Ministério do Planejamento, Orçamento e Gestão

Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística

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  Pesquisa Mensal de Emprego


Desocupação em dezembro cai para 10,9% e taxa média do ano de 2003 ficou em 12,3%

Em dezembro de 2003, a taxa de desocupação nas seis regiões metropolitanas pesquisadas pela PME ficou em 10,9%. Em relação a novembro, quando a taxa registrada foi de 12,2%, a queda foi de 1,3 ponto percentual, confirmando o comportamento sazonal típico dessa época do ano. Em dezembro de 2002, a taxa de desocupação foi de 10,5%.

Em números absolutos, a PME de dezembro estimou que 18,9 milhões pessoas estavam ocupadas e 2,3 milhões estavam desocupadas nas seis Regiões Metropolitanas abrangidas pela pesquisa. A taxa de ocupação situou-se em 89,1%.

I) PESSOAS EM IDADE ATIVA (PIA)

A pesquisa estimou para dezembro um total 37,3 milhões de pessoas em idade ativa (com 10 anos ou mais de idade) nas seis Regiões Metropolitanas pesquisadas. Esta estimativa não variou em relação ao mês anterior, mas na comparação com dezembro de 2002 houve crescimento de 2,1%, o que significou um aumento de 777 mil pessoas.

II) PESSOAS ECONOMICAMENTE ATIVAS

Estimou-se em 21,2 milhões o número de pessoas economicamente ativas em dezembro de 2003, sendo 55,8% do sexo masculino e 44,2% do sexo feminino. Na distribuição por faixa etária, o resultado foi de 0,7% para as pessoas de 10 a 14 anos de idade; 2,9% de 15 a 17 anos; 19,0% de 18 a 24 anos; 61,7% de 25 a 49 anos e 15,7% de 50 anos ou mais. Em relação a novembro de 2003, o número de pessoas economicamente ativas caiu 1,2%. Em função da redução no número de pessoas desocupadas, a taxa de atividade (relação entre as pessoas economicamente ativas e as pessoas em idade ativa) passou de 57,8% para 56,8%.

Na comparação com dezembro de 2002, houve aumento de 4,9%, ou seja, 996 mil pessoas economicamente ativas a mais no mercado de trabalho. Conseqüentemente, a taxa de atividade em relação ao mesmo período cresceu 1,5 ponto percentual.

O gráfico a seguir mostra a série histórica, de dezembro de 2002 a dezembro de 2003, da população economicamente ativa, nas seis Regiões Metropolitanas abrangidas pela pesquisa.

III) PESSOAS OCUPADAS

Do total da população economicamente ativa (21,2 milhões), 89,1% estavam ocupadas, o que representa um aumento de 1,3 ponto percentual em relação ao mês anterior. Já na comparação com dezembro de 2002, o indicador ficou estável.

Segundo a pesquisa, havia 18,9 milhões de pessoas ocupadas nas seis Regiões Metropolitanas em dezembro de 2003, o que mostra estabilidade na comparação com novembro de 2003 e aumento de 4,5% em relação a dezembro de 2002 (812 mil pessoas).

Veja abaixo a série histórica, de dezembro de 2002 a dezembro de 2003, da população ocupada nas seis Regiões Metropolitanas.

Em relação a novembro de 2003, Rio de Janeiro foi a única região que apresentou queda(-1,5%). Nas demais regiões, destacaram-se as variações positivas observadas em Recife (1,1%) e em São Paulo (1,3%). Em Salvador (0,6%), Belo Horizonte (0,5%) e Porto Alegre (0,2%), o quadro foi de estabilidade.

Na comparação com dezembro de 2002, todas as regiões tiveram aumento no número de pessoas ocupadas, com destaque para Recife (5,1%), Belo Horizonte (5,3%) e São Paulo ( 5,9%), que tiveram crescimento acima do observado no total das 6 áreas (4,5%).

Entre os grupos de atividade, na comparação com novembro de 2003, o comércio (que representa 20,7% de toda a população ocupada), continuou a sua trajetória de crescimento (3,3%) iniciada em outubro, comportamento esperado para esta época do ano em função das festas de final de ano. Outro grupamento que teve crescimento significativo foi o da construção (que representa 7,5% da população ocupada), cujo resultado foi de 3,1% em dezembro.

Já os resultados negativos vieram dos seguintes grupamentos: -1,8% de serviços prestados à empresa, aluguéis, atividades imobiliárias e intermediação financeira (13,2% da população ocupada e -2,9% de educação, saúde, serviços sociais, administração pública, defesa e significativa: 0,3% de indústria extrativa, de transformação e distribuição de eletricidade, gás e água (17,5% da população ocupada); 0,6% de serviços domésticos (7,5% da população ocupada) e -0,4% de outros serviços (alojamento, transporte, limpeza urbana e serviços pessoais), que representa 17,2% da população ocupada.

Na comparação com dezembro de 2002, destacaram-se os movimentos observados nos seguintes grupamentos: comércio (7,3%) e outros serviços (alojamento, transporte, limpeza urbana e serviços pessoais) (7,4%). Outros grupamentos também apresentaram variação positiva: indústria extrativa, de transformação e distribuição de eletricidade, gás e água (3,6%); serviços prestados à empresa, aluguéis, atividades imobiliárias e intermediação financeira (4,2%) e educação, saúde, serviços sociais, administração pública, defesa e seguridade social (3,8%). Já o grupamento de serviços domésticos apresentou ligeira queda (-0,6%) e o da construção manteve-se estável (0,0%).

Considerando as categorias de posição na ocupação, em relação a novembro de 2003, houve aumento no número de trabalhadores por conta própria (1,2%), de empregados trabalhando sem registro na carteira de trabalho no setor privado (2,3%) e de trabalhadores que exploram seu próprio empreendimento com pelo menos um empregado (3,1%). O total de empregados trabalhando com registro na carteira de trabalho no setor privado apresentou queda (-0,7%).

A proporção de trabalhadores por conta própria e de empregados sem registro na carteira de trabalho, que em dezembro de 2003 representavam 43,0% da população ocupada, continuou crescendo. Em dezembro de 2002 esta participação era de 40,5%. Este crescimento é conseqüência do aumento do número de empregados trabalhando sem registro na carteira de trabalho no setor privado (17,1%) e do número de trabalhadores por conta própria (9,5%). Ainda na comparação com dezembro de 2002, o total de empregados trabalhando com registro na carteira de trabalho no setor privado apresentou queda (-1,3%), passando a representar 43,5% da população ocupada. Há um ano está participação era de 46,2%.

Em dezembro de 2003, a Pesquisa Mensal de Emprego estimou em 866 mil pessoas (4,6% da população ocupada) o total de subocupados 1 , sendo que 59,4% eram mulheres. O grupamento serviços domésticos é o que concentra maior contingente de subocupados.

O gráfico a seguir mostra a série histórica, de maio de 2002 a dezembro de 2003, da população subocupada em relação a população ocupada, nas seis Regiões Metropolitanas abrangidas pela pesquisa, segundo o sexo.

IV) PESSOAS DESOCUPADAS (PD)

O número de pessoas desocupadas caiu para 2,3 milhões em dezembro de 2003 nas seis regiões metropolitanas que compõem a PME, o que representa uma queda de 11,8% (307 mil pessoas no contigente dos desocupados) em relação ao mês anterior (2,6 milhões). Na comparação com dezembro de 2002, quando 2,1 milhões de pessoas estavam desocupadas, este indicador apresentou crescimento de 8,7%, ou seja, 183 mil pessoas a mais procurando trabalho.

Em relação ao mês de novembro de 2003, houve redução no número de pessoas desocupadas em quase todas as áreas investigadas pela pesquisa: Recife (-14,9%), Salvador (-4,5%), Rio de Janeiro (-5,6%), São Paulo (-16,5%) e Porto Alegre (-17,1%). Belo Horizonte apresentou variação positiva (0,7%).

Em dezembro de 2003, os homens representavam 45,6% do contingente de desocupados, enquanto as mulheres, 54,4%.

Veja abaixo a série histórica da população desocupada, nas seis Regiões Metropolitanas abrangidas pela pesquisa, de dezembro de 2002 a dezembro de 2003.

V) TAXA DE DESOCUPAÇÂO

A taxa de desocupação em dezembro de 2003, nas seis Regiões Metropolitanas investigadas pela pesquisa, foi de 10,9%. Em relação a novembro, quando este indicador ficou em 12,2%, a queda foi significativa. Na comparação com dezembro de 2002, quando a taxa foi estimada em 10,5%, a variação não foi estatisticamente significativa.

A média da taxa de desocupação no ano de 2003 foi de 12,3%. Na comparação da taxa de desocupação do segundo semestre de 2003 com a do segundo semestre de 2002, houve aumento em quase todas as Regiões Metropolitanas, com exceção da Região Metropolitana do Rio de Janeiro, que apresentou ligeira queda.

VI) RENDIMENTO MÉDIO REAL

Em dezembro de 2003, o rendimento médio real habitualmente recebido pelas pessoas ocupadas, nas seis regiões pesquisadas, foi de R$ 830,10. Na comparação com o rendimento de novembro, houve queda (-1,2%). O rendimento médio real dos homens em dezembro de 2003 foi de R$952,85 e das mulheres, R$ 666,12 .

Em relação às categorias de posição na ocupação, houve ligeira queda (-0,2%) no rendimento médio dos empregados com carteira de trabalho assinada no setor privado, estimado em R$ 869,50. O rendimento dos empregados sem carteira de trabalho assinada no setor privado, estimado em R$ 518,50, também caiu (-6,7%). Quando ao rendimento médio real dos trabalhadores por conta própria (R$ 650,80), houve aumento de 0,7%.

Na comparação com dezembro de 2002, o rendimento médio real habitualmente recebido apresentou queda acentuada para o total das seis áreas (-12,5%). Todas as regiões investigadas tiveram queda: -12,2% em Recife; -3,6% em Salvador; -6,4% em Belo Horizonte; - 13,6% no Rio de Janeiro; -15,3% em São Paulo e -2,5% em Porto Alegre. Em relação às categorias de posição na ocupação, verificou-se queda no rendimento dos empregados com carteira de trabalho assinada no setor privado (-4,6%), dos empregados sem carteira de trabalho assinada (-12,1%) e dos trabalhadores por conta própria, cuja queda foi ainda mais acentuada (-19,0%).

VII) PESSOAS NÃO ECONOMICAMENTE ATIVAS

A pesquisa estimou, para dezembro, um contigente de 16,1 milhões de pessoas com mais de 10 anos de idade que não estavam ocupadas e nem desocupadas (denominadas não economicamente ativas). Este indicador apresentou aumento em relação ao mês anterior (2,9%).

Na comparação com dezembro de 2002, houve queda de 1,3%, o que significa uma redução de 219 mil pessoas não economicamente ativas e entre as regiões, houve diminuição no número de pessoas não economicamente ativas na Região Metropolitana de Recife (-2,7%), Belo Horizonte (-3,7%) e São Paulo (-3,4%).

1 Subocupado por insuficiência de horas efetivamente trabalhadas na semana de referência em todos os trabalhos e a pessoa que, na semana de referência, efetivamente trabalhou menos de 40 horas em todos os trabalhos e estava disponível para trabalhar mais horas no período de 30 dias, contados a partir do primeiro dia da semana de referência.

Comunicação Social
23 de janeiro de 2004



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