Metodologia
Sumário
Introdução
Conceituação das Características Investigadas
Características de trabalho e rendimento
Características de saúde
PLANO DE AMOSTRAGEM
Equipe técnica
Introdução
O sistema de pesquisas domiciliares, implantado progressivamente no Brasil a partir de 1967, com a criação da Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios - PNAD, tem como finalidade a produção de informações básicas para o estudo do desenvolvimento socioeconômico do País.
Trata-se de um sistema de pesquisas por amostra de domicílios que, por ter propósitos múltiplos, investiga diversas características socioeconômicas, umas de caráter permanente nas pesquisas, como as características gerais da população, educação, trabalho, rendimento e habitação, e outras com periodicidade variável, como as características sobre migração, fecundidade, nupcialidade, saúde, nutrição e outros temas que são incluídos no sistema de acordo com as necessidades de informação para o País.
A Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios teve início no segundo trimestre de 1967, sendo os seus resultados apresentados com periodicidade trimestral, até o primeiro trimestre de 1970. A partir de 1971 os levantamentos passaram a ser anuais com realização no último trimestre. A pesquisa foi interrompida para a realização dos Censos Demográficos de 1970, 1980 e 1991.
Na década de 70, os principais temas investigados na PNAD, além de aspectos gerais da população, educação, trabalho, rendimento e habitação, foram migração e fecundidade. Em 1974/1975, foi levada a efeito uma pesquisa especial, denominada Estudo Nacional da Despesa Familiar - ENDEF, que, além dos temas anteriores, investigou consumo alimentar e orçamentos familiares. Durante a realização do ENDEF o levantamento básico da PNAD foi interrompido.
As pesquisas realizadas na década de 80 mantiveram inalteradas as características do levantamento básico, visando, com isso, gerar uma série histórica de resultados. Ademais, a pesquisa básica incorporou a investigação da cor das pessoas, a partir de 1987, e a existência de rádio e televisão nos domicílios particulares permanentes, a partir de 1988. Através de pesquisas suplementares foram investigados os seguintes temas: saúde em 1981; educação em 1982; mão-de-obra e previdência em 1983; fecundidade feminina em 1984; situação do menor em 1985; anticoncepção, acesso a serviços de saúde, suplementação alimentar e associativismo em 1986; participação político-social e estoque de aparelhos utilizadores de energia em 1988; e trabalho em 1989 e 1990.
A pesquisa básica da PNAD de 1992, além de aspectos gerais da população, educação, trabalho, rendimento e habitação, agregou os temas: migração, fecundidade e nupcialidade. Esta mesma abrangência foi mantida em 1993 e 1995. Em 1994, por razões excepcionais, não foi realizado o levantamento da PNAD. A extensão e profundidade da pesquisa básica determinou que não houvesse levantamento suplementar em 1992, 1993 e 1995. Em 1996, para possibilitar a inclusão do tema mobilidade social, foram retirados dois tópicos (trabalho das crianças de 5 a 9 anos de idade e ensino supletivo) e um tema (nupcialidade) da pesquisa básica. Em 1997, além dos tópicos e do tema excluídos em 1996, foi retirado o tema mobilidade social. Em 1998, além do que foi pesquisado em 1997, foram incluídos o tema saúde e o tópico trabalho das crianças de 5 a 9 anos de idade.
A investigação do tema saúde na pesquisa de 1998 objetivou a obtenção de informações sobre a morbidade percebida, o acesso a serviço de saúde, a cobertura por plano de saúde, a utilização dos serviços de saúde e os gastos com saúde. Buscou, também, informações para mensurar as condições de mobilidade física das pessoas de 14 anos ou mais.
A partir da PNAD de 1992, para captar determinados grupos de pessoas envolvidas em atividade econômica que, anteriormente, não eram incluídas na população ocupada, o conceito de trabalho tornou-se mais abrangente. O instrumento de coleta das informações da pesquisa foi estruturado de forma que possibilita, através da realocação das parcelas correspondentes à ampliação do conceito de trabalho, gerar resultados comparáveis com os obtidos nos levantamentos da PNAD anteriores ao de 1992.
A abrangência geográfica da PNAD vem se ampliando gradativamente. Iniciada em 1967 na área que hoje compreende o Estado do Rio de Janeiro, ao final da década de 60 a PNAD já abrangia as Regiões Nordeste, Sudeste e Sul e o Distrito Federal. Reiniciada em 1971 nas áreas que abrangem o atual Estado do Rio de Janeiro, o Estado de São Paulo e a Região Sul, em 1973 já cobria as Regiões Nordeste, Sudeste e Sul, o Distrito Federal e a área urbana da Região Norte e das demais Unidades da Federação da Região Centro-Oeste. Esta cobertura foi mantida até 1979. Em 1981 a abrangência geográfica da PNAD foi mais uma vez ampliada, passando a excluir somente a área rural da antiga Região Norte, que compreendia as seguintes Unidades da Federação: Rondônia, Acre, Amazonas, Roraima, Pará e Amapá. Para as pesquisas da década de 90 esta abrangência geográfica foi mantida, ou seja, a PNAD continuou a cobrir todo o País, com exceção da área rural dessas seis Unidades da Federação.
Em 1988, o antigo Estado de Goiás foi desmembrado para constituir os atuais Estados de Goiás e Tocantins, passando este último a fazer parte da Região Norte. Por razões de ordem técnica, estas alterações somente foram incorporadas a partir da PNAD de 1992. Conseqüentemente, para os levantamentos da PNAD, realizados de 1988 a 1990, as estatísticas produzidas para a Região Norte não incluíram a parcela correspondente ao atual Estado de Tocantins, que permaneceu incorporada às da Região Centro-Oeste.
As estatísticas apresentadas para o Brasil nas publicações da PNAD foram obtidas considerando as informações de todas as áreas pesquisadas, representando, portanto, a totalidade do País, com exceção somente da área rural de Rondônia, Acre, Amazonas, Roraima, Pará e Amapá. Entretanto, visando manter a homogeneidade dos resultados produzidos a partir de 1992 para as publicações da PNAD, as estatísticas apresentadas para a Região Norte referem-se somente à sua parcela urbana, não agregando as informações da área rural do Estado de Tocantins, única Unidade da Federação dessa Grande Região em que o levantamento não se restringiu às áreas urbanas. Unicamente para compor os resultados da Região Norte urbana apresentados nas publicações da PNAD, deu-se um tratamento específico para a expansão da parcela referente à área urbana do Estado do Tocantins. A variável independente adotada na construção do estimador utilizado para a expansão da amostra desta parcela foi a projeção de população urbana do Estado do Tocantins. Todavia, os resultados referentes ao Estado do Tocantins que estão nas publicações da PNAD foram obtidos pelos mesmos critérios adotados para as demais Unidades da Federação (ver o tópico processo de expansão da amostra).
A comparação dos resultados da PNAD a partir de 1992 com os das décadas anteriores deve levar em conta que a classificação das áreas urbanas e rurais é feita de acordo com a legislação vigente por ocasião dos Censos Demográficos. Portanto, ainda que a legislação tenha alterado a classificação de determinadas áreas no período intercensitário, a definição estabelecida por ocasião do Censo Demográfico de 1980 foi mantida para as pesquisas da PNAD realizadas de 1981 a 1990 e, também, a classificação vigente por ocasião do Censo Demográfico de 1991 permanecerá para as pesquisas da PNAD do período de 1992 a 1999. Conseqüentemente, as estatísticas por situação urbana e rural não captam integralmente a sua evolução, sendo que as diferenças se intensificam a medida que os resultados obtidos se afastam do ano de realização do Censo Demográfico que serviu de marco para a classificação da situação do domicílio.
Maiores informações sobre a metodologia da PNAD podem ser obtidas no Departamento de Emprego e Rendimento da Diretoria de Pesquisas do IBGE.
Conceituação das Características Investigadas
A pesquisa abrange a população residente nas unidades domiciliares (domicílios particulares e unidades de habitação em domicílios coletivos).
As características gerais foram pesquisadas para todas as pessoas e as de trabalho e rendimento, para as pessoas de 10 anos ou mais de idade. As caraterísticas de saúde foram investigadas para todas as pessoas e as mobilidade física, para as pessoas de 14 anos ou mais de idade.
Apresentam-se a seguir conceitos, definições, datas e períodos de referência utilizados na classificação das características que são objeto desta divulgação.
Datas e Períodos de Referência
Data de referência - Foi o dia 26 de setembro de 1998.
Semana de referência - Foi a semana de 20 a 26 de setembro de 1998.
Mês de referência - Foi setembro de 1998.
Domicílio
Conceituou-se como domicílio o local de moradia estruturalmente separado e independente, constituído por um ou mais cômodos.
A separação fica caracterizada quando o local de moradia é limitado por paredes, muros, cercas etc, coberto por um teto, e permite que seus moradores se isolem, arcando com parte ou todas as suas despesas de alimentação ou moradia.
A independência fica caracterizada quando o local de moradia tem acesso direto, permitindo que seus moradores possam entrar e sair sem passar por local de moradia de outras pessoas.
Classificaram-se os domicílios como particulares quando destinados a habitação de uma pessoa ou de um grupo de pessoas cujo relacionamento fosse ditado por laços de parentesco, dependência doméstica ou, ainda, normas de convivência.
Como coletivos foram classificados os domicílios destinados a habitação de pessoas cujo relacionamento se restringisse ao cumprimento de normas administrativas.
População Residente
A população residente foi composta pelos moradores presentes e ausentes, ou seja, pelas pessoas que tinham a unidade domiciliar (domicílio particular ou unidade de habitação em domicílio coletivo) como local de residência habitual e, na data da entrevista, estavam presentes ou ausentes, temporariamente, por período não superior a 12 meses em relação àquela data.
Excluíram-se da pesquisa as pessoas residentes em embaixadas, consulados e legações e, também, as pessoas institucionalizadas residentes em domicílios coletivos de estabelecimentos institucionais, tais como: os militares em caserna ou dependências de instalações militares; os presos em penitenciárias; os internos em escolas, orfanatos, asilos, hospitais etc; e os religiosos em conventos, mosteiros etc
Situação do Domicílio
A classificação da situação do domicílio é urbana ou rural, segundo a área de localização do domicílio e tem por base a legislação vigente por ocasião da realização do Censo Demográfico de 1991. Como situação urbana consideram-se as áreas correspondentes às cidades (sedes municipais), às vilas (sedes distritais) ou as áreas urbanas isoladas. A situação rural abrange toda a área situada fora desses limites. Este critério é, também, utilizado na classificação da população urbana e rural.
Características Gerais
Idade
A investigação da idade foi feita através da pesquisa do dia, mês e ano de nascimento da pessoa ou da idade presumida da pessoa que não soubesse a data de nascimento. A idade foi calculada em relação à data de referência. As pessoas que não declararam a data de nascimento nem a idade presumida foram reunidas no grupo "idade ignorada".
FAMÍLIA
Considerou-se como família o conjunto de pessoas ligadas por laços de parentesco, dependência doméstica ou normas de convivência, que residissem na mesma unidade domiciliar e, também, a pessoa que morasse só em uma unidade domiciliar.
Entendeu-se por dependência doméstica a relação estabelecida entre a pessoa de referência e os empregados domésticos e agregados da família e por normas de convivência as regras estabelecidas para o convívio de pessoas que morassem juntas sem estarem ligadas por laços de parentesco ou dependência doméstica.
Definiram-se como famílias conviventes aquelas constituídas por, no mínimo, duas pessoas cada uma, que residissem na mesma unidade domiciliar.
Condição na Família
Dentro de cada família as pessoas foram classificadas em função da relação com a pessoa de referência ou com o seu cônjuge, de acordo com as seguintes definições:
Características de Trabalho e Rendimento
Trabalho
Considerou-se como trabalho em atividade econômica o exercício de:
a) Ocupação remunerada em dinheiro, produtos, mercadorias ou benefícios (moradia, alimentação, roupas etc) na produção de bens e serviços;
b) Ocupação remunerada em dinheiro ou benefícios (moradia, alimentação, roupas etc) no serviço doméstico;
c) Ocupação sem remuneração na produção de bens e serviços, desenvolvida durante pelo menos uma hora na semana:
d) Ocupação desenvolvida, durante pelo menos uma hora na semana:
Portanto, no conceito de trabalho caracterizam-se as condições de:
Pessoas Ocupadas
Foram classificadas como ocupadas na semana de referência as pessoas que tinham trabalho durante todo ou parte desse período. Incluíram-se, ainda, como ocupadas as pessoas que não exerceram o trabalho remunerado que tinham na semana de referência por motivo de férias, licença, greve etc
Empreendimento
Definiu-se como empreendimento a empresa, a instituição, a entidade, a firma, o negócio etc, ou, ainda, o trabalho sem estabelecimento, desenvolvido individualmente ou com ajuda de outras pessoas (empregados, sócios ou trabalhadores não remunerados). Portanto, um empreendimento pode ser constituído por um ou mais estabelecimentos ou não ter estabelecimento.
Número de Trabalhos
Pesquisou-se o número de trabalhos, ou seja, em quantos empreendimentos a pessoa teve trabalho na semana de referência.
O trabalho na produção para o próprio consumo ou na construção para o próprio uso somente foi contado para a pessoa que não houvesse tido qualquer outro trabalho remunerado ou sem remuneração na semana de referência.
Trabalho Principal da Semana de Referência
Considerou-se como principal da semana de referência o único trabalho que a pessoa teve nesse período.
Para a pessoa que teve mais de um trabalho, ou seja, para a pessoa ocupada em mais de um empreendimento na semana de referência, adotaram-se os seguintes critérios, obedecendo a ordem enumerada, para definir o principal desse período:
Atividade
A classificação da atividade do empreendimento foi obtida através da finalidade ou do ramo de negócio da organização, empresa ou entidade para a qual a pessoa trabalhava. Para os trabalhadores por conta própria a classificação foi feita de acordo com a ocupação exercida.
No Anexo I encontra-se a composição dos ramos de atividade.
Posição na Ocupação
Foram definidas oito categorias de posição na ocupação:
Salário Mínimo
Para a apuração dos rendimentos segundo as classes de SALÁRIO MÍNIMO, considerou-se o que vigorava no mês de referência, que foi setembro. O salário mínimo era de R$ 130, 00 (cento e trinta reais) em setembro de 1998.
Rendimento Mensal de Trabalho
Considerou-se como rendimento mensal de trabalho:
a) Para os empregados e trabalhadores domésticos - A remuneração bruta mensal a que normalmente teriam direito ou, quando o rendimento era variável, a remuneração média mensal, referente ao mês de setembro de 1998; e
b) Para os empregadores e conta-própria - A retirada mensal ou, quando o rendimento era variável, a retirada média mensal, referente ao mês de setembro de 1998.
Pesquisou-se o valor do rendimento em dinheiro e em produtos ou mercadorias, provenientes do trabalho principal, do trabalho secundário e dos demais trabalhos que a pessoa tinha na semana de referência, não sendo investigado o valor da produção para consumo próprio.
Os empregados e trabalhadores domésticos que recebiam apenas alimentação, roupas, medicamentos etc (benefícios), à guisa de rendimento de trabalho, foram incluídos no grupo "sem rendimento de trabalho".
Rendimento Mensal de Outras Fontes
A investigação abrangeu todas as pessoas de 10 anos ou mais de idade.
Considerou-se como rendimento mensal de outras fontes:
a) O rendimento mensal, em setembro de 1998, normalmente recebido de aposentadoria paga por instituto de previdência ou pelo governo federal; complementação ou suplementação de aposentadoria paga por entidade seguradora ou decorrente de participação em fundo de pensão; pensão paga por instituto de previdência, governo federal, caixa de assistência social, entidade seguradora ou fundo de pensão; pensão alimentícia; abono de permanência; aluguel; e doação ou mesada (proveniente de pessoa não-moradora na unidade domiciliar); e
b) O rendimento médio mensal, em setembro de 1998, proveniente de aplicação financeira (juros de papel de renda fixa e de caderneta de poupança, dividendos etc); parceria; etc
Rendimento Mensal
A soma do rendimento mensal de trabalho com o proveniente de outras fontes constituiu o rendimento mensal das pessoas de 10 anos ou mais de idade.
Rendimento Mensal Familiar
Considerou-se como rendimento mensal familiar a soma dos rendimentos mensais dos componentes da família, de 10 anos ou mais de idade, exclusive os das pessoas cuja condição na família fosse pensionista, empregado doméstico ou parente do empregado doméstico.
Características de Saúde
Datas e Períodos de Referência
Para a investigação das características de saúde, foram adotadas as seguintes datas e períodos de referência:
Morbidade
A caracterização da morbidade percebida foi feita por meio da auto-avaliação do estado de saúde e da presença de doença crônica.
AUTO-AVALIAÇÃO DO ESTADO DE SAÚDE
O estado de saúde da pessoa, avaliado segundo seu próprio ponto de vista, ou, no caso de criança pequena, do ponto de vista do seu responsável, foi classificado em uma escala de cinco graus: muito bom, bom, regular, ruim ou muito ruim.
RESTRIÇÃO DAS ATIVIDADES HABITUAIS POR MOTIVO DE SAÚDE
Entendeu-se por restrição das atividades habituais, devido a problema temporário de saúde (inclusive parto e aborto), a ocorrência de uma das seguintes condições, em pelo menos um dia do período de referência das duas últimas semanas:
Número de Dias de Restrição das Atividades Habituais por Motivo de Saúde
Na contagem do número de dias de restrição das atividades habituais por motivo de saúde, considerou-se o período de meio dia ou mais como um dia inteiro e desprezou-se o período inferior a meio dia.
DOENÇA CRÔNICA
Entendeu-se como doença crônica aquela que acompanhava a pessoa por um longo período de tempo, podendo ter fases agudas, momentos de piora ou melhora sensível.
Foram pesquisadas as seguintes doenças crônicas, já diagnosticadas ou percebidas pela pessoa, definidas de forma a facilitar a sua compreensão:
PLANO DE SAÚDE
Entendeu-se por plano de saúde, médico ou odontológico, o contrato ou direito adquirido individualmente ou por meio de empregador (público ou privado), visando o atendimento de saúde a ser prestado por profissionais e/ou empresas de saúde (clínicas, hospitais, laboratórios etc). O usufruto desse direito é garantido pelo pagamento de mensalidade diretamente pela pessoa ou por terceiro, por seu empregador ou por meio de desconto mensal em folha de pagamento. Esse contrato pode ser estabelecido com diversos tipos de instituição: cooperativa médica, empresa de medicina de grupo, seguradora, empresa que funciona de forma mista como seguradora e provedora de serviços de saúde ou, ainda, com qualquer clínica, hospital, laboratório etc.
Plano de Saúde de Instituição de Assistência de Servidor Público
É o plano de saúde de instituição de assistência destinada a atender a servidor público civil (da administração pública direta, autarquia ou fundação pública federal, estadual ou municipal) e a seus dependentes, ou a servidor público militar e a seus dependentes, por meio dos hospitais centrais do Exército, Marinha ou Aeronáutica.
Cobertura de Plano de Saúde
Entendeu-se como tendo cobertura de plano de saúde a pessoa que, na qualidade de titular (independentemente da idade e de ser, ou não, responsável pelo pagamento das mensalidades do plano), dependente ou agregado (independentemente de ter, ou não, laços de parentesco com o titular e de morar, ou não, na mesma unidade domiciliar), tinha direito a algum plano de saúde, médico ou odontológico, particular, de empresa ou órgão público.
Número de Planos de Saúde
Para a pessoa com cobertura de plano de saúde foi caracterizado se tinha direito a mais de um plano de saúde, independentemente da sua qualificação em cada um deles.
Plano de Saúde Principal
Para a pessoa que tinha cobertura de mais de um plano de saúde foi definido como principal aquele que a pessoa assim considerava, independentemente da sua qualificação nesse plano.
Qualificação no Plano de Saúde
Foi pesquisado se a qualificação da pessoa no seu plano de saúde, único ou principal, era de titular ou de dependente ou agregado.
Mensalidade do Plano de Saúde
É o pagamento regular que assegura o direito de cobertura dos serviços de um plano de saúde contratualmente definido.
Responsável pelo Pagamento do Plano de Saúde
Para a pessoa qualificada como titular no seu plano de saúde, único ou principal, foi pesquisado se o responsável pelo pagamento das mensalidades desse plano era:
Valor da Mensalidade do Plano de Saúde
Quando pelo menos parte da mensalidade do plano de saúde, único ou principal, da pessoa qualificada como titular era paga pelo própria, diretamente ou por meio do seu trabalho, atual ou anterior, ou por outro morador da unidade domiciliar, investigou-se o valor dessa mensalidade, independentemente de estar em dia ou com atraso, classificado nas seguintes faixas:
Atendimento por meio de rede própria do plano de saúde
Para a pessoa qualificada como titular no seu plano de saúde, único ou principal, foi pesquisado se esse plano proporcionava atendimento por meio de rede própria de médicos, hospitais, laboratórios ou outros serviços.
Rede credenciada pelo plano de saúde
Entendeu-se por rede (de médicos, hospitais, laboratórios ou outros serviços de saúde) credenciada pelo plano de saúde aquela ao qual o segurado podia recorrer sem desembolso extra, dentro da cobertura do seu contrato, exceto o correspondente, se fosse o caso, a aplicação de fator moderador previsto nesse plano.
Atendimento por meio de rede credenciada pelo plano de saúde
Para a pessoa qualificada como titular no seu plano de saúde, único ou principal, foi pesquisado se esse plano proporcionava atendimento por meio de rede credenciada de médicos, hospitais, laboratórios ou outros serviços de saúde.
Reembolso de despesa pelo plano de saúde
Para a pessoa qualificada como titular no seu plano de saúde, único ou principal, foi investigado se nesse plano havia reembolso, total ou parcial, de despesa efetuada previamente com médicos e serviços de saúde, conforme tabela adotada para a modalidade do contrato estabelecido.
Tipos de cobertura do plano de saúde
Para a pessoa qualificada como titular no seu plano de saúde, único ou principal, foi investigado se esse plano proporcionava os seguintes tipos de cobertura:
Fator moderador
Fator moderador é a taxa de valor pré-determinado que pode incidir sobre um ou mais serviços cobertos pelo plano de saúde.
Incidência de fator moderador sobre serviço coberto pelo plano de saúde
Para a pessoa qualificada como titular no seu plano de saúde, único ou principal, foi pesquisado se nesse plano, além da mensalidade, havia cobrança de algum valor não reembolsável pelo atendimento a que tinha direito, ou seja, se havia incidência de fator moderador sobre pelo menos um dos serviços cobertos pelo plano.
Hábito de procurar o mesmo serviço de saúde
Foi pesquisado se a pessoa tinha o hábito de procurar o mesmo profissional ou serviço quando precisava de atendimento de saúde, independente de ser um serviço formal (farmácia; hospital; posto ou centro de saúde; ambulatório; clínica ou médico, alopata ou homeopata; profissional de saúde, inclusive de acupuntura, shiatsu etc) ou informal (centro espírita, curandeiro etc).
Posto ou centro de saúde
Entendeu-se por posto ou centro de saúde o estabelecimento (ambulatório, centro, núcleo, posto, subposto ou unidade municipal de saúde, assistência à gestante, assistência médica comunitária, vigilância epidemiológica, medicação, higiene ou puericultura, ou posto mantido por instituição filantrópica ou comunitária) destinado a prestar assistência ambulatorial, utilizando técnicas apropriadas, esquemas padronizados de atendimento e profissionais de saúde de nível superior (médicos, dentistas etc) e/ou de nível médio, e que não aceitava internação. Além do atendimento ambulatorial, podia, ainda, desenvolver atividade de vacinação, programas e orientações sobre a saúde, coleta de material para exame, programas de saúde da mulher, distribuição de medicamentos etc
Ambulatório ou consultório de empresa ou sindicato
Entendeu-se por ambulatório ou consultório de empresa ou sindicato o estabelecimento que tinha como atividade básica prestar assistência médica aos empregados da empresa e seus dependentes, ou aos empregados ou associados do sindicato e seus dependentes.
Ambulatório ou consultório de clínica
Entendeu-se por ambulatório ou consultório de clínica o estabelecimento que se caracterizava por ter um conjunto de consultórios médicos, de uma ou várias especialidades, destinado a prestar assistência médica de caráter predominantemente curativa e pela ausência de regime de internação. Além do atendimento ambulatorial, podia, ainda, desenvolver intervenções cirúrgicas que não demandassem internação e exames complementares.
Ambulatório de hospital
Entendeu-se por ambulatório de hospital o conjunto de consultórios médicos, de uma ou mais especialidades, que funcionava dentro de um hospital. Incluiu-se como ambulatório de hospital as unidades mistas com atividades típicas de postos ou centros de saúde e que aceitassem internações.
Pronto socorro ou emergência
Entendeu-se por pronto-socorro ou emergência o ambulatório de estabelecimento que tinha como finalidade prestar assistência médica a doentes com ou sem risco de vida, funcionava com atendimento médico permanente em regime de 24 horas, aceitava internações e podia ser da rede pública, ou seja, de propriedade da União (Ministério da Saúde, Universidades Federais, Forças Armadas), de Estado ou de município, ou da rede particular. Essa unidade podia estar localizada em hospital, clínica ou unidade de saúde, funcionando somente para o atendimento de emergência.
Agente comunitário de saúde
Entendeu-se por agente comunitário de saúde a pessoa selecionada e treinada para transmitir ao indivíduo conhecimentos e informações necessárias para o cuidado da sua saúde e que trabalhava, principalmente, como parte integrante de grupo que prestava assistência materno-infantil aos moradores da comunidade, geralmente, exercendo essa função em instituições do governo municipal ou em organismos ligados a instituição religiosa (pastoral da criança, da saúde etc).
Tipo de serviço de saúde habitualmente procurado
O tipo de serviço de saúde que a pessoa costumava procurar quando precisava de atendimento de saúde foi classificado como:
Consulta médica
Entendeu-se como consulta médica o atendimento prestado por médico, alopata ou homeopata, de qualquer especialidade, inclusive para tratamento por acupuntura, independentemente do lugar do atendimento (hospital, consultório, clínica, posto de saúde da rede pública, domicílio etc).
Número de consultas médicas
Para a pessoa que, no período de referência dos últimos doze meses, consultou médico, foi investigado o número de vezes que procurou este atendimento.
Consulta a dentista
Entendeu-se por consulta a dentista o atendimento odontológico prestado por dentista de nível superior, de qualquer especialidade (cirurgião-dentista, ortodentista etc).
Tempo decorrido desde a última consulta a dentista
Para a pessoa que alguma vez consultou dentista investigou-se o tempo decorrido desde a última consulta, de acordo com a seguinte classificação:
Procura de atendimento de serviço de saúde
Foi investigado se a pessoa, no período de referência das duas últimas semanas, procurou algum tipo de atendimento relacionado à saúde (inclusive solicitação de: atestado de saúde, visita domiciliar de médico, serviço de ambulância ou consulta por telefone), independente de ter sido em um serviço formal (farmácia; hospital; posto ou centro de saúde; ambulatório; clínica; médico, alopata ou homeopata; ou profissional de saúde) ou informal (centro espírita ou curandeiro).
Não foi considerado como tendo buscado atendimento a pessoa que procurou serviço de saúde para doar sangue, participar da campanha de vacinação em massa, receber alimentos ou medicamentos anteriormente prescritos por médico ou que buscou orientação de indivíduo (parente, amigo, conhecido ou vizinho) que não desenvolvia atividade de atenção à saúde.
Motivo da procura de atendimento de saúde
O motivo, único ou que a pessoa considerou como principal, pelo qual procurou serviço de saúde, no período de referência das duas últimas semanas, foi classificado como:
Hospital
Entendeu-se por hospital o estabelecimento que tinha como finalidade prestar assistência médica completa, funcionava com atendimento médico permanente em regime de 24 horas, aceitava internações e podia ser da rede pública, ou seja, de propriedade da União (Ministério da Saúde, Universidades Federais, Forças Armadas), de Estado ou de município, ou da rede particular.
Tipo de serviço em que procurou o primeiro atendimento de saúde
O tipo de serviço em que a pessoa procurou o primeiro atendimento de saúde, no período de referência das duas últimas semanas, em decorrência do motivo único ou que considerou com principal, independentemente de ter sido ou não atendida, foi identificado como:
OCORRÊNCIA DE ATENDIMENTO DE SAÚDE NA PRIMEIRA VEZ EM QUE FOI PROCURADO
Foi pesquisado se, no período de referência das duas últimas semanas, a pessoa foi atendida logo na primeira vez em que procurou atendimento de saúde, em decorrência do motivo único ou que considerou como principal.
MOTIVO DE NÃO TER OCORRIDO ATENDIMENTO DE SAÚDE NA PRIMEIRA VEZ QUE EM FOI PROCURADO
O motivo, único ou que a pessoa considerou como principal, pelo qual não foi atendida na primeira vez em que procurou atendimento de saúde, no período de referência das duas últimas semanas, foi classificado como:
RETORNO À PROCURA DE ATENDIMENTO DE SAÚDE
Foi pesquisado se, no período de referência das duas últimas semanas, a pessoa voltou a procurar atendimento de saúde, independente de ter sido em um serviço formal (farmácia; hospital; posto ou centro de saúde; ambulatório; clínica; médico, alopata ou homeopata; ou profissional de saúde) ou informal (centro espírita, curandeiro), pelo mesmo motivo pelo qual buscou pela primeira vez nesse período e não foi atendida.
TIPO DE SERVIÇO EM QUE PROCUROU O ÚLTIMO ATENDIMENTO DE SAÚDE
O tipo de serviço em que a pessoa procurou o último atendimento de saúde, no período de referência das duas últimas semanas, em decorrência do mesmo motivo pelo qual buscou pela primeira vez nesse período e não foi atendida, foi identificado como:
OCORRÊNCIA DE ATENDIMENTO DE SAÚDE NA ÚLTIMA VEZ EM QUE FOI PROCURADO
Foi pesquisado se, no período de referência das duas últimas semanas, a pessoa foi atendida na última vez em que procurou serviço de saúde, em decorrência do mesmo motivo pelo qual buscou pela primeira vez nesse período e não foi atendida.
MOTIVO DE NÃO TER OCORRIDO ATENDIMENTO DE SAÚDE NA ÚLTIMA VEZ EM QUE FOI PROCURADO
Para a pessoa que, no período de referência das duas últimas semanas, não foi atendida na primeira e nem na última vez em que procurou atendimento de saúde, em decorrência do mesmo motivo de saúde, foi investigada a razão de não ter sido atendida na última vez.
O motivo, único ou que a pessoa considerou como principal, pelo qual não foi atendida na última vez em que procurou atendimento de saúde, no período de referência das duas últimas semanas, foi classificado como:
TIPO DE ATENDIMENTO DE SAÚDE RECEBIDO
Foi pesquisado o tipo de atendimento de saúde que a pessoa recebeu, no período de referência das duas últimas semanas, conforme o caso, já na primeira vez em que procurou ou na última vez em que buscou pelo mesmo motivo de saúde pelo qual procurou pela primeira vez nesse período e não foi atendida. Esse atendimento de saúde, único ou que a pessoa considerou como principal, recebido no período de referência das duas últimas semanas, foi classificado como:
REDE QUE PRESTOU O ATENDIMENTO DE SAÚDE
O serviço de saúde que prestou o único ou principal atendimento (exclusive quando foi somente para marcação de consulta) que a pessoa recebeu, no período de referência das duas últimas semanas, conforme o caso, já na primeira vez em que procurou ou na última vez em que buscou pelo mesmo motivo de saúde pelo qual procurou pela primeira vez nesse período e não foi atendida, foi classificado, quanto à rede a que pertencia, em:
COBERTURA POR PLANO DE SAÚDE DO ATENDIMENTO RECEBIDO
Foi pesquisado se algum plano de saúde cobriu, totalmente ou parcialmente, ainda que para posterior reembolso de despesas, o atendimento que a pessoa recebeu, no período de referência das duas últimas semanas, conforme o caso, já na primeira vez em que procurou ou na última vez em que buscou pelo mesmo motivo de saúde pelo qual procurou pela primeira vez nesse período e não foi atendida.
PAGAMENTO DO ATENDIMENTO DE SAÚDE RECEBIDO
Foi pesquisado se a pessoa pagou algum valor (desde que não fosse integralmente reembolsável por plano de saúde), com recursos próprios ou de outra pessoa, residente ou não na mesma unidade domiciliar, pelo atendimento de saúde recebido, no período de referência das duas últimas semanas, conforme o caso, já na primeira vez em que procurou ou na última vez em que buscou pelo mesmo motivo de saúde pelo qual procurou pela primeira vez nesse período e não foi atendida.
SISTEMA ÚNICO DE SAÚDE - SUS
É o sistema, criado pela Constituição de 1988, com a finalidade de garantir assistência à saúde a todo cidadão brasileiro. Integram o SUS estabelecimentos públicos (federais, estaduais e municipais) e estabelecimentos privados, com fins lucrativos ou beneficentes, contratados para prestar atendimento à população.
ATENDIMENTO DE SAÚDE PRESTADO PELO SUS
Foi pesquisado se foi prestado pelo Sistema Único de Saúde - SUS o atendimento que a pessoa recebeu, no período de referência das duas últimas semanas, conforme o caso, já na primeira vez em que procurou ou na última vez em que buscou pelo mesmo motivo de saúde pelo qual procurou pela primeira vez nesse período e não foi atendida.
AVALIAÇÃO DO ATENDIMENTO DE SAÚDE RECEBIDO
O atendimento que a pessoa recebeu, no período de referência das duas últimas semanas, conforme o caso, já na primeira vez em que procurou ou na última vez em que buscou pelo mesmo motivo de saúde pelo qual procurou pela na primeira vez nesse período e não foi atendida, foi avaliado segundo uma escala de cinco graus: muito bom, bom, regular, ruim ou muito ruim.
MOTIVO DE NÃO TER PROCURADO ATENDIMENTO DE SAÚDE
O motivo, único ou que a pessoa considerou como principal, pelo qual não procurou serviço de saúde, no período de referência das duas últimas semanas, foi classificado como:
OCORRÊNCIA DE INTERNAÇÃO
Considerou-se como tendo estado internada, no período de referência dos últimos doze meses, a pessoa que ocupou um leito hospitalar, com o fim de cirurgia, diagnóstico, tratamento ou outro tipo de atendimento médico, por no mínimo uma noite (pernoite) em estabelecimento que dispunha de condições para prestar atendimento de saúde em regime de internação, independente da sua designação (hospital, casa de saúde, sanatório, policlínica, unidade mista de saúde etc). Considerou-se, também, como tendo estado internada a criança que nasceu prematuramente ou apresentando algum problema de saúde, necessitando de cuidados especiais que exigissem que permanecesse internada pelo menos um dia nesse período. Não se considerou como tendo estado internada a criança recém-nascida que, devido ao parto de sua mãe, permaneceu no estabelecimento de saúde sem exigir cuidados especiais.
NÚMERO DE INTERNAÇÕES
Foi pesquisado o número de vezes que a pessoa esteve internada, no período de referência dos últimos doze meses, independentemente da duração e da gravidade do motivo de cada internação.
COBERTURA DA INTERNAÇÃO POR PLANO DE SAÚDE
Foi pesquisado se a única ou última internação da pessoa, no período de referência dos últimos doze meses, foi coberta, ainda que parcialmente, por plano de saúde.
PLANO DE AMOSTRAGEM
A Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios - PNAD, é realizada através de uma amostra probabilística de domicílios obtida em três estágios de seleção: unidades primárias (municípios); unidades secundárias (setores censitários); e unidades terciárias (unidades domiciliares: domicílios particulares e unidades de habitação em domicílios coletivos).
Na seleção das unidades primárias e secundárias (municípios e setores censitários) da PNAD da década de 90, foram adotadas a divisão territorial e a malha setorial vigentes em 1 o de setembro de 1991 e utilizadas para a realização do Censo Demográfico de 1991.
PROCESSO DE SELEÇÃO DA AMOSTRA
No primeiro estágio, as unidades (municípios) foram classificadas em duas categorias: auto-representativas (probabilidade 1 de pertencer a amostra) e não auto-representativas. Os municípios pertencentes à segunda categoria passaram por um processo de estratificação e, em cada estrato, foram selecionados com reposição e com probabilidade proporcional à população residente obtida no Censo Demográfico de 1991.
No segundo estágio, as unidades (setores censitários) foram selecionadas, em cada município da amostra, também com probabilidade proporcional e com reposição, sendo utilizado o número de unidades domiciliares existentes por ocasião do Censo Demográfico de 1991 como medida de tamanho.
No último estágio foram selecionados, com eqüiprobabilidade, em cada setor censitário da amostra, os domicílios particulares e as unidades de habitação em domicílios coletivos para investigação das características dos moradores e da habitação.
CADASTRO DE UNIDADES DOMICILIARES
Anualmente, com a finalidade de manter atualizado o cadastro básico de unidades domiciliares e, desta forma, preservar as frações de amostragem prefixadas, realiza-se, em todos os setores da amostra, a operação de listagem, que consiste em relacionar, ordenadamente, todas as unidades residenciais e não-residenciais existentes na área.
Além desta atualização, com a finalidade de acompanhar o crescimento dos municípios pertencentes à amostra, criou-se um cadastro complementar constituído pelas unidades domiciliares existentes em conjuntos residenciais, edifícios e favelas com 30 ou mais unidades residenciais, que tenham surgido, nestes municípios, após a realização do Censo Demográfico de 1991.
No Anexo II, apresentam-se as frações de amostragem e o número de municípios selecionados, de setores censitários selecionados, de unidades domiciliares investigadas e de pessoas entrevistadas nas diversas áreas em 1998.
PROCESSO DE EXPANSÃO DA AMOSTRA
A expansão da amostra utiliza estimadores de razão cuja variável independente é a projeção da população residente, segundo o tipo de área (região metropolitana e não-metropolitana). Estas projeções consideram a evolução populacional ocorrida entre os Censos Demográficos de 1980 e 1991, sob hipóteses de crescimento associadas a taxas de fecundidade, mortalidade e migração.
PRECISÃO DAS ESTIMATIVAS
Com o objetivo de fornecer maiores subsídios para a interpretação dos resultados da PNAD, são apresentadas, a seguir, algumas considerações que possibilitam avaliar o grau de confiabilidade das estimativas constantes neste volume.
Em pesquisas de múltiplos propósitos e de grande abrangência em termos de extensão territorial, como é o caso da PNAD, torna-se praticamente impossível isolar os erros provenientes das diversas fontes que influem nos resultados finais. Tais erros podem advir de flutuações aleatórias (erros de amostragem) ou ter origem não probabilísticas (erros alheios à amostragem), sendo que, estes últimos, podem ser introduzidos em qualquer uma das fases de realização da pesquisa.
Os erros alheios à amostragem não são influenciados pelo desenho da amostra e a sua mensuração, quando possível, exige análises mais complexas e de custo elevado, com maior demora na obtenção de resultados do que para os erros de amostragem.
Tendo em vista o processo de expansão adotado para a PNAD, cumpre destacar que o grau de precisão está fortemente ligado ao das hipóteses feitas para as taxas de fecundidade, mortalidade e migração. O cálculo do erro de amostragem deveria, portanto, levar em conta duas fontes de variação:
Os resultados apresentados referem-se, apenas, aos erros de amostragem.
FUNÇÃO AJUSTANTE DOS ERROS AMOSTRAIS
A dificuldade que adviria do cálculo dos erros de amostragem, expressos pelos coeficientes de variação, para todas as variáveis (células) constantes do plano tabular, considerando todos os níveis de divulgação (Brasil, Grandes Regiões, Unidades da Federação e Regiões Metropolitanas) mostrou a necessidade de adoção de uma forma alternativa de apresentação destes coeficientes.
Assim sendo, a fim de fornecer uma aproximação para os coeficientes de variação associados às estimativas, com o objetivo de quantificar o erro amostral em função da dimensão da estimativa, optou-se por ajustar modelos de regressão para cada um dos seguintes grupos de variáveis:
Para pessoas:
Para famílias e domicílios:
A partir da análise dos ajustamentos realizados, optou-se pelo uso do modelo de regressão da forma Y = AxB , onde x é o valor da estimativa e Y é o respectivo coeficiente de variação.
Cabe ressaltar que o ajustamento só pode ser utilizado para as variáveis qualitativas da pesquisa, isto é, não se deve usar a função ajustante quando se tratar de variáveis quantitativas, como é o caso, por exemplo, da estimativa do número médio de dias de restrição das atividades habituais por motivo de saúde.
COEFICIENTES DE REGRESSÃO E COEFICIENTES DE VARIAÇÃO AJUSTADOS
Os coeficientes das regressões, A e B, encontrados para cada ajuste, são apresentados na tabela 1.
Para avaliar aproximadamente o coeficiente de variação, expresso em porcentagem, associado a uma estimativa x, de uma determinada característica de pessoas, famílias ou domicílios, deve-se aplicar à expressão AxB os parâmetros A e B convenientes.
Os coeficientes de variação por tipo de estimativa, calculados pela aplicação dos parâmetros pertinentes a determinados tamanhos de estimativas, são apresentados na tabela 2.
EQUIPE TÉCNICA
A Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios é de responsabilidade da Divisão de Pesquisa Anual (DIPAN) do Departamento de Emprego e Rendimento - DEREN. Nessa Divisão, são realizadas as etapas de planejamento e crítica centralizada dos dados.
Na Divisão de Estudos e Análises (DIESA), são realizadas as etapas de amostragem, tabulação e análise de resultados.
A Divisão de Projetos Especiais (DIESP) do Departamento de Atendimento (DEATE) da Diretoria de Informática é a responsável pelo sistema computacional utilizado na apuração da pesquisa, compreendendo a entrada de dados, a crítica descentralizada, a crítica centralizada e a carga dos microdados no banco de dados.
A coleta das informações é feita pelas equipes das Divisões de Pesquisa do IBGE, nas Unidades da Federação, sob a responsabilidade dos Supervisores Estaduais da PNAD.
Um Grupo Técnico, designado pelo Ministério da Saúde, assessorado por uma Comissão Assessora, foi responsável pela formulação dos objetivos e definição do plano tabular, tendo participado da elaboração do questionário e do acompanhamento das atividades de campo no pré-teste.
O Grupo Técnico foi composto por representantes do Ministério da Saúde (FIOCRUZ) e do IBGE, enquanto que a Comissão Assessora foi formada com representantes de associações profissionais (Associação Brasileira de Pós-graduação em Saúde Coletiva – ABRASCO, Associação Brasileira de Estudos Populacionais - ABEP), instituições de pesquisa, técnicos do Departamento de População e Indicadores Sociais (DEPIS) do IBGE, representantes do Conselho Nacional de Secretários de Saúde - CONASS, do Conselho Nacional de Secretários Municipais de Saúde - CONASEMS, da FIOCRUZ e do Projeto REFORSUS.
EQUIPE DA DIVISÃO DE PESQUISA ANUAL - DIPAN
| Terezinha Batista Tavares Coutinho | (Chefe da DPE/DEREN/DIPAN) | Robson da Silva Pereira | (Supervisor de Equipe) |
| Maria do Socorro Bento | (Supervisora de Equipe) |
| Carlos Alberto Tavares Coutinho | (Gerente de Projeto) |
| Alda Monteiro de Abreu Coutinhos | Marcia Barbosa de Almeida Vargas |
| Genilda da Silva Rodrigues | Marcus Marcello Gullo |
| Iracema Castro de Lyra | Maria da Glória Dias Freitas |
| Janete Rodrigues da Silva | Waldelice Lisboa Guimarães das Dores |
| Rosângela Antunes Pereira Almeida | (Chefe da DPE/DEREN/DIESA) |
| Marília Biangolino Chaves | (Gerente de Projeto) |
| Cimar Azeredo Pereira | Mario Serres da Silva |
| Eduardo José Gomes Pertensen | Nilciléa Martins Moulin |
| Luis Fernando Ramos de Mello | Ronaldo Jeolas Monteiro |
| Márcia Coelho de Segadas Vianna | Pedro Luis Pinto Felicíssimo |
| Maria Cristina Moreira Safadi |
EQUIPE DE INFORMÁTICA
| Paulo Vicente Mitchell | (DI/DEATE/DIESP) Analista responsável pela Pesquisa |
| Humberto Lopes Chapouto | (DI/DEATE/DIESP) |
| Dilcar Almeida Silva | (DI/DEATE/DIESP) |
| Luiz Antonio Barreiro Cordeiro | (DI/DEATE/DIESP) |
| Lydio Mesquita Neto | (DI/DEATE/DIESP) |
| Élcio Rubens Igrejas Fragoso | (DPE/DEREN/DIESA) Programador do Plano Tabular |
| Vandeli dos Santos Guerra | (DPE/DEREN/SE.01) |
| Cláudia Travassos | Francisco Viacava |
| Diana Sawyer | Aluisio Barros |
| Estela Maria Garcia de Pinto Cunha |
EDITORAÇÃO E REVISÃO DO TEXTO
| Alzira de Jesus Pinho Mourão | (Chefe da DPE/DEREN/SE.01) |
| Luiz Carlos Ferrer Cardoso | (DPE/DEREN/SE.01) |
| Rodrigo Mariano Resende de Brito | (DPE/DEREN/SE.01) |
| Sonia Regina da Silva Dantas | (DPE/DEREN/SE.01) |
SUPERVISORES ESTADUAIS DA PNAD
| RO | Maria Lourdes Souza Silva | SE | Leonardo Souza Leão Leite de Sá |
| AC | Célia Brandão de Souza | BA | Aildete Nascimento Santana |
| AM | Paulo Almeida Filho | MG | Rosangela Filhote Ferreira |
| RR | Marilucia Silva de Moraes | ES | Ruth Locatel de Oliveira |
| PA | Maria Tereza da Silva Penha | RJ | Marcos Antônio da Silva Serrão |
| AP | José Maria Oliveira Monteiro | SP | Selma Nunes Contador |
| TO | Raimundo Costa Barbosa | PR | Estevão Generoso |
| MA | Sóstono Alves da Silva | SC | Luis Augusto de Souza Bevacqua |
| PI | Eurípedes Ferreira Sobrinho | RS | Renato Barbieri de Lima |
| CE | Ana Eugênia Ribeiro Almeida | MS | Jorge Miranda Quevedo |
| RN | Jailson Filgueiras Peregrino da Silva | MT | Wandir da Costa Ribeiro |
| PB | José Reginaldo Gonçalves Madruga | GO | Valperino Gomes de Oliveira Filho |
| PE | Normélia Carneiro de Lira | DF | Wantuir Alves Galvão |
| AL | Haroldo Alves de Farias |
GRUPO TÉCNICO E COMISSÃO ASSESSORA
| Aluísio Barros | UFPEL |
| Celso Cardoso da Silva Simões | IBGE/DPE/DEPIS |
| Cláudia Travassos | DIS/CICT/FIOCRUZ |
| Diana Sawyer | CEDEPLAR/UFMG |
| Estela M P Cunha | NEPO/UNICAMP |
| Francisco Viacava | DIS/CICT/FIOCRUZ |
| Lilibeth Maria Cardoso Raballo Ferreira | IBGE/DPE/DEPIS |
| Marcia Furquim de Almeida | FSP/USP |
| Rita Badiani | BENFAM |
| Solon Magalhães Vianna | IPEA |
ANEXO I
RAMOS E CLASSES DE ATIVIDADE
Agrícola
Indústria de Transformação
Indústria da Construção
Outras Atividades Industriais
Comércio de Mercadorias
Prestação de Serviços
Serviços Auxiliares das Atividades Econômicas
Transporte e Comunicação
Social
Administração Pública
Outras Atividades, Atividades Mal Definidas ou Não Declaradas
ANEXO II
