Ministério do Planejamento, Orçamento e Gestão

Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística

English Español
A- A+

Sistema de Índices de Preços ao Consumidor

Sistema Nacional de Índices de Preços ao Consumidor

Nota Técnica - 01/2000

Alteração na Metodologia de Coleta dos Automóveis Novos

A estimativa da variação de preços do subitem "automóveis novos" no Sistema Nacional de Índices de Preços ao Consumidor tem sido obtida a partir do acompanhamento das tabelas de preços das montadoras.

O preço efetivamente cobrado ao consumidor é praticado em concessionárias. A produção de Índices de Preços ao Consumidor pressupõe a apropriação de variação pura de preços, para tanto é necessário o acompanhamento de preços de um conjunto fixo de produtos ao longo do tempo. No caso das concessionárias, não se mostrava viável manter este painel de produtos. Por esta razão utilizava-se as tabelas das montadoras.

A permanente preocupação com o aprimoramento dos índices levou o IBGE a repensar na possibilidade de realizar coleta de preços junto a concessionárias, tanto quanto havia realizado no passado. A tabela a seguir apresenta os pesos dos "automóveis novos", obtidos a partir da Pesquisa de Orçamentos Familiares de 1996.

Pesos (%) do subitem Automóveis Novos, Brasil e áreas pesquisadas


INPC e IPCA - Julho de 2000
Brasil/Áreas INPC IPCA
Brasil 0,14 3,69
Rio de Janeiro 0,54 3,29
Porto Alegre 0,18 2,50
Belo Horizonte - 3,66
Recife 0,28 1,60
São Paulo - 4,82
Brasília - 2,40
Belém - 1,44
Fortaleza - 2,24
Salvador - 2,48
Curitiba 0,37 4,31
Goiânia 0,46 4,97

Fonte: IBGE, Diretoria de Pesquisas, Departamento de Índices de Preços, Sistema Nacional de índices de Preços ao Consumidor

Assim, o IBGE informou ao Conselho Consultivo do Sistema Nacional de Índices de Preços ao Consumidor, em reunião realizada em dezembro de 1999, que estava sendo planejado um teste de coleta de preços em concessionárias. Uma vez preparadas as bases cadastrais (locais e produtos) para as 11 áreas pesquisadas e emitidos os questionários, procedeu-se à coleta de preços por quatro meses (abril a julho de 2000).

O teste revelou que o preço da concessionária resulta da seguinte equação: preço da montadora mais custo do frete deduzindo-se bônus sugerido pelas fábricas e descontos definidos pelas concessionárias. Assim, com esta formação do preço ao consumidor, identificamos que o nível e variação de preços das montadoras tende a ser diferente. Não foi observada a existência de viés (diferença entre os resultados das duas formas de coleta persistindo em mesma direção), quer sobre o nível de preços, quer sobre as variações de preços, entre montadoras e concessionárias no conjunto das onze áreas.

O requisito da permanência dos produtos para realização da coleta contínua, limitação que no passado levou o IBGE a trabalhar com a variação de preços das montadoras, não se mostrou um impedimento.

Os resultados do teste foram analisados pelo Conselho Consultivo do Sistema Nacional de Índices de Preços ao Consumidor, na reunião do dia 25 de agosto de 2000, que recomendou a coleta de preços dos "automóveis novos" em concessionárias.

Assim, o IBGE definiu que a partir do IPCA e do INPC referentes ao mês de setembro, com divulgação em 11 de outubro, a variação do subitem "automóveis novos" será calculada utilizando os preços coletados em concessionárias.