8.700 mortes ocorridas no ano, 239 foram por varíola; 133 por sarampo; 438 por tuberculose e 521 pelo que se chamou "moléstias da primeira idade". Nesta época, a expectativa de vida do brasileiro era de 33,4 anos, em 1910.

Em 1940, a maior esperança de vida encontrava-se na região Sul (50,1 anos), e a menor, na região Nordeste (38,2 anos), com uma diferença, portanto, de quase 12 anos entre elas. Após um período de ganhos substanciais, entre 1940 e 1960, a expectativa de vida no País passou de 42,7 anos em 1940 para 52,4 em 1960, estabilizando-se em 1970 e saltando para 61,7 anos em 1980. O crescimento prosseguiu, embora em ritmo mais lento, ao longo das décadas seguintes, até chegar aos 71 anos atuais.

As mortes mais preocupantes, hoje, devem-se ao aumento da mortalidade de jovens do sexo masculino, sobretudo na faixa de 15 a 29 anos, que estão associadas ao aumento da violência urbana, como é o caso da cidade de São Paulo que, em 2000, registrava 22 mortes violentas em cada 100 pessoas mortas. Em 2002, dados da pesquisa do Registro Civil revelaram a ocorrência de 9.531 mortes violentas na capital paulista, num total de 65.998 mortes ocorridas no ano. Na região metropolitana de São Paulo, o número foi de 17.172 mortes violentas num total de 107.271 mortes no ano 2002.

Em anexo, estão tabelas com taxas de alfabetização, número de idosos e esgotamento sanitário, por distrito da capital paulista.

Veja aqui as tabelas de São Paulo por distrito:

Dados São Paulo(em formato xls)

Comunicação Social
19 de janeiro de 2004


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