| Censo Demográfico - 2000 - Taxas de Mortalidade Infantil - Preliminares |
Taxa de mortalidade infantil no brasil cai para 29,6 óbitos (por mil nascidos vivos) e 404.120 crianças deixam de morrer de 1991 para 2000 Os dados preliminares do questionário da amostra do Censo 2000 revelam que, no Brasil, a mortalidade infantil caiu de 48 óbitos por mil nascidos vivos, em 1990, para 29,6 óbitos infantis por mil nascidos vivos, ou seja, uma queda de quase 38%. Esse resultado mostra que, de 1991 para 2000, 404.120 crianças menores de 1 ano deixaram de morrer no país. Com essa queda, o Brasil ficou abaixo da meta estipulada pela Cúpula Mundial das Nações Unidas pela Criança para o ano 2000, que era de 32 óbitos infantis por mil nascidos vivos. A região Nordeste foi a que mais se destacou na década: no início dos anos 90 tinha uma taxa de mortalidade infantil de 73 óbitos por mil nascidos vivos e chega em 2000 com uma taxa de 44‰, o que representa uma queda de quase 40%. Com exceção do Norte, que teve uma queda de 35% na taxa de mortalidade, as demais regiões reduziram suas taxas em torno de 31% na última década. De 1990 para 2000, as taxas de mortalidade infantil por mil nascidos vivos foram as seguintes: de 45,1 para 29,2 no Norte, de 30,2 para 20,6 no Sudeste, de 28,7 para 19,7 no Sul e de 31,3 para 21,2 no Centro-Oeste. Taxas de Mortalidade Infantil - Preliminares para o Brasil e Grandes Regiões (de 1990 a 2000)
Fonte: IBGE. Censos Demográficos de 1970 a 1991 e Resultados Preliminares do Censo Demográfico de 2000 FECUNDIDADE As informações preliminares do Censo Demográfico de 2000 não só confirmam a tendência, já observada nos censos anteriores, de queda da taxa de fecundidade, como também mostram a redução dos diferenciais regionais. Os níveis estimados da fecundidade para as Grandes Regiões encontram-se bastante próximos ao da média nacional (2,3 filhos por mulher, em 2000). A menor taxa de fecundidade foi verificada na Região Sudeste (2,1 filhos por mulher) e a mais alta na Região Norte (3,2). Taxas de Fecundidade Total Brasil e Grandes Regiões: 1940-2000
Fonte: IBGE, Censo Demográfico 1940, 1950, 1960, 1970, 1980, 1991 e Resultados Preliminares do Censo Demográfico 2000. Em relação a taxa de fecundidade por grupos de idade das mulheres ao longo do período fértil (de 15 a 49 anos de idade), os dados preliminares mostram reduções das taxas em todas as faixas etárias exceto entre as jovens de 15 a 19 anos, que registraram aumento da fecundidade. Esse processo, de crescimento da fecundidade nas idades inferiores a 20 anos e de reduções acentuadas entre as mulheres com 20 anos ou mais, vem ocorrendo desde 1980. No período 1991-2000, a fecundidade na adolescência no país aumentou nas regiões Norte e Nordeste e, em menor escala, na Sudeste. Nas Regiões Sul e Centro-Oeste as taxas de fecundidade das adolescentes permaneceram inalteradas. Em 2000, no Brasil, para cada grupo de 1000 mulheres de 15 a 19 anos de idade, mais de 90 tinham pelo menos 1 filho. Em 1980, essa taxa era de 80%0. Na Região Norte, em 1980, para cada grupo de 1000 mulheres de 15 a 19 anos, quase 130 delas já haviam tido pelo menos 1 filho. Em 2000, a respectiva taxa ultrapassa os 140%0. Com isso, a idade média da fecundidade sofre um processo de rejuvenescimento e cai de 1980 para 2000, no Brasil e em todas as Regiões. Nesse período, a idade média da fecundidade no Brasil declinou de 28,9 anos para 26, 3 anos. Comunicação
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