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| Lasar Segall |
"Havia gente morena, gente clara; mulheres vestidas à moda hebraica de túnica e alpercata, mostrando os pés, homens de chapéus enterrados na cabeça, caras femininas de lenço amarrado na testa e crianças lindas."
O fluxo migratório judaico se intensificou com a liberdade de culto garantida pela Constituição do Império.
Os judeus marroquinos, descendentes diretos das comunidades judaicas expulsas da Península Ibérica pelos "Reis Católicos", chegaram em Pernambuco e na Bahia e, principalmente, na Amazônia.
Dedicaram-se ao comércio local, a despeito da animosidade de outros negociantes.
-Chegaram também os judeus pobres do Leste Europeu, que sobreviveram ao assassinato do czar russo em 1881. Vieram fugindo dos ataques anti-semitas. Para facilitar a transferência dos judeus russos para as colônias agrícolas na América, foi fundada, em 1881, a Yidishe Kolonizatsye Gezelshaft (Associação da Colonização Judaica, ou ICA). Esta Associação atuava no sentido de despertar o interesse dos governos locais para a imigração judaica.
- Nas décadas de 1920 e 1930, os imigrantes judeus vinham não só
da Europa Oriental, mas de todas as regiões do então esfacelado
Império Otomano, como Turquia, Grécia e Rodes.
Vindos inicialmente sozinhos, com a intenção de "fazer a América"
e ganhar o suficiente para retornar às suas casas, com o
passar do tempo, as possibilidades de ascensão econômica no
Novo Mundo e a exarcebação do anti-semitismo na Europa,
estimularam imigrantes a trazerem suas famílias.
Na década de 1930, teve início o grande êxodo de judeus alemães, em virtude da ascensão dos nazistas ao poder na Alemanha, em 1933, e a subsequente promulgação das Leis de Nuremberg.
Com as restrições à imigração nos Estados Unidos e em muitos outros países nesse período, estava criado o drama dos refugiados. Esta situação se agravou quando a Itália endossou as medidas nazistas anti-semitas e com o início dos conflitos internacionais que iriam culminar na Segunda Guerra Mundial.