Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística

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Geografia

Áreas Urbanizadas 2015

O projeto Áreas Urbanizadas 2015 propõe apresentar um panorama do processo de urbanização do país por meio do mapeamento (vetorização) de áreas urbanizadas a partir de imagens de satélite. Essa iniciativa, que o IBGE já havia realizado de forma pioneira em 2005, retorna hoje alinhado às necessidades dos Objetivos do Desenvolvimento Sustentável, em especial o ODS 11, e da Agenda Global 2030, assim como da Nova Agenda Urbana pactuada na Terceira Conferência das Nações Unidas sobre Moradia e Desenvolvimento Urbano Sustentável (Habitat III).

A presente publicação apresenta o relatório metodológico com os objetivos e os procedimentos operacionais adotados, tanto na identificação das áreas urbanizadas do Brasil quanto na classificação e no cálculo de suas áreas. Contém também a apresentação dos primeiros resultados, referentes as áreas urbanizadas das Concentrações Urbanas do Brasil acima de 300 mil habitantes além dos municípios de Palmas (TO) e Boa Vista (RR). Este mapeamento terá sequência com as manchas urbanizadas de concentrações urbanas de menor porte demográfico.

Entre a divulgação das Áreas Urbanizadas 2005 e o das Áreas Urbanizadas 2015, ocorreram grandes avanços tecnológicos que permitiram um mapeamento mais preciso das manchas urbanizadas do País. O objetivo do projeto é fornecer uma perspectiva da urbanização brasileira, de modo a complementar estudos acerca da forma urbana e suas diferenciações regionais, da influência do meio físico (topografia, rios, etc.) na conformação das áreas urbanizadas, bem como de estudos focados na identificação de tendências e potenciais vetores de expansão das cidades.

Os resultados desse mapeamento fornecem insumos para análises do ordenamento territorial, oferecendo um panorama do estágio da urbanização brasileira na primeira metade da década de 2010. Todas as áreas nesse estudo foram mapeadas a partir da mesma metodologia. Foram utilizadas imagens de satélite RapidEye em escala 1:50.000, dos anos de 2011 a 2014. Os polígonos das áreas urbanizadas foram classificados em duas categorias: densa e pouco densa. As áreas densas apresentam uma ocupação urbana contínua, com pouco espaçamento entre as construções e maior capilaridade de vias. Nas áreas pouco densas observa-se a presença de feições urbanas, porém, com uma ocupação mais espaçada. Essa classificação inclui loteamentos ainda em processo de construção, áreas situadas nas bordas das manchas densas, caracterizando uma transição entre a paisagem rural e urbana ou mesmo pequenas ocupações isoladas, como, por exemplo, sedes de distritos municipais.

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