Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística

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Pesquisa Nacional Por Amostra de Domicílios - PNAD 1999

Demografia 1.1 - População Residente, por situação do domicílio e sexo, segundo os grupos de idade

Brasil - 1999

Percentual dos menores de idade continuou em tendência de declínio

A participação das pessoas de menos de 18 anos de idade, que estava em 41,3% em 1989, caiu de 38,7% para 36,0%, de 1995 para 1999, refletindo os efeitos da queda acentuada da fecundidade na década de 80 e que prosseguiu de forma moderada no atual decênio. O percentual de crianças e adolescentes foi menor no Sudeste (32,6%), tendo ficado em 34,6% no Sul, 36,3% no Centro-Oeste e 40,6% no Nordeste.

Em quatro anos, o número de idosos aumentou em 1,8 milhão

De 1995 para 1999, o número de pessoas idosas de 60 anos ou mais de idade cresceu 14,5%. O lento mas contínuo processo de envelhecimento da população fez com que a participação das pessoas idosas passasse de 7,4% em 1989 para 8,3% em 1995 e alcançasse 9,1% em 1999. No Sudeste, que deteve o maior grau de envelhecimento, em 1999 os idosos já representavam 10,0% da população.

Em 100 pessoas idosas, 55 eram do sexo feminino

Na década de 90, a participação das mulheres no contingente de pessoas de 60 anos ou mais de idade ficou em torno de 55%, refletindo a mortalidade diferenciada por gênero, que fica mais evidente nas faixas de idade mais elevadas. De 1995 para 1999, o contingente de 60 anos ou mais de idade na população masculina passou de 7,6% para 8,3% e na feminina de 9,0% para 9,8%

Prosseguiu a redução gradual no tamanho da família

O tamanho médio da família vem declinando lentamente influenciado, principalmente, pela diminuição progressiva do número médio de filhos por mulher. Em 1989, o número médio de pessoas por família situava-se 3,9 e, de 1995 para 1999, passou de 3,6 para 3,4. Este indicador ficou em 3,3 no Sul e no Sudeste, 3,4 no Centro-Oeste e 3,7 no Nordeste.

Em 26% das famílias foi indicada pessoa do sexo feminino como principal responsável

As mulheres eram responsáveis por 20,1% das famílias em 1989 e 22,9% em 1995.

Formaram-se estruturas por cor ou raça bastante distintas nas regiões

Os brancos constituíam 83,6% no Sul e 64,0% no Sudeste. No Nordeste, a maioria (64,5%) estava formada por pessoas de cor parda. No Centro-Oeste o percentual de pessoas de cor parda (49,4%) ainda permaneceu próximo ao de indivíduos brancos (46,2%). No população do País, as pessoas brancas representavam 54,0%, as pardas, 39,9% e as pretas, 5,4%.

Em cada cem pessoas, trinta e nove nasceram fora do município de residência

No total da população, 39,3% não era natural do município em que residia e 15,8% não nasceu na Unidade da Federação em que morava. No Centro-Oeste, as pessoas não-naturais do município de residência eram maioria, alcançando 54,3% da população dessa região. Nas demais, este percentual ficou em 43,8% no Sul, 40,8% no Sudeste e 30,6% no Nordeste.

As pessoas não-naturais da Unidade da Federação em que residiam representavam 35,2% no Centro-Oeste, 7,2% no Nordeste, 18,6% no Sudeste e 12,5% no Sul.

Educação

Prosseguiu o crescimento da taxa de escolarização das crianças de 7 a 14 anos de idade

A proporção de crianças de 7 a 14 anos de idade que não estavam na escola situava-se em 16,2% em 1989. De 1995 para 1999 este indicador baixou de 9,8% para 4,3%. Este crescimento vem reduzindo o analfabetismo e elevando o nível de instrução da população. O Sudeste deteve a maior taxa de escolarização (96,7%) e o Nordeste, apesar do avanço, a menor (94,1%). Em quatro anos, o percentual de crianças fora da escola recuou de 6,4% para 3,3%, no Sudeste, e de 15,0% para 5,9%, no Nordeste.

Na área urbana, a proporção de crianças de 7 a 14 anos de idade fora da escola situou-se em 3,5%. Este indicador ficou em 2,7% no Sudeste, 2,8% no Sul, 3,0% no Centro-Oeste, 4,5% no Norte e 5,2% no Nordeste.

Ainda continuou havendo mais meninos do que meninas fora da escola

Apesar de a taxa de escolarização masculina ainda ter sido inferior à feminina, já se percebe diminuição na defasagem. De 1995 para 1999, a proporção de meninos de 7 a 14 anos de idade fora da escola caiu de 10,7% para 4,7% e a de meninas, de 8,8% para 3,9%.

A taxa de analfabetismo dos meninos também manteve-se mais alta que a das meninas

A taxa de analfabetismo das crianças de 10 a 14 anos de idade estava em 14,8% em 1989, baixou para 9,9% em 1995 e caiu para 5,5% em 1999. Este indicador situou-se em 7,0% no contingente masculino e 4,0% no feminino.

Esta taxa da Região Nordeste (12,7%) ainda manteve-se bastante distanciada das referentes às Regiões Centro-Oeste (2,8%), Sudeste (1,4%) e Sul (1,3%).

Na população de 10 anos ou mais de idade, a taxa de analfabetismo ficou em 12,3%, sendo de 12,5% para os homens e de 12,1% para as mulheres.

Subiu o nível de instrução da população

A crescente escolarização vem impulsionando a elevação do nível de instrução da população. De 1995 para 1999, o percentual de pessoas de 10 anos ou mais de idade que tinham pelo menos o 2o grau concluído (11 anos ou mais de estudo) elevou-se de 15,5% para 19,0%. O Sudeste deteve a mais alta proporção (22,7%) e o Nordeste, a mais baixa (12,8%).

Nível de instrução das mulheres continuou mais alto que o dos homens

Na população masculina de 10 anos ou mais de idade, o contingente que concluiu pelo menos o 2o grau passou de 14,4% para 17,5%, de 1995 para 1999, e na feminina, de 16,4% para 20,4%.

Trabalho

Para os ocupados a distância entre os níveis de instrução dos dois gêneros foi ainda maior

De 1995 para 1999, a proporção de pessoas ocupadas com pelo menos o 2o grau concluído passou de 17,3% para 21,2%, na população masculina, e de 24,9% para 30,4%, na feminina.

População ocupada cresceu 2,4%

O aumento de 1998 para 1999 foi muito superior ao observado de 1997 para 1998, que ficou em apenas 0,9%. Em atividade agrícola, o crescimento foi de 6,3%, enquanto que em atividade não-agrícola o crescimento foi de somente 1,3%. O ramo da atividade não-agrícola que mais absorveu pessoal foi o da prestação de serviço e os que tiveram perda de pessoal foram o da indústria da construção e das outras atividades industriais.

Participação do pessoal ocupado no ramo agrícola voltou ao patamar de 1997

O pessoal ocupado em atividade agrícola cresceu 6,3% e sua participação na população ocupada em 1999 retornou ao patamar de 1997 (24,2%). Esse aumento deveu-se ao incremento da produção agrícola, que demandou mais mão-de-obra, trazendo de volta pessoal habitualmente envolvido nas atividades desse ramo e que estava temporariamente deslocado para outros trabalhos ou fora da força de trabalho. Especificamente no Nordeste, as condições climáticas favoráveis recuperaram parte do pessoal que no ano anterior havia sido transferido para frentes de trabalho em construção civil, criadas para minorar os efeitos adversos da seca. O ramo agrícola deteve 40,7% das pessoas ocupadas no Nordeste, 26,4% no Sul, 22,8% no Centro-Oeste e 13,4% no Sudeste.

De 1998 para 1999, no ramo agrícola houve aumento de 5,5% no número de empregados, 3,2% no de trabalhadores por conta própria, 2,1% no de empregadores, 9,8% no de trabalhadores não remunerados e 7,7% no de trabalhadores na produção para o próprio consumo.

Retomada na formalização do emprego em atividade agrícola...

O número de empregados com carteira de trabalho assinada em atividade agrícola cresceu 13,8%, retomando a longa trajetória de formalização do emprego nessa atividade, interrompida nos dois anos anteriores, com as quedas de 3,2%, ocorrida de 1996 para 1997, e de 8,8%, constatada de 1997 para 1998. Com esse aumento a participação das pessoas com carteira de trabalho assinada no total de empregados em atividade agrícola alcançou 29,9%. Este indicador estava em 24,6% em 1992 e chegou a 29,3% em 1996. Em termos regionais, os maiores percentuais foram verificados no Sul (45,4%) e no Sudeste (38,1%). No Centro-Oeste este resultado ficou em 30,9% e, no Nordeste, em somente 15,7%.

Entre os empregados sem carteira trabalho assinada o crescimento foi de 2,3%.

... E queda no número de empregados com carteira assinada em atividade não-agrícola

No contingente de empregados em atividade não-agrícola, de 1998 para 1999, houve queda de 2,0% no número de empregados com carteira de trabalho assinada e aumento insignificante (0,7%) no de empregados sem registro. Na categoria dos militares e estatutários houve elevação de 3,9%, decorrente, principalmente, do aumento da parcela empregada na esfera municipal, repetindo comportamento observado de 1997 para 1998. O contingente de funcionários públicos estaduais, que vinha declinando até 1998, também teve aumento, ainda que menos expressivo. Na esfera federal, a tendência de queda foi mantida. De 1998 para 1999 houve baixa de 5,5% entre os funcionários públicos federais e alta de 3,3% entre os estaduais e de 10,3% entre os municipais.

De 1998 para 1999, a participação do contingente com carteira de trabalho assinada entre os empregados em atividade não-agrícola passou de 57,5% para 56,6%. Em termos regionais, este indicador ficou em 65,2% no Sul; 63,0% no Sudeste; 46,5% no Centro-Oeste e 41,9% no Nordeste.

Aumentou o número de trabalhadores por conta própria em atividade não-agrícola

De 1998 para 1999 o número de trabalhadores por conta própria em atividade não-agrícola subiu 3,5% (mantendo pela terceira vez consecutiva igual percentual de crescimento) e a sua participação na população ocupada nessa atividade passou de 21,8% para 22,3%.

Setor da indústria deteve pouco mais de 19% da população ocupada

O setor da indústria (constituído pela indústria de transformação, indústria da construção e outras atividades industriais) absorveu 19,3% dos trabalhadores em 1999. Este percentual oscilou de 19,6% a 20,7% no período de 1992 a 1998. Este setor teve baixa de 1,9% de 1998 para 1999.

População ocupada na indústria da construção caiu 4,8%

Esta queda, que interrompeu a trajetória de crescimento observada nos três anos anteriores, foi fortemente influenciada pela redução acentuada no contingente de empregados. A baixa de 8,7% no número de empregados com carteira de trabalho assinada sinalizou a continuação da desaceleração das construções a cargo das grandes empreiteiras, uma vez que é nos empreendimentos de maior porte que se concentra esta categoria. A redução de 6,5% no contingente de empregados sem registro resultou de diminuição da atividade no setor privado e, também da liberação de parte da mão-de-obra, temporariamente deslocada da agricultura nordestina, ocupada pelo setor público em frentes de trabalho em construção civil. No Nordeste o decréscimo na categoria do emprego sem registro ocupada em construção civil pelo setor público, na qual o contingente deslocado da agricultura se inseriu, foi de 21,5%.

Os trabalhadores por conta própria, representando 41,0% do contingente ocupado na indústria da construção, tiveram aumento inexpressivo (0,5%).

A participação do pessoal deste ramo na população ocupada baixou de 7,1% em 1998 para 6,6% em 1999. Este percentual ficou em 7,3% no Sudeste, 6,7% no Centro-Oeste, 6,3% no Sul e 5,9% no Nordeste.

Pessoal ocupado na indústria de transformação não teve alteração significante

A redução do ritmo da produção, em função dos efeitos das duas crises internacionais, provocou queda de 3,2 % de 1997 para 1998 no pessoal ocupado no ramo da indústria de transformação. Ainda que, de 1998 para 1999, o aumento deste contingente tenha sido irrelevante (0,6%), refletiu o princípio da recuperação no ramo. O número de empregados com carteira de trabalho assinada, que tinha apresentado forte redução (3,8%) de 1997 para 1998, teve baixa insignificante (0,5%).

A indústria de transformação absorveu 11,8% da população ocupada em 1998 e 11,6% em 1999. Este indicador situou-se em 15,2% no Sul, 14,5% no Sudeste, 7,1% no Centro-Oeste e 6,7% no Nordeste.

Comércio de mercadorias manteve o ritmo de crescimento de pessoal

De 1998 para 1999, o pessoal ocupado no comércio de mercadorias apresentou aumento de 2,1%, igual ao que foi constatado de 1997 para 1998. O contingente que mais contribuiu para este aumento foi o dos empregados sem registro, que subiu 9,8%. A parcela dos empregados com carteira de trabalho assinada foi a única que teve redução (2,7%).

A participação do pessoal deste ramo na população ocupada foi de 13,4%. Este indicador ficou em 14,1% no Centro-Oeste, 14,0% no Sudeste e, 12,4% no Nordeste e 12,0% no Sul.

População ocupada no setor dos serviços continuou aumentando

O setor dos serviços, detendo 43,1% da população ocupada, cresceu 2,5%, de 1998 para 1999. Este aumento foi maior que o observado de 1997 para 1998 (2,2%). Entre os seis ramos que o compõem, os que apresentaram maior impulso de expansão foram os da prestação de serviços (3,4%) e da administração pública (3,2%). O aumento no número de pessoas ocupadas no serviço doméstico remunerado (306 mil pessoas) contribuiu substancialmente para o crescimento de 456 mil pessoas no ramo da prestação de serviços, que detinha 44,8% da população ocupada no setor dos serviços.

O número de trabalhadores domésticos cresceu 6,1% e prosseguiu a formalização desta categoria

Os trabalhadores domésticos representavam 7,4% da população ocupada e 9,8% do contingente em atividade não-agrícola. Na sua composição, 93,0% destes trabalhadores eram mulheres. A sua maior parcela, formada pelos pessoas sem carteira de trabalho assinada, que de 1997 para 1998 tinha apresentado decréscimo expressivo, aumentou 5,4%. O número de trabalhadores domésticos com carteira de trabalho assinada subiu 8,7%, prosseguindo o crescimento da formalização no emprego no serviço doméstico remunerado. Em 1999 um quarto dos trabalhadores domésticos tinham carteira de trabalho assinada, quando em 1995 eram 19,1%.

No total da população ocupada os trabalhadores domésticas eram 9,3% no Centro-Oeste, 8,6% no Sudeste, 6,6% no Sul e 5,6 no Nordeste.

O percentual de crianças de 5 a 14 anos de idade trabalhando ficou em 9%

Do total de 2,9 milhões de crianças ocupadas de 5 a 14 anos de idade, 87,1% estavam na faixa de 10 a 14 anos de idade. As meninas representavam cerca de um terço das crianças ocupadas de 5 a 14 anos de idade. De 1995 para 1999, a proporção de crianças trabalhando na faixa de 5 a 14 anos de idade caiu de 14,5% para 11,8% entre os meninos e de 7,8% para 6,0% entre as meninas.

O número de crianças de 5 a 9 anos ocupadas continuou apresentando tendência de declínio. De 1995 para 1999, este contingente baixou de 519 mil para 375 mil e a sua participação no total desta faixa etária caiu de 3,2% para 2,4%. Na população ocupada de 5 anos ou mais de idade, a participação destas crianças passou de 0,7% para 0,5%.

Em quatro anos, o grupo de 10 a 14 anos de idade diminuiu de 3,3 milhões para 2,5 milhões e a sua participação no total do grupo etário reduziu-se de 18,7% para 14,9%. De 1998 para 1999, este contingente apresentou aumento de 1,9%, decorrente do crescimento da parcela em atividade agrícola, uma vez que em atividade não-agrícola houve baixa. De 1995 para 1999, na população ocupada de 5 anos ou mais de idade, a participação das crianças de 10 a 14 anos de idade passou de 4,7% para 3,5%.

Cerca de 43% dos trabalhadores contribuíam para instituto de previdência

De 1998 para 1999, o número de contribuintes de instituto de previdência apresentou elevação insignificante (0,6%) e a sua proporção na população ocupada baixou 44,3% para 43,5%. Cerca de um quarto da população ocupada do Nordeste (24,6%) era contribuinte de instituto de previdência, enquanto no Sudeste este percentual era mais do dobro (55,4%). Este indicador ficou em 49,1% no Sul e 40,6% no Centro-Oeste.

Em atividade agrícola, a proporção de contribuintes de instituto de previdência retomou o sentido ascendente, sustado em 1997. De 1998 para 1999, o número de contribuintes subiu 14,8%, elevando a sua proporção na população ocupada de 9,2% para 9,9%, próxima a alcançada em 1996 (10,1%).

Em atividade não agrícola, de 1998 para 1999, o número de contribuintes de instituto de previdência teve decréscimo insignificante (0,2%) e a sua proporção na população ocupada baixou de 54,7% para 53,9%.

O número de trabalhadores sindicalizados subiu

Após dois anos consecutivos de pequenos decréscimos, o número de trabalhadores sindicalizados cresceu 3,2% devido, principalmente, ao aumento deste contingente em atividade agrícola, que teve elevação de 14,4%.

A participação dos trabalhadores sindicalizados na população ocupada pouco se alterou na década, tendo oscilado entre o máximo de 16,7%, atingido em 1992, e o mínimo de 15,9%, em 1998. Em 1999, este indicador ficou em 16,1%. A sindicalização permaneceu menor nos ramos da indústria da construção (6,5%) e da prestação de serviços (5,9%).

Rendimento

O grau de concentração dos rendimentos continuou diminuindo ...

O grau de concentração dos rendimentos apresentou declínio de 1990 até 1992, subiu em 1993, voltou a cair em 1995 e 1996, estabilizou-se em 1997 e baixou em 1998 e 1999.

De 1998 para 1999, os rendimentos tiveram substancial redução, que foram um pouco mais acentuadas nas remunerações mais altas, o que ocasionou diminuição no grau de concentração dos rendimentos. Entre os 10% com as menores remunerações de trabalho a perda real foi de 6,8% e, no outro extremo, entre os 10% com os maiores rendimentos, de 8,6%.

Em 1999, os 50% da população ocupada com as menores remunerações detiveram 14,5% do rendimento de trabalho e, no ano anterior, 14,0%. No período de 1989 a 1999, o mínimo deste indicador (11,2%) ocorreu em 1989. A participação dos 10% com as maiores remunerações de trabalho baixou de 46,5% para 45,7%, de 1998 para 1999. Este indicador da parcela do topo do rendimentos, no período de 1989 a 1999, atingiu o máximo em 1989 (51,5%).

No período de 1989 a 1999, o índice de Gini da distribuição dos rendimentos de trabalho alcançou o máximo em 1989 (0,630) e o mínimo em 1999 (0,567).

O confronto regional mostrou que o grau de concentração dos rendimentos manteve-se mais elevado no Nordeste e no Centro-Oeste. Em 1999, o índice de Gini ficou em 0,537 no Sudeste, em 0,543 no Sul, em 0,587 no Nordeste e 0,573 no Centro-Oeste.

... E caiu de forma acentuada o nível das remunerações de trabalho

O rendimento médio real das pessoas com remuneração de trabalho, que já vinha apresentando pequenas baixas de 1996 para 1997 (1,2%) e de 1997 para 1998 (0,8%), teve queda substancial (7,1%) de 1998 para 1999. Este último resultado elevou a perda a 9,0% de 1996 para 1999. No período iniciado em 1989, o rendimento de 1999 superou somente os de 1990 a 1993.

De 1998 para 1999, houve perda real de 9,5% na remuneração média dos empregadores, 7,4% na dos trabalhadores por conta própria, 6,2% na dos empregados e 2,2% na dos trabalhadores domésticos.

O Nordeste manteve a remuneração média inferior às das demais regiões e o Sudeste, a mais elevada. Em 1999, o rendimento médio das pessoas ocupadas com remuneração de trabalho no Nordeste foi metade do referente ao Sudeste.

Rendimento médio mensal dos empregados ficou em 3,7 salários mínimos

Em 1999, nas três categorias que compõem o contingente dos empregados, o rendimento médio situou-se em 4,1 salários mínimos para os empregados com carteira de trabalho assinada, 6,0 salários mínimos para os militares e estatutários e, apenas, 2,1 salários mínimos para os empregados não registrados. No Nordeste, os rendimentos médios foram os menores para estas três categorias.

Rendimento das mulheres ainda permaneceu muito menor que os dos homens

Apesar da defasagem entre os rendimentos dos dois gêneros continuar diminuindo, a remuneração média de trabalho das mulheres ainda ficou em patamar muito inferior ao dos homens. Em 1995, o rendimento médio de trabalho das mulheres representava 54,2% do recebido pelos homens. Esta relação ficou em 60,7% em 1999.

Considerando somente as pessoas ocupadas com rendimento de trabalho, a remuneração média de trabalho das mulheres em 1995 representava 62,6% da recebida pelos homens e, quatro anos depois, alcançou 69,1%.

Pouco mais de 2% dos trabalhadores ganhavam mais de 20 salários mínimos

Enquanto 20,1% dos trabalhadores recebiam até 1 salário mínimo, somente 2,2% ganhavam mais de 20 salários mínimos. Na população ocupada masculina, 17,0% estava na faixa de até 1 salário mínimo e, na feminina, 24,7%. Na faixa de mais de 20 salários mínimos de rendimento de trabalho, encontrou-se 2,9% do contingente masculino e somente 1,1% do feminino.

Cerca de 11% das famílias tinham rendimento de até 1 salário mínimo

Enquanto 11,1% das famílias tinham rendimento de até 1 salário mínimo, 5,9% estavam na faixa de mais de 20 salários mínimos.

No Nordeste, 21,8% das famílias tinham rendimento de até 1 salário mínimo, sendo este percentual acentuadamente mais elevado que os das demais regiões. Esta parcela das famílias representava 6,2% no Sudeste, 7,8% no Sul e 9,2% no Centro-Oeste. Tinham rendimento de mais de 20 salários mínimos 7,8% das famílias do Sudeste, 6,5% do Centro-Oeste, 6,4% do Sul e 2,7% do Nordeste.

Habitação

Perto de 80% das moradias eram servidas por rede geral de abastecimento de água

A parcela dos domicílios atendidas por rede geral de abastecimento de água representava 76,3% em 1995 e atingiu 79,8% em 1999. A água proveniente de rede geral de abastecimento atendia 92,3% das moradias urbanas e 24,9% das rurais. Na área urbana, este percentual situou-se em 96,1% no Sudeste, 95,0% no Sul, 88,6% no Nordeste, 86,2% no Centro-Oeste e 71,5% no Norte.

Cerca de 44% das habitações estavam ligadas a rede coletora de esgoto

Em 64,6% das residências havia esgotamento sanitário adequado, ou seja, a instalação sanitária estava ligada a rede coletora de esgoto (43,6%) ou a fossa séptica (21,0%). Em 1995, havia 60,0% dos domicílios com esgotamento sanitário adequado, sendo 39,7% ligados a rede coletora e 20,3% a fossa séptica.

Em 1999, na área urbana, 75,6% das moradias tinham esgotamento sanitário adequado, sendo 52,5% atendidas por rede coletora de esgoto e 23,1% por fossa séptica. Na área rural, somente 16,3% dos domicílios tinham esgotamento sanitário adequado. No total, havia esgotamento sanitário adequado em 84,2% das habitações do Sudeste, 69,0% do Sul, 41,1% do Centro-Oeste e 36,3% do Nordeste.

Serviço de coleta de lixo atendia a quase 80% das residências

O percentual de domicílios atendidos por serviço de coleta de lixo subiu de 72,1% para 79,9% de 1995 para 1999. Este serviço atendia a 93,7% das moradias urbanas e a 19,6% das rurais em 1999. Na área urbana, este percentual alcançou 97,7% no Sul, 97,2% no Sudeste, 96,1% no Centro-Oeste, 84,6% no Nordeste e 81,4% no Norte.

Em 94,8% das habitações havia iluminação elétrica

Quatro anos antes, este percentual estava em 91,8%. Em 1999, a proporção das moradias que tinham iluminação elétrica atingiu 99,2% na área urbana e 75,4% na área rural. Na área urbana, apenas 0,3% das residências do Sudeste, 0,5% no Centro-Oeste e 0,6% do Sul ainda não possuíam iluminação elétrica. Este indicador ficou em 2,1% no Nordeste e 2,2% no Norte. Na área rural, a Região Sul continuou a deter o menor percentual de domicílios sem iluminação elétrica (7,5%), vindo em seguida o do Sudeste (11,1%). Muito afastados destes dois, situaram-se os indicadores do Nordeste (37,1%) e do Centro-Oeste (25,1%).

Em 62,4% dos domicílios não havia telefone

A proporção de moradias com telefone subiu de 22,4%, em 1995, para 37,6%, em 1999. O crescimento no número de domicílios atendidos por este serviço foi de 20,2% de 1998 para 1999 e, em quatro anos, o aumento foi de 85,2%. A expansão da telefonia celular contribuiu com parte importante para esta evolução. Embora este serviço venha apresentando crescimento acelerado, em 1999 atendia a somente 44,3% dos domicílios urbanos e a 8,0% dos rurais. Considerando as residências urbanas, a cobertura deste serviço era menor no Nordeste (30,0%) e no Norte (33,5%). Nas demais regiões, este percentual foi de 49,3% no Sudeste e de 48,8% no Sul e no Centro-Oeste.

Havia geladeira em 82,8% das moradias

Quatro anos antes, constatou-se que existia geladeira em 74,9% dos domicílios. O número de moradias com geladeira foi o que apresentou o segundo maior crescimento (3,5%) de 1998 de 1999. Em 89,7% dos domicílios urbanos e em 52,5% dos rurais, havia este bem de grande importância para a saúde. Na área urbana, esta proporção situou-se em 95,2% no Sudeste e 94,1% no Sul. O resultado mais baixo foi encontrado no Nordeste (75,1%), vindo em seguida os das Regiões Norte (80,7%) e Centro-Oeste (89,9%).

Somente 19,6% dos domicílios tinham freezer

Entre os bens duráveis pesquisados, o freezer foi o menos encontrado nas moradias. O número de habitações com freezer, que apresentou altas taxas de crescimento no período de 1992 a 1998, subiu somente 2,2% de 1998 para 1999. Em 1995, havia este bem em 15,4% dos domicílios. Em 1999, a proporção de residências com freezer foi de 20,8% na área urbana e de 14,5% na rural. Nos domicílios urbanos, o Sul destacou-se por deter a maior proporção (31,9%) e o Nordeste, a menor (10,3%). Este percentual ficou em 21,8% no Sudeste, 21,5% no Centro-Oeste e 18,4% no Norte.

Em pouco menos de um terço das residências havia máquina de lavar roupa

Considerando os bens duráveis pesquisados, o número de habitações com máquina de lavar roupa, foi o que apresentou maior crescimento (3,9%) de 1998 para 1999. Entretanto, este aumento foi menor que os observados no período de 1995 a 1998. Em quatro anos, o percentual de residências com este bem subiu de 26,7% para 32,8%. Nos domicílios da área urbana este indicador chegou a 38,0% e nos da área rural, a 10,0%. Entre as moradias urbanas, o resultado encontrado para o Nordeste (12,7%) ficou bastante distanciado do alcançado no Sul (51,7%). Nas demais regiões, este percentual situou-se em 47,1% no Sudeste, 28,6% no Centro-Oeste e 22,0% no Norte.

Cerca de 90% dos domicílios tinham rádio e 88% possuíam televisão

De 1995 para 1999, o percentual de residências com rádio subiu de 88,9% para 89,9%. Dentre os bens pesquisados, este foi, depois do fogão, o mais difundido nas habitações. A proporção de moradias em que havia rádio ficou em 91,3% nas urbanas e em 83,7% nas rurais. No total, esta proporção atingiu 94,5% no Sul, 93,8% no Sudeste, 85,6% no Centro-Oeste e 83,3% no Nordeste.

Quanto à televisão, em 1995, estava presente em 81,1% dos domicílios e alcançou 87,7% em 1999. O número de habitações com televisão vem crescendo mais rapidamente do que o de moradias com rádio. Em quatro anos, o número de domicílios em que havia televisão cresceu 16,3%, enquanto o dos que tinham rádio aumentou 11,5%. O percentual de residências com televisão atingiu 93,2% em área urbana e 63,8% em área rural. Entre as habitações urbanas, este bem foi encontrado com maior freqüência no Sudeste (95,9%). Esta proporção alcançou 93,7% no Sul, 91,9% no Centro-Oeste, 88,1% no Norte e 88,0% no Nordeste.