Os italianos, como todos os demais imigrantes, deixaram
seu país basicamente por motivos econômicos e sócio-culturais.
A emigração, que era muito praticada na Europa, aliviava os
países de pressões sócio-econômicas, além de alimentá-los
com um fluxo de renda vindo do exterior, em nada desprezível,
pois era comum que imigrantes enviassem economias para os
parentes que haviam ficado.
No caso específico da Itália, depois de um longo período de mais de 20 anos de lutas para a unificação do país, sua população, particularmente a rural e mais pobre, tinha dificuldade de sobreviver seja nas pequenas propriedades que possuía ou onde simplesmente trabalhava, seja nas cidades, para onde se deslocava em busca de trabalho.
Nessas condições, portanto, a emigração era não só estimulada pelo governo, como era, também, uma solução de sobrevivência para as famílias. Assim, é possível entender a saída de cerca de 7 milhões de italianos no período compreendido entre 1860 e 1920.
Imigração subvencionada
A imigração subvencionada
se estendeu de 1870 a 1930 e visava a estimular a vinda
de imigrantes: as passagens eram financiadas,
bem como alojamento e o trabalho inicial no campo ou na
lavoura. Os imigrantes se comprometiam com contratos que
estabeleciam não só o local para onde se dirigiriam, como
igualmente as condições de trabalho
a que se submeteriam.
Como a imigração subvencionada estimulava a vinda de famílias, e não de indivíduos isolados, nesse período chegavam famílias numerosas, de cerca de uma dúzia de pessoas, e integradas por homens, mulheres e crianças de mais de uma geração.