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Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística

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  Atlas do Censo Demográfico 2000

Atlas do Censo Demográfico 2000 mapeia dados censitários por temas

O IBGE conclui a série de publicações dos resultados do Censo Demográfico 2000 com o lançamento do Atlas do Censo Demográfico 2000, que traz os dados censitários espacializados e organizados em conjuntos temáticos compostos de textos, mapas, gráficos, tabelas, fotografias e imagens de satélite. A publicação inclui o mapeamento detalhado dos movimentos migratórios no período 1995-2000 e traz, pela primeira vez numa publicação do IBGE, a densidade populacional das bacias hidrográficas.

Os conjuntos temáticos do Atlas do Censo Demográfico 2000 incluem: Principais Características da Distribuição da População no Mundo, Estrutura Territorial e Demográfica, Mobilidade Espacial da População e Urbanização, Condições de Habitação e Perfil Social e Econômico da População. Os temas são apresentados de forma abrangente e interligada, revelando as várias dimensões que compõem a dinâmica e o perfil demográfico da população brasileira, dando ênfase às especificidades regionais. Cada um dos conjuntos temáticos é constituído de textos e pranchas (num total de 81) compostas de mapas, gráficos, tabelas, fotografias e imagens de satélite que permitem apresentar, por meio da espacialização dos dados censitários, a configuração do território brasileiro.

O Atlas do Censo Demográfico 2000 inclui, ainda, um Glossário de termos técnicos e notas metodológicas.

O Brasil no mundo

Um dos conjuntos temáticos do Atlas do Censo Demográfico 2000 apresenta os dados do Brasil no contexto mundial. Em números absolutos, o Brasil é o 5o país do mundo em população, mas ocupa o 153o lugar quando se considera a densidade populacional, com 19,9 habitantes por quilômetro quadrado. Na última década, o país mostrou tendência à diminuição da sua taxa média geométrica anual de crescimento demográfico, cujo percentual se igualou ao mundial e, pela primeira vez desde 1950, revelou-se inferior à média latino-americana.

Os Estados Unidos são o maior pólo de atração de brasileiros migrantes, reunindo, em 2000, 800.000 brasileiros. O Paraguai ocupa o segundo lugar como destino preferencial dos migrantes brasileiros (460.000), seguido pelo Japão (200.000), o que se explica pela grande quantidade de descendentes de imigrantes japoneses que fazem o "caminho de volta". A nacionalidade portuguesa é numericamente a mais expressiva em 13 das 27 unidades da federação, mas os espanhóis são maioria entre os imigrantes na Bahia, do mesmo modo que os japoneses no Pará.

Alguns destaques

Um dos mapas preparados especialmente para o Atlas do Censo Demográfico 2000 mostra a densidade populacional por bacia hidrográfica (página 33). Este mapa permite avaliar a relação entre a população residente e os recursos hídricos disponíveis, tema que ganha importância diante de uma possível crise no abastecimento de água. Destacam-se as bacias costeiras, principalmente do Nordeste e Sudeste, com altas densidades populacionais, e a bacia do rio Paraná em razão de sua dimensão.

A densidade dos domicílios é tema de um mapa (página 75), no qual se vê que os municípios da região Norte têm o maior número de moradores por domicílio (e também por dormitório), embora os gráficos mostrem que a densidade do conjunto da região Norte se reduziu desde 1970. Na verdade, todas as grandes regiões brasileiras apresentam redução do número médio de moradores por domicílio entre 1970 e 2000, mas as mais significativas se verificam nas regiões Sul e Centro-Oeste.

Urbanização e mobilidade espacial da população

Uma seleção de mapas do Atlas do Censo Demográfico 2000 mostra a distribuição da população e permite observar o papel norteador das ferrovias e rodovias na implantação e expansão dos núcleos urbanos, pois as maiores densidades demográficas se verificam ao longo desses eixos. Na Amazônia, em especial, percebe-se que a construção das rodovias Belém-Brasília e Cuiabá-Porto Velho provocou o alinhamento de cidades ao longo das rodovias, caracterizando uma alteração do padrão de distribuição populacional da Amazônia meridional e oriental, que tradicionalmente acompanhava a linha dos rios. Na Amazônia ocidental, no entanto, se mantém, em grande medida, o antigo padrão. Outro padrão de distribuição, conhecido como "mancha de óleo", caracteriza as cidades que cresceram a partir de círculos concêntricos.

A população brasileira residente em áreas urbanas totaliza 81,25% do total em 2000 e, nos mapas, se verifica a grande heterogeneidade de sua distribuição espacial. A quantidade relativa de habitantes da área urbana em cada município varia fortemente, desde graus ínfimos de população residente nas cidades (a partir de 1,5%) até a totalidade da população. É importante destacar que é legalmente considerada urbana toda população residente nas sedes dos municípios e demais áreas definidas pelas legislações municipais. Segundo esse critério, os municípios com forte predominância de população urbana se concentram na região Sudeste, especialmente São Paulo, estendendo-se pelos estados do Rio de Janeiro (principalmente na metade sul) e Minas Gerais (na porção ocidental), mas continua pelo Centro-Oeste, numa faixa que liga Brasília, Goiânia e Cuiabá.

Também merecem destaque pela concentração de municípios com grande proporção de população urbana o norte do Paraná e o estado do Mato Grosso do Sul, onde a população urbana compartilha sua localização com as principais áreas de produção agropecuária do país. Curiosamente, no mapa de distribuição da população rural (página 36), observa-se que, ao contrário do que se poderia esperar, as grandes concentrações de população rural coincidem espacialmente com as grandes concentrações de população urbana, em especial no litoral e ao longo dos grandes eixos rodoviários e fluviais.

O Atlas do Censo Demográfico 2000 inclui ainda mapas em escala intra-urbana da distribuição da população urbana em todas as capitais estaduais e na capital federal, além de outras cidades de peso demográfico importante no contexto nacional. Outras variáveis abordadas nos mapas incluem migração e deslocamentos, condições de habitação, além de perfil social e econômico da população.

Comunicação Social
29 de dezembro de 2003


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