A inexistência de movimentos anti-semitas ou práticas discriminatórias
significativas no Brasil contribuiu para a
identificação geral dos judeus como brasileiros de classe
média e para a manutenção de muitos vínculos que ainda ligam
a comunidade judaica.
- Pouco familiarizados com os hábitos brasileiros e, provavelmente, marcados pela exclusão vivida em suas sociedades de origem, os imigrantes judeus recriaram no Brasil a intensa vida cultural e política de que desfrutavam anteriormente:
- Por volta de 1950, os judeus já eram parte da classe
média brasileira; as comunidades já se voltavam mais para questões
nacionais, e seus membros participavam, como quaisquer outros,
do processo político por que passava o país.
Tanto é assim que o governo militar em 1964 atingiu duramente tanto brasileiros quanto judeus que faziam oposição ao regime. Com o AI-5 e a institucionalização da repressão, houve uma expressiva migração para o Estado de Israel, movimento em geral não muito comum entre os brasileiros, menos apegados à doutrina sionista que seus vizinhos argentinos.
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| Rubens Gerchman |
Familiarizados com a sociedade e os costumes do país, estes judeus brasileiros, assim como já haviam feito os descendentes dos imigrantes sefaradim no início do século, passaram a participar de todas as esferas da vida brasileira. Por conta disto, principalmente a partir da década de 1970, casamentos entre judeus e não-judeus tornaram-se fenômeno comum em todas as grandes cidades brasileiras.