Ministério do Planejamento, Orçamento e Gestão

Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística

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  Censo Demográfico - 2000 : Famílias e Domicílios: Resultados da Amostra

Em 2000, cresce o número de famílias multirraciais

A análise da cor dos responsáveis pela família e seus respectivos cônjuges mostrou que, nos últimos dez anos, houve redução das uniões entre pessoas da mesma cor. Em 2000, cerca de 79% dos responsáveis de cor branca tinham cônjuges também de cor branca, contra 84% em 1991. Os pardos apresentaram comportamento semelhante: em 2000, 63,8% dos responsáveis pardos eram casados com cônjuges da mesma cor e, em 1991, o percentual era de 71,1%. Já entre os responsáveis de cor preta, o último Censo revelou que 40,6% tinham cônjuges da mesma cor, enquanto em 1991, o percentual era de 48,8% (Gráficos 6, 7 e 8). Esses dados fazem parte da nova publicação temática do Censo 2000 sobre famílias e domicílios.

Tabela 1.1.4.1 - Pessoas responsáveis pelas famílias, com cônjuge ou companheiro(a), residentes em domicílios particulares, por cor ou raça das pessoas responsáveis pelas famílias, segundo a situação do domicílio e a cor ou raça do cônjuge ou companheiro(a) das pessoas responsáveis pelas famílias - Brasil
Situação do domicílio e cor ou raça do cônjuge ou companheiro(a) das pessoas responsáveis pelas famílias Pessoas responsáveis pelas famílias, com cônjuge ou companheiro(a), residentes em domicílios particulares
Total Cor ou raça das pessoas responsáveis pelas famílias
Branca Preta Amarela Parda Indígena Sem declaração
Total 33 551 340 18 460 876 2 297 162 184 548 12 292 198 149 532 167 023
Branca 19 246 801 14 566 908 644 631 59 817 3 873 717 43 999 57 729
Preta 1 909 411 486 034 932 907 3 437 471 641 7 480 7 912
Amarela 167 790 40 485 4 318 104 105 17 727 503 652
Parda 11 883 867 3 257 664 694 905 15 508 7 845 654 30 628 39 508
Índigena 143 374 39 898 7 737 509 28 486 66 156 588
Sem declaração 200 096 69 885 12 664 1 172 54 974 767 60 634
Urbana 27 250 488 15 577 748 1 815 351 167 981 9 473 166 87 679 128 563
Branca 16 229 892 12 357 361 528 542 55 989 3 201 402 38 597 48 000
Preta 1 501 722 395 319 719 130 2 713 372 260 6 113 6 188
Amarela 150 624 37 639 3 218 95 167 13 674 423 504
Parda 9 131 494 2 693 992 548 214 12 693 5 821 715 25 546 29 334
Índigena 82 443 35 108 6 431 427 23 551 16 657 269
Sem declaração 154 313 58 329 9 815 993 40 564 344 44 268
Rural 6 300 851 2 883 128 481 812 16 567 2 819 031 61 853 38 460
Branca 3 016 909 2 209 547 116 089 3 829 672 314 5 401 9 729
Preta 407 689 90 715 213 777 724 99 381 1 367 1 725
Amarela 17 166 2 847 1 100 8 938 4 053 80 148
Parda 2 752 373 563 672 146 691 2 815 2 023 939 5 082 10 174
Índigena 60 931 4 790 1 306 81 4 935 49 500 319
Sem declaração 45 784 11 557 2 849 180 14 410 423 16 365
Fonte: IBGE, Censo Demográfico 2000.

Número de famílias unipessoais cresce quase 33% entre os dois últimos Censos

Entre 1991 e 2000, o número de famílias cresceu 29% e passou de 37,5 milhões para 48,2 milhões, predominando o tipo com parentesco (91,2%). Entretanto, o número de famílias unipessoais foi o que mais cresceu no mesmo período (32,5%), passando de 6,5% (2,4 milhões) do total de famílias, em 1991, para 8,6% (4,1 milhões), em 2000. Já aquelas famílias constituídas por duas ou mais pessoas não-aparentadas representavam, em 2000, apenas 0,3% (142 mil) de todo o conjunto (Tabela 1).

Grande parte das famílias unipessoais era constituída por mulheres. Do total de famílias cuja pessoa de referência era do sexo feminino, 15,5% eram unipessoais. Entre os homens, essa proporção era de 5,7%. Regionalmente, Sudeste (9,4%), Centro-Oeste (9,3%) e Sul (9,2%) tinham as maiores proporções de famílias unipessoais, e Norte (5,9%) e Nordeste (5,9%), as menores (Tabela 2). Segundo as Unidades de Federação, as maiores proporções foram do Rio de Janeiro (11,2%), Rio Grande do Sul (10,9%) e Goiás (9,6%), e as menores, do Pará (5,2%) e do Amazonas e Maranhão (ambas com 5,3%).

Observou-se também que, em relação ao rendimento mensal, apenas 2,4% das famílias unipessoais viviam com até meio salário mínimo per capita.

Tabela 1.1.1.4 - Famílias residentes em domicílios particulares, por classes de rendimento nominal mensal familiar per capita, e valor do rendimento nominal médio mensal familiar, segundo a situação do domicílio e o tipo de composição familiar - Brasil - 2000
Situação do domicílio e tipo de composição familiar Famílias residentes em domicílios particulares
Total Até 1/2 Mais de 1/2 a 1 Mais de 1 a 2 Mais de 2 a 3 Mais de 3 Sem rendimento(2)
Total 48 262 786 10 557 438 11 101 646 10 299 281 4 392 959 8 845 870 3 065 591
Pessoa sozinha 4 126 487 99 125 1 128 564 758 846 416 095 1 371 671 352 184
Duas ou mais pessoas sem parentesco 142 627 14 021 20 260 29 712 19 295 53 112 6 226
Casal sem filhos 5 783 249 649 294 1 178 507 1 335 901 707 704 1 636 226 275 618
Casal sem filhos e com parentes 881 206 168 269 262 138 201 324 84 363 130 161 34 950
Casal com filhos 23 915 114 6 193 210 5 467 078 5 179 737 2 047 080 3 793 886 1 234 123
Casal com filhos e com parentes 2 971 770 839 477 770 432 685 779 248 207 356 382 71 493
Mulher responsável sem cônjuge com filhos 6 047 642 1 566 892 1 259 647 1 144 972 456 388 785 972 833 772
Mulher responsável sem cônjuge com filhos e com parentes 1 542 016 441 251 415 104 338 603 124 622 166 577 55 859
Homem responsável sem cônjuge com filhos 762 871 167 552 164 418 161 694 65 915 132 389 70 901
Homem responsável sem cônjuge com filhos e com parentes 187 324 47 662 48 281 42 342 16 854 26 378 5 807
Outro 1 902 478 370 681 387 217 420 371 206 436 393 113 124 660
Urbana 40 268 157 7 103 118 9 058 965 9 246 709 4 125 985 8 528 078 2 205 303
Pessoa sozinha 3 570 244 63 800 872 463 638 597 383 775 1 324 535 287 075
Duas ou mais pessoas sem parentesco 126 198 10 922 16 058 24 940 17 877 51 094 5 308
Casal sem filhos 4 804 358 430 075 853 537 1 131 596 646 801 1 552 322 190 027
Casal sem filhos e com parentes 703 683 113 356 190 267 174 026 77 873 123 311 24 849
Casal com filhos 19 332 649 3 825 923 4 489 862 4 684 438 1 926 007 3 658 400 748 018
Casal com filhos e com parentes 2 409 798 537 796 629 266 622 532 234 084 342 622 43 500
Mulher responsável pela família sem cônjuge com filhos 5 459 992 1 322 228 1 141 945 1 082 378 443 222 774 506 695 713
Mulher responsável pela família s/ cônjuge c/ filhos e c/ parentes 1 397 033 364 609 375 488 323 093 121 861 164 254 47 728
Homem responsável pela família sem cônjuge com filhos 622 248 109 705 129 550 140 773 60 965 126 885 54 368
Homem responsável pela família s/ cônjuge c/ filhos e c/ parentes 154 740 32 379 38 610 38 367 15 843 25 402 4 139
Outro 1 687 214 292 327 321 919 385 968 197 679 384 744 104 577
Rural 7 994 629 3 454 321 2 042 682 1 052 573 266 974 317 792 860 289
Pessoa sozinha 556 244 35 325 256 101 120 252 32 321 47 136 65 108
Duas ou mais pessoas sem parentesco 16 429 3 099 4 202 4 772 1 419 2 018 918
Casal sem filhos 978 892 219 220 324 969 204 306 60 903 83 903 85 591
Casal sem filhos e com parentes 177 523 54 914 71 872 27 296 6 490 6 850 10 101
Casal com filhos 4 582 465 2 367 287 977 215 495 297 121 073 135 487 486 105
Casal com filhos e com parentes 561 972 301 681 141 167 63 247 14 123 13 761 27 993
Mulher responsável pela família s/ cônjuge c/ filhos 587 650 244 664 117 703 62 592 13 167 11 467 138 058
Mulher responsável pela família s/ cônjuge c/ filhos e c/ parentes 144 983 76 644 39 616 15 509 2 761 2 324 8 130
Homem responsável pela família s/ cônjuge c/ filhos 140 623 57 849 34 867 20 922 4 950 5 504 16 532
Homem responsável pela família s/ cônjuge c/ filhos e c/ parentes 32 584 15 282 9 671 3 975 1 010 976 1 668
Outro 215 264 78 355 65 298 34 403 8 757 8 368 20 083
Fonte: IBGE, Censo Demográfico 2000.Nota: Exclusive as pessoas cuja condição na família era: pensionista, empregado(a) doméstico(a) ou parente do(a) empregado(a) doméstico(a).
(1) Salário mínimo utilizado: R$ 151,00.
(2) Inclusive as famílias que receberam somente em benefícios.
(3) Valor do rendimento nominal médio mensal familiar das famílias com rendimento.

Cresce percentual de famílias cuja pessoa responsável pelo domicílio é a mulher

A análise de informações sobre os arranjos familiares mais freqüentes na sociedade brasileira confirmou que, o percentual de famílias cuja pessoa responsável pelo domicílio é a mulher vem aumentando ao longo dos anos e passou de 7,7 milhões, em 1991, para 12,8 milhões, em 2000 e, entre as responsáveis que tinham cônjuge, o crescimento foi de 5,3% (410 mil) para 15% (1,9 milhão).

Em relação aos tipos de família com parentesco, algumas mudanças foram observadas nos últimos dois Censos, como por exemplo, a queda do tipo de família constituída pelo casal com filhos, que passou de 65,3%, em 1991, para 61,1%, em 2000. Já o maior crescimento relativo foi das famílias constituídas por mulher sem cônjuge e com filhos, que aumentou de 14,9% para 17,3% no mesmo período (Gráfico 2).

Levando em conta a situação do domicílio (urbano ou rural), verificou-se que a grande diferença estava na prevalência do tipo casal com filhos, que na área rural chegava a 61,7% do total de arranjos, enquanto na urbana alcançava 52,9%. A diferença da proporção de famílias com mulheres responsáveis sem cônjuge e com filhos também foi marcante: 18,7% nas áreas urbanas, contra 9,9% nas rurais (Tabela 4).

A convivência com outros parentes do núcleo familiar básico manteve-se estável entre 1991 (16%) e 2000 (17%). Os últimos dados do Censo 2000 mostraram que, na região Sul, essa alternativa era menos freqüente (13,9%), enquanto Norte e Nordeste apresentaram proporções bem mais elevadas (cerca de 20% em cada região) (Gráfico 4).

Em relação ao conjunto de famílias com parentesco (43,9 milhões), o Censo Demográfico de 2000 revelou que 37,8 milhões (86,1%) eram constituídas por uma única família e 6,1 milhões (13,9%) por mais de uma família. Destas últimas, 94,4% eram compostas por apenas 2 famílias, conforme tendência já observada em 1991.

Em 2000, famílias tinham em média 3,5 pessoas

A redução do tamanho das famílias é uma tendência que vem se confirmando com o passar dos anos. Em 2000, cada família tinha em média 3,5 pessoas, enquanto, em 1991, essa média era de 3,9. Entre as famílias rurais, o número médio de pessoas caiu de 4,4 para 4,0 e nas urbanas, de 3,8 para 3,4 (Tabela 7). Apesar da redução, em 2000, na comparação regional, Norte e Nordeste continuaram apresentando uma média mais elevada de pessoas por família (4,0 e 3,8 respectivamente).

28,6% das famílias com mulher responsável sem cônjuge, com filhos e com parentes ganhavam até meio salário mínimo per capita

Segundo as classes de rendimento familiar per capita, entre os tipos de família que viviam com até meio salário mínimo per capita, destacavam-se os arranjos constituídos por mulher responsável sem cônjuge, com filhos e com parentes (28,6%) e casal com filhos e com parentes (28,2%). Interessante observar que no tipo casal sem filhos essa proporção era de 11,2%, mas quando havia a presença de parentes nesse mesmo tipo de família (casal sem filhos e com parentes), a proporção aumentava para 19,1% (Gráfico 9).

Em quase 50% das famílias com cônjuge só a pessoa responsável pelo domicílio tem rendimento

Dependendo do tipo de arranjo familiar, as estratégias de sobrevivência mudam. Em 88% das famílias, o responsável pelo grupo tinha rendimentos e, naqueles arranjos onde o responsável possuía rendimento e havia cônjuge ou companheiro, 48,1% destes últimos não tinham rendimento. Em 41,4% dos arranjos familiares, tanto o responsável quanto o cônjuge e o companheiro tinham rendimentos. (Gráfico 10).

Como resultado do expressivo ingresso de mulheres no mercado de trabalho desde a década de 1970, observou-se que, entre 1991 e 2000 a proporção de mulheres responsáveis pelo domicílio que trabalhavam cresceu de 46,2% para 53,3% e, entre as mulheres ocupadas que eram cônjuges, o aumento foi de 28,4% para 37,7% (Gráfico 11).

Apesar dos avanços observados entre os dois últimos Censos, a proporção de famílias onde apenas uma pessoa tinha rendimentos ainda era alta em 2000 (45,2%) (Gráfico 12).

Censo 2000 pesquisa pela primeira vez o entorno dos domicílios

Os dados do Censo 2000 revelam, pela primeira vez, algumas características do entorno dos domicílios, com informações referentes a existência de iluminação pública; identificação do logradouro e pavimentação/calçamento da rua onde se localizava a residência. Dentre as três novidades, a iluminação pública foi a que apresentou a maior cobertura (83,5%), seguida da identificação da rua (57,9%) e da pavimentação total da rua (56,2%).

Na área urbana, onde o impacto das características do entorno estão mais presentes, observou-se que 93% dos domicílios tinham iluminação pública; 67%, identificação do logradouro e 66% pavimentação total. Observando-se os três serviços de utilidade pública, a iluminação pública foi a que se distribuiu mais uniformemente entre as grandes regiões do país, cujos percentuais foram 94,1% no Sul; 93,9% no Nordeste; 93,2% no Sudeste; 92,6% no Centro-Oeste e 86,8% no Norte.

Já a identificação do logradouro e a pavimentação/calçamento da rua, com proporções mais baixas, apresentaram também diferenças regionais marcantes. Os maiores percentuais de identificação do logradouro estavam no Sudeste (76,7%), no Centro-Oeste (76,1%) e no Sul (62,0%) e os menores, no Norte (44,9%) e no Nordeste (50,7%). Em relação à pavimentação total da rua, o maior percentual foi do Sudeste (76,4%), seguido do Sul (62,1%), Centro-Oeste (58,3%), Nordeste (55,1%) e Norte (39,4%) (Gráfico 13).

Tabela 1.2.1 - Domicílios particulares permanentes e moradores em domicílios particulares permanentes, por situação do domicílio, segundo algumas características dos domicílios e do entorno - Brasil
Características dos domicílios e do entorno Domicílios particulares permanentes
Total Situação do domicílio
Urbana Rural
Total 100,0 100,0 100,0
Entorno - existência de:
  Iluminação pública 83,5 93,1 35,2
  Identificação 57,9 66,9 12,5
  Calçamento/pavimentação da rua
    Total 56,2 66,1 6,2
    Parcial 5,6 5,8 4,7
    Não existe 35,9 25,9 86,5
 
Com uma família 93,5 93,5 94,0
Com mais de uma família 6,5 6,5 6,0
 
Densidade de moradores por dormitório
  1 20,5 21,3 16,3
  Mais de 1 a 2 51,8 52,3 49,5
  Mais de 2 a 3 18,1 17,3 22,0
  Mais de 3 9,6 9,1 12,2
 
Condição de ocupação
  Próprio 75,0 75,3 73,4
    Já quitado 68,1 67,5 71,5
    Em aquisição 6,9 7,8 1,9
  Alugado 13,9 16,3 1,8
  Cedido 9,9 7,2 23,3
  Outra condição 1,2 1,1 1,5
 
Forma de abastecimento de água
  Rede geral 78,0 89,8 18,2
  Outra forma 22,0 10,2 81,8
 
Existência de banheiro ou sanitário e esgotamento sanitário
  Tinha banheiro ou sanitário 92,3 97,4 66,4
    Rede geral de esgoto ou pluvial 47,7 56,5 3,4
    Fossa séptica 15,0 16,0 10,0
    Outro escoadouro (excluídos sem banheiro ou sanitário) 29,6 24,9 53,0
  Não tinha banheiro ou sanitário 7,7 2,6 33,6
 
Número de banheiros
  Nenhum banheiro 16,4 9,3 52,5
  1 banheiro 63,6 67,7 42,7
  2 banheiros 14,1 16,1 3,9
  3 banheiros 4,3 5,0 0,6
  4 banheiros ou mais 1,7 1,9 0,2
 
Existência de:
  Coleta de lixo (direta e indireta) 79,1 92,2 13,3
  Iluminação elétrica 94,5 99,1 71,5
  Linha telefônica instalada 39,2 45,8 5,8
  Forno de microondas 19,3 22,4 3,6
  Geladeira ou freezer 83,4 89,8 51,5
  Máquina de lavar roupa 32,9 37,5 9,6
  Aparelho de ar condicionado 7,4 8,6 1,0
  Rádio 87,9 89,4 80,2
  Televisão 87,2 92,6 60,2
  Videocassete 35,2 40,7 7,4
  Microcomputador 10,6 12,4 1,2
  Automóvel para uso particular 32,7 35,4 19,0
Fonte - IBGE, Censo Demográfico.

Percentual de domicílios considerados inadequados cai 53,6% entre 1991 e 2000

A combinação de alguns indicadores classifica os domicílios em adequados, semi-adequados e não adequados. Os domicílios adequados são aqueles que têm rede geral de abastecimento de água, rede de esgoto ou fossa séptica, coleta de lixo direta ou indireta e até dois moradores por dormitório. Nos semi-adequados, há somente de uma a três dessas características e, nos inadequados, não há nenhuma das condições de adequação.

Em 2000, 19,6 milhões dos domicílios brasileiros eram adequados e 2,2 milhões, inadequados. Em percentual, essas moradias correspondiam, respectivamente, a 43,9% e 5,1% dos domicílios existentes no País. Já em 1991, apenas 32,8% dos domicílios eram adequados, enquanto 11% foram considerados inadequados.

Com exceção do Sudeste, onde quase 60% dos domicílios eram adequados em 2000, nas demais regiões as proporções não atingiam a metade das moradias. O Norte, com apenas 15% dos domicílios adequados, tinha a pior situação. Apesar da situação ainda insatisfatória, de 1991 para 2000, o crescimento no número de domicílios adequados foi de 33,7% e a queda no percentual de domicílios inadequados foi de 53,6% (Gráfico 21).

No Norte, rendimento médio dos domicílios adequados era cinco vezes maior do que o dos inadequados

Em relação ao rendimento nominal mensal domiciliar, observou-se que havia desigualdades regionais tanto no grupo de domicílios adequados quanto nos inadequados. Em ambos os grupos, os rendimentos mais altos concentravam-se nas áreas mais desenvolvidas do País (Centro-Oeste, Sudeste e Sul) e os mais baixos, no Norte e no Nordeste. No entanto, a maior diferença observada foi em relação ao tipo de adequação da moradia, onde, dependendo da região, o rendimento médio dos domicílios adequados chegava a ser até cinco vezes maior do que o rendimento dos inadequados.

Brancos têm melhores condições de moradia do que pretos e pardos e idosos vivem melhor do que crianças de 0 a 6 anos de idade

Quanto à cor do responsável pelo domicílio, os dados mostraram que 53,9% dos brancos no Brasil viviam em domicílios adequados, enquanto entre pretos e pardos esses percentuais eram de 34% e 30,4%, respectivamente (Tabela 14).

Comunicação Social
26 de dezembro de 2003


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