Economia da Saúde - uma perspectiva macroeconômica - 2000-2005
A saúde, habitualmente, não é considerada uma atividade econômica pelos profissionais da área, no entanto, esse tipo de análise é fundamental tanto para o conhecimento da estrutura produtiva e da dinâmica do setor - incluindo seu financiamento, inter-relações com o resto da economia e destinação dos bens e serviços produzidos - quanto para a formulação e implementação de políticas com vistas ao aumento da eficiência na aplicação dos recursos públicos e à melhor distribuição dos benefícios de saúde à população.
Com este estudo, fruto de esforços interinstitucionais desenvolvidos juntamente com a Fundação Oswaldo Cruz - Fiocruz, o Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada - IPEA, a Agência Nacional de Saúde Suplementar - ANS, e o Ministério da Saúde, o IBGE oferece ao público, pela primeira vez, um amplo panorama dos recursos e usos da saúde e de sua evolução ao longo do tempo.
Para tal, foram compilados e sistematizados dados sobre a produção, o consumo e o comércio exterior dos bens e serviços relacionados à saúde, bem como sobre o emprego e a renda nas atividades que geram esses produtos e a infra-estrutura do setor, adotando-se como fonte principal o Sistema de Contas Nacionais, que sintetiza as informações econômicas do País. Foram utilizados, ainda, resultados de outros levantamentos realizados pelo IBGE, como a Pesquisa Industrial Anual, a Pesquisa Anual de Comércio, a Pesquisa de Assistência Médico-Sanitária e a Pesquisa de Orçamentos Familiares. Complementarmente, também foram utilizadas informações da ANS.
Nesta publicação, são descritos, inicialmente, os procedimentos metodológicos que nortearam a elaboração do estudo, destacando-se a importância de construção futura de uma conta-satélite do setor, cuja delimitação, no âmbito do presente trabalho, foi efetuada a partir da seleção de atividades consideradas típicas de saúde, com base na Classificação Nacional de Atividades Econômicas - CNAE 1.0. A análise dos resultados dessas atividades, vastamente ilustrada com tabelas e gráficos, abarca o período 2000-2005, contemplando diferentes perspectivas de estudo, tais como: valor da produção dos bens e serviços de saúde gerados; insumos consumidos nos processos produtivos; contribuição para a geração de renda; investimentos; salários; postos de trabalho; estabelecimentos em atividades relacionadas à saúde na indústria, no comércio e nos serviços; beneficiários de planos de saúde, entre outros aspectos. A publicação inclui, ainda, um glossário com os conceitos considerados relevantes para a compreensão dos resultados, além de apêndices que detalham a estrutura das Tabelas de Recursos e Usos e apresentam as Contas Econômicas Integradas para o período 2000-2005, das quais foi extraída a maior parte das informações analisadas nesta publicação.
As informações ora apresentadas, também disponibilizadas no portal do IBGE na Internet, possibilitam conhecer o perfil da saúde nos últimos anos e projetam uma visão de sua participação no conjunto da economia brasileira, contribuindo, ainda, para a valoração desse importante segmento econômico e para o desenvolvimento futuro de uma conta-satélite de saúde no País.